segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Tá ligado, Tio?

Haverá, talvez, um fio da meada. A teoria das cordas é bastante combatida, mas é inevitável admitir. Estamos conectados em tempo real, sem delay ou latência. Não, não apenas nós,  seres humanos. Pessoas. Mas a energia e a matéria. Cada átomo de uma rocha, cada molécula de água, cada partícula de um todo circunscrito, tem ligação com o geral. E ligação plena. A isolação de duas partículas de um átomo feita por cientistas e a sua separação física por milhares de quilômetros, demonstra cabalmente que alterando artificialmente o spin ( polaridade) de uma, altera instantaneamente o da outra. Sem aqueles aproximados 300 mil km por segundo da nossa boa e velha centelha fotonica. Ou seja, sem a latência estabelecida pela Teoria Geral da Relatividade, segundo a qual nada viaja no universo além, ou acima da velocidade da Luz.
Parece, enfim, que o todo pertence à parte e a parte pertence ao todo e isso só fará sentido, se houver entre ambos uma grande avenida com dados trafegando nos dois sentidos simultânea e instantaneamente. E é de se supor que nesse processo, exista um bocado de inteligência.  Trocando em miúdos, nesse aparente atentado ao establishment científico hodierno, a informação  viaje talvez um pouco mais rápido do que o pensamento. 

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

inimigo grátis

Um problema congenito me leva a angariar inimigos gratuitos onde esteja e por onde passo. Sou realmente um ima de antipatias. Conheco pessoas contra as quais jamais movi uma agulha, mas que a toda oportunidade, se comprazem em me ver contrariado, chateado,injuriado. Sao meus detratores "de gratis" que, assim, por nada, se comprazem em me ver triste. A eles, soh posso agradecer. Porque as pessoas que gostam de mim, evitam me revelar os meus defeitos. Meus inimigos, nao.

A crueldade de certas definições

Urologista eh o cara que olha o seu pinto com desprezo, o pega com nojo mas cobra como se o tivesse chupado.

Trompete

O trompete ou pistom é um dos meus instrumentos preferidos. Digo isso como ouvinte, é claro. Quando ele toca, toca fundo. O mundo até parece parar para ouvir o trompete. Ele tem um quê de solene, uma ponta de tristeza mas sabe muito bem mostrar alegria e é totalmente ligado à alma. Ele tem, sim, a candura da flute de Pan e a presença do sax, que perto dele, é apenas um sopro. Ele invade o cérebro pelo ouvido e atravessa o mar de nossas resistências, tocando ao final, dentro do coração.
Toda vez que ouço o trompete, muito embora relaxado ou mesmo desligado, eu me perfilo em espírito para ouvir na posição de sentido. É como se um arauto avisasse solenemente, a chegada de sua majestade, a música. E com ela, o imperador de todos os sentidos, o prazer e também o seu séqüito: a arte, a sensibilidade, a genialidade e a beleza. Apresentados todos pelos sons do trompete, para o qual alguém escreveu dedicadamente a pauta e atrás do qual, sopra a boca de outro artista, colocando no que sai do seu pulmão sobejamente treinado, pedacinhos delicados da própria alma. (pz)

E Rosicleide desligou....

Toca o telefone...

- Alô. - Alô, poderia falar com o responsável pela linha?
 - Pois não, pode ser comigo mesmo.

- Quem fala, por favor?
- Edson.

- Sr. Edson, aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção OI linha adicional, onde o Sr. tem direito...
- Desculpe interromper, mas quem está falando?

- Aqui é Rosicleide Judite, da OI, e estamos ligando...
- Rosicleide, me desculpe, mas para nossa segurança, gostaria de conferir alguns dados antes de continuar a conversa, pode ser?

- Bem, pode..
- De que telefone você fala? Meu bina não identificou.

- 10331.
- Você trabalha em que área, na OI?

- Telemarketing Pro Ativo.  - Você tem número de matrícula na OI?
- Senhor, desculpe, mas não creio que essa informação seja necessária.

- Então terei que desligar, pois não posso ter segurança que falo com uma funcionária da OI. São normas de nossa casa.

- Mas posso garantir....
- Além do mais, sempre sou obrigado a fornecer meus dados a uma legião de atendentes sempre que tento falar com a OI.

- Ok.... Minha matrícula é 34591212.  - Só um momento enquanto verifico.

(Dois minutos depois)

- Só mais um momento.

(Cinco minutos depois)

- Senhor?

- Só mais um momento, por favor, nossos sistemas estão lentos hoje.
- Mas senhor...

- Pronto, Rosicleide, obrigado por ter aguardado. Qual o assunto?
- Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde o Sr. tem direito a uma linha adicional. O senhor está interessado, Sr. Edson?

- Rosicleide, vou ter que transferir você para a minha esposa, porque é ela que decide sobre alteração e aquisição de planos de telefones.  - Por favor, não desligue, pois essa ligação é muito importante para mim.

(coloco o telefone em frente ao aparelho de som, deixo a música Festa no Apê do Latino
tocando no Repeat (quem disse que um dia essa droga não iria servir para alguma coisa?), depois de tocar a porcaria toda da música, minha mulher atende:

- Obrigado por ter aguardado.... pode me dizer seu telefone pois meu bina não identificou..

- 10331.
- Com quem estou falando, por favor.

- Rosicleide
- Rosicleide de que?

- Rosicleide Judite (já demonstrando certa irritação na voz).
- Qual sua identificação na empresa?

- 34591212 (mais irritada agora!).  - Obrigada pelas suas informações, em que posso ajudá-la?
- Aqui é da OI, estamos ligando para oferecer a promoção, onde a Sra tem direito a uma
linha adicional. A senhora está interessada?
- Vou abrir um chamado e em alguns dias entraremos em contato para dar um parecer,  pode anotar o protocolo por favor.....alô, alô!

TUTUTUTUTU...

A Advogada pudica


Olha só esse inusitado pedido de uma advogada da OAB do Rio de Janeiro!!! Se achar que é mentira, entre no site da OAB/RJ, vá em 'coluna dos inscritos' e digite o nº de inscrição registrado na petição (abaixo)!!!
Exmº. Sr. Dr. juiz da 16ª. Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.
Jocilene Couto Nascimento, advogada do reclamante Valeira Gomes Pliger da Silva, vem, ante a presença de V. Exª., informar que, de uma forma ou de outra, resolveu renunciar aos poderes doados pelo autor na folha da procuração. Que a presente renúncia tem motivos justificadores suficientes, trazendo desânimo até a alma; senão, vejamos agora:
1 - A ilustre advogada renunciante é considerada pela maioria a maior advogada de Duque de Caxias (RJ), a mais brilhante, pois sou competente, conheço muito o direito, o errado e o certo. Minha insatisfação é originária da mudança no nome de 'Justiça do Trabalho'. Antes, chamava-se JCJ (Junta de Conciliação e Julgamento), e agora passou a chamar-se "Vara". Esta nova denominação me trouxe e me traz diariamente imensos e grandes constrangimentos.
2 - Antes, para vir fazer audiências ou acompanhar processos eu entrava na Junta, e agora sou obrigada a dizer "estou entrando na Vara", "fui à Vara", "fiquei esperando sentada na Vara". Não concordo. Sou mulher, evangélica, não gosto de gracejos. Deixo a 'Vara' para quem gosta de 'Vara': funcionários 'varejistas', homossexuais, que tem muito, fiquem na 'Vara', permaneçam na 'Vara', trabalhem com 'Vara'. Saio desgostosa por não concordar com termo pornográfico, vara pra lá, vara pra cá...
Em tempo - Outro dia, estava entrando no prédio da Justiça do Trabalho e o meu telefone celular tocou. Era meu marido. Ele perguntou: "onde você está"? E olha só o constrangimento da minha resposta: "Entrando na décima Vara".
Assim, comunico minha renúncia. Já comuniquei verbalmente a meu ex-cliente, tudo na forma da lei.
Assim posto,
Peço e aguardo deferimento.
S. J. de Meriti p/Rio de Janeiro, 05-05-2002.
Jocilene Couto Nascimento
Advogada - OAB-RJ 83.191

Viver

Algumas noites, não todas, antes de me deitar, faço uma pequena reflexão sobre a minha vida. Analiso rapidamente o que está rolando e tento entender da melhor maneira possível, nem sempre com sucesso, o que está acontecendo no mundo, na cidade, na rua, dentro de casa, com as pessoas e, é claro, dentro de mim. A luta pela sobrevivência ora nos apresenta desafios, ora fantasmas, ora alegrias, ora tristezas. Confesso que nem sempre sou disciplinado e nem sempre dou o melhor de mim. Mas quando me disciplino e dou o que tenho de melhor, acontecem coisas, via de regra maravilhosamente simples mas de impacto. Tiro disso tudo algumas certezas. De que tive os filhos fantásticamente certos e lindos, que me deram netos mais lindos ainda. Que a malícia e a maldade não são características do meu comportamento. Aprendi a aceitar e a gostar das pessoas com suas qualidades e defeitos. Mas no final, meu mundo é só de dúvidas. Não sei se haverá leis mais severas para maltratos a animais. Não sei se será crime contra a humanidade permitir, por omissão ou desinteresse, podendo ajudar e não o fazendo, que alguém morra de fome. Não sei se e quando os nosso irmãos de outros mundos desejarão fazer contato conosco. Nem sei quando os meus vizinhos também pretenderão fazer contato social comigo. As minhas dúvidas são muitas, grandes e por vezes cruéis. Talvez me sirva de consolo, a certeza de que neste mundo, aprendi muito, errei muito, e ainda assim, sei bem pouco dessa arte misteriosa que é viver.

Pluto

Enquanto isso, a milhões de milhas de pluto, segue a plutaria.

Juramento

Alguns médicos fazem o juramento de Hipócrates. Outros médicos fazem apenas o juramento dos hipócritas.
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Le Grand Maitre de Coisine

Receita du Chef : Frango com Wiskhy

Ingredientes:
– 01 garrafa de Whisky (do bom claro!) Cardhu 20 anos, Ballantines 30 anos Old, Jack Daniels Single Barrel, Johnnie Walker Blue Label 18 anos, Monkeys 20 anos, James Martin 30 anos, ou ainda um Chivas Regal 18 anos…
– 01 frango de aproximadamente 02 quilos
– sal, pimenta e ervas de cheiro a gosto
– 150 ml de azeite Virgem
– nozes inteiras qb
Modo de preparo:
– pegue o frango
– beba um copo de whisky
– envolva o frango com sal, pimenta e as ervas
– barre com azeite.
– beba outro copo de whisky
– Pré-aqueccça o forno por aproximadamente 10 minutos.
– Sirva-se de uma boa dose (caprichada) de whisky enquanto aguarda.
– Use as nozes como aperitivo
– Coloque o frango numa assadeira grande.
– Sirva-se de mais duas doses de whisky.
– Axustar o terbostato na marca 3 , e debois de uns vinch binutos, botar para assassinar. – digu: assar a ave.
– Derrubar uma dose de whisky debois de beia hora, formar abaertura egontrolar a assadura do frango.
– Tentar zentar na gadeira, servir-se de uoooooooootra dose ss sarada de whisky.
– Cozer(?), costurar(?), cozinhar, sei lá, voda-se o vrango.
– Deixáááá o filho da buta do pato no vorno por umas 4 horas.
– Tentar retirar o vrango do vorno. Num vai guemar a mão, garaio! – Mandar mais uma boa dose de whisky pra dentro . De você, é claro!
– Tentar novamente tirar o sacana do vrango do vorno, porque na primeira teenndadiiiva dããão deeeeuuuuuu.
– Begar o vrango que gaiu no jão e enjugar o filho da buta com o bano de jão e cologá-lo numa pandeja ou qualquer outra borra, bois avinal você nem gosssssssssta muito dessa bosta mesmo.
-Tá Brontinhooo, brontinhuuuuu…..

O emprego dos sonhos

Um desempregado comparece ao SINE de São Paulo para ver se havia algum emprego para ele.
Chegando lá, viu um cartaz escrito
"Precisa-se de assistente de ginecologista".
Ele foi ao balcão e perguntou pelo trabalho.
- Pode me dar mais detalhes?
E o funcionário:
- Sim senhor.
O trabalho consiste em aprontar as jovens pacientes para o exame.
Você deve ajudá-las a se despir, e cuidadosamente lavar suas partes genitais.
Depois você faz a depilação dos pelos púbicos com creme de barbear e uma gilete novinha...
Depois esfrega gentilmente óleo de amêndoas doces, de forma a que elas estejam prontas para o ginecologista.
O salário mensal é de R$ 8.500,00 com carteira assinada e demais benefícios, mas você deve ir até Araçatuba.
- Araçatuba? Mas são 532 km de São Paulo. É lá o emprego?
- Não, é lá que tá o fim da fila!

Agora, é a minha vez!

O saudoso Rui Batinga, que Deus o tenha, era editor na Globo de Rio Preto. Um dia, pediu as contas. Tinha arrumado algo melhor numa emissora de sampa. Semana seguinte, Rui volta no findi para RP. E conta maravilhado que conheceu pessoalmente um famoso apresentador e estava encantado com o despojamento e a simplicidade do astro. Já eram amigos. E orgulhosamente, o rapaz conta que tinha sido convidado para descer ao litoral passar um findi na casa de praia. Mulherada, tudo pago, bebida e comida à vontade... Rui estava em estado de graça. Feliz com a alegria do amigo, toquei a vida e até me esqueci do assunto quando no meio da semana seguinte trombo com Ruizão no centro de Rio Preto. Surpreso, fiquei mais ainda quando o Rui me contou o motivo de, com menos de um mês no novo emprego, ter pedido demissão. Um funcionário mais antigo puxou o Rui de lado e perguntou se ele conhecia o esquema das decidas para o litoral do apresentador famoso. Claro que ele desconhecia. Quando o veterano lembrou que no esquema rolava mulheres bonitas, gostosas e disponíveis, comes e bebes, muito legal. "E que mais?" perguntou. Claro que o Rui não fazia idéia. Aí o veterano confidenciou ao meu amigo: pode se divertir à vontade. Pode pegar a mulher que der mole. Mas num determinado momento desse findi maravilhoso, você vai ter que comer o astro. Rui achou um absurdo. Mas a decisão de passar no RH e se demitir sumariamente surgiu mesmo quando o veterano revelou o ponto maximo do findi, quando o astro vira para quem o traçou e diz: - Agora é a minha vez!"

Não te falei?

Raimundo Nonato chegou bem cedinho na pensão da dona Márcia no Coqueiro. Olhar abatido, uma malinha com rodas mas meio vazia. Era um dia atípico. Eu estava em casa para permitir o teste do cara que pleiteava a minha vaga no emprego e era peixinho dum diretor. E emendei uma prosa com Raimundo Nonato. Ele era de Ananindeua e viera a Belém procurar emprego. Foi parar numa pensão na avenida lateral ao Ver o Peso. O dono rezou um terço na entrada. Nada de luz acesa depois das 22, banhos rápidos, silencio e nem pensar em trazer mulher para o quarto. Rua na hora se ousasse. Acontece que, pelas circunstâncias, Raimundo Nonato estava ha um certo tempo sem dar um tapa numa escova e se ressentia disso. Muito mesmo. Deixou as cousas no quarto e foi ate o armazém da quadra comprar cigarros. Quando viu aquele monumento de loira dando sopa no trecho. No meio da conversa, pediu para atravessar a rua para pegar o tal cigarro quando o simpático balconista alertou. Ih, essa daí é manjada no Ver O Peso. Escandalosa. Quando goza faz um Guaiú dos diabos. Raimundo lembrou das advertências do dono da pensão. Mas a secura gritou mais alto e ele avisou a loirona da advertência sobre mulher na pensão. Ele teve a garantia dela que seria discreta e jamais o prejudicaria fazendo barulho, imagina! Certo de dar uma baixa na libido, Raimundo Nonato levou discretamente a loira para o quarto. Na hora "H" ela agarrou no cabelo dele, colou a boca em sua orelha e começou a dizer primeiro baixinho, mas elevando o tom de voz repetidamente até gritar enormemente: " - não te falei que não ia gritar? Não te falei QUE NÃO IA GRITAR? NÁO TE FALEI QUE NÃO IA GRITAAAARRR???"


Pecado e redenção

Procurar culpa é algo cristão. A cristandade pressupõe um inocente, um culpado, vários pecados para a composição do quadro geral necessário para a cristianização.

Aprender

Aí, meu bom e velho amigo, preciso lembrá-lo de que neste vasto mundo de horrores, há momentos em que o espanto se transforma, mesmo que por instantes, em encanto. Há, sim, em algum lugar do caminho, no meio da devastação, um quadro bonito para se olhar. Em meio às paixões humanas, um sentimento delicado e solene a ser apreciado. As pessoas que perderam a fé no semelhante, nem sempre encontram apoio às suas teses por todo o tempo e choram, destarte não de tristeza, mas de emoção, de encanto, por verem que no meio dos escombros, cresce uma flor linda e perfumada. Que a tempestade regou a terra, a qual reage grata e fértil. A tristeza, a dor, o desencanto, enfim, todos os sentimentos considerados ruins, têm efeitos colaterais mais do que perfeitos. As lágrimas lavam a alma. O pranto alivia o coração. É com a alma massacrada pelos fracassos da existência, que o espírito se eleva e nos faz o sentimento de sermos, realmente, humanos, gente e de boa qualidade. Na felicidade, somos premiados por tudo aquilo que demos ao mundo, nossas melhores expectativas, nossos sonhos, nosso tempo, nosso esforço, nosso empenho. Mas é no pedregoso caminho que machuca o pé descalço, lacerado, dolorido, sangrante que encontramos força, razão, compreensão, para entendermos a vida quando ela é rude ou quando é generosa, sem nunca questionarmos se ela está acertando ou errando. Porque a existência é sábia. Podemos até demorar, mas um dia, mesmo que seja o último de nossas vidas, acabamos aprendendo com ela. Desde o vagido do nasciturno até o expirar do ancião, tudo é aprendizado. Aprendemos a nascer, a viver e a morrer. Só espero que Deus, em sua infinita bondade e misericórdia, nos conceda a graça de compreendermos as belezas dos horrores deste mundo fantástico e que a brevidade da felicidade é algo natural e também que a escola da existência é assim mesmo. No princípio, uma enigmática forja de razões incompreendidas e no final, uma amiga carinhosa e presente, nos dizendo: "- vai! Eu te ensino como."

Se...

Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.
Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.
Se és capaz de pensar - sem que a isso só te atires,
de sonhar - sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.
Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.
Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.
De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!
Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.
Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e - o que ainda é muito mais - és um Homem, meu filho!

(Rudyard Kipling)

Ilusão

O céu que vc vê hoje, certamente não é o céu do presente. A luz viaja a aproximadamente 300 mil km por segundo. Em escala astronômica, essa velocidade é extremamente baixa. A estrela mais próxima fica a 4,5 anos-luz daqui. Ou seja, se ela apagasse agora, a informação só chegaria quatro anos e meio depois. Existem estrelas das quais a luz que nos chega agora, foi emitida por elas há 300, 400 milhões de anos. Ou seja, vemos um mapa pré histórico do céu. O céu de hoje, é impossível enxergar. Não é um absurdo? Mas é verdadeiro.

Santa Clara clareai...

Estamos num momento que exige muitas orações a Santa Clara. A esquerda tem grande dificuldade em enxergar seus próprios ladrões. E a direita também.

Um Lugar Para Voltar

As pessoas cuja experiencia de vida compreendeu um certo despojamento de bens materiais e por vezes um afastamento de casa ou mesmo do lar materno terão mais facilidade em entender o que comento aqui. É algo extremamente especial ter um lugar para voltar no fim do dia ou no começo da noite. Por ter onde gozar de privacidade. Por poder tomar um banho relaxante. Por ter uma cama macia para repousar e cobertores aconchegantes no inverno rigoroso. Por ter uma roupa limpa para trocar. São pequenas grandes coisas que só conseguimos dimensionar quando todo mundo já foi dormir e você não tem aonde. Quando as pessoas tomam banho e você não. Quando as pessoas tem um lugar para chamar de seu e você está na rua. Quando as pessoas colocam uma roupa limpa e passada e você não. Quando as pessoas vão para casa almoçar e você só tem o cheiro de carne assada ao passar diante de uma churrascaria, por vezes com o estômago bas costas e muita fome. Esses pequenos grandes detalhes, quando percebidos, indicam que a vida já fez a sua parte, lhe mostrando o que realmente é importante e o que não ten importância alguma. Pessoas com esse tipo de experiência de vida, tem uma visão diferenciada de mundo, de dignidade, de valores, de personalidade. Realmente, uma das coisas mais triviais do mundo é ter para onde voltar no fim do dia. Graças a Deus.

Simplesmente paradisíaco!

Ah, que delícia que é Aruba! Que lugar maravilhoso para se passar férias! Tou vendo aqui no Google maps.

Respostas

Tenho absolutamente todas as perguntas para as suas respostas!

Orai...

É preciso orar e vigiar, porque às vezes, o que te atrapalha não está na tua frente, nem do teu lado, nem atrás, sob ou acima e nem fora de ti.

The Club

Estou ansioso. Falta pouco para a reunião anual do clube dos fidelizados ao complexo SPC-SERASA, do qual sou secretário.

O Monstro

Sujeito simplesmente medonho se aproxima da porta daquela modesta residência e todo torto, com muita dificuldade, consegue apertar a campainha. Uma mulher de meia idade abre a porta e se assusta ao ver aquela coisa toda retorcida, cuja aparência lembrava mais a de um monstro do que a de um homem. E com muita dificuldade, esboça uma pergunta|: "- O que o senhor deseja?" E o infeliz, balançando o corpo encarquilhado e todo retorcido, pergunta, por entre os dentes, dado que o queixo estava travado: "- A senhora que é a dona Matilde Da Veiga Paranhos?" A mulher, mais do que surpresa, responde: "-Sim! Sou eu. Por quê?" E o monstro prossegue com toda a dificuldade de articular palavras que lhe é peculiar: "-Foi a senhora que há trinta e dois anos praticou um aborto?" E a mulher, atônita, balbuciou: "-Como é que o senhor sabe????" Ao que o homem se levanta, consegue desfazer a curva da coluna cervical que o mantinha corcunda, esboça um sorriso de felicidade e grita, abrindo os braços em direção à mulher; "-Mamãe!!!!"

Arte

Por certo esta noite partirás. Sem uma palavra. Nenhuma lágrima. É posto também que um pedaço meu vai junto ou morre aqui mesmo não sei bem ao certo. A alma se queda sensível. Afinal, não é todo dia que parte da gente se desgarra. Administrar vazios. Eis a grande arte.

Bicho Ruim

O clarão do dia avança pela janela anunciando o anil do céu e o algodão das nuvens. Certamente será um dia quente e iluminado. Sobre o meu peito, o meu dono, o gato júnior tira seu cochilo real. Do lado, Petula arranha o áspero da língua nos belos pelos negros. Dividindo os pés, Maria Eduarda e Meiguinha. É muito bom acordar cercado de um desinteresseiro carinho, de uma companhia espontânea. Quem diz que gato é um bicho frio, calculista, interesseiro, falso e malicioso está fazendo confusão. Isso é o ser humano.

Depressão

Tomei conhecimento do caso do Boechat e me lembrei que em 2002 tive um problema parecido. Me recordo que domingo, 31 de março, terminei com minha namorada no Rio. Foi uma volta melancólica para São Paulo. Na segunda, 1o de abril, meu chefe Paulo Ferraz me demitiu da assessoria de imprensa da secretaria de agricultura sem aviso prévio. Eu morava num flat de pobre no bairro da Saude na Capital. Um quarto com banheiro. Fui para casa, me tranquei e fiquei oito longos meses confinado. Não falava com ninguém. Não atendia a porta. Não atendia o telefone. Coloquei uma tabuleta na porta com a seguinte inscrição: é importante? Bata. Meses depois troquei por "agora não!". Cheguei ao cúmulo de ficar 17 dias sem sair nem para colocar o lixo para fora. Quando saia para comprar comida e as pessoas puxavam assunto eu desconversava. No final, me peguei devendo aluguel, telefone desligado, sem um tostão e passando fome. Uma manhã acordei bem cedo, tomei uma chuveirada, esperei dar hora, fui no orelhão do outro lado da rua e liguei para o Malavolta em SP, para o Camarão em CPNS e para o Zé Sidnei em SP. No dia seguinte eu estava contratado como assessor da APTA pelo Zé Sidnei. Anos mais tarde, relatando isso para um amigo, ele sentenciou: não resta dúvida que você teve uma profunda crise de depressão. E saiu dela por si mesmo. Olhei para ele, pensei um pouco e ponderei: - E não é que foi mesmo?

Miserere

A miséria não é uma prerrogativa das palafitas, favelas, guetos, cortiços e outras periferias. Ela marca presença também nos mais finos lugares e viceja nos mais sofisticados condomínios de luxo.

CPMF

CPMF: nada mais inconveniente, inoportuno, intempestivo. A oposição teve agora uma força enorme do staff de Dilma Rousseff. Um verdadeiro tiro de canhão no próprio pé. Cabia minimamente aos altos escalões da república DESACONSELHAR a presidente. Por motivos mais do que óbvios.

Força

Tem gente que nasce forte. Tem gente que se faz forte. Tem gente que é forte. E tem gente, que não tem alternativa: ou banca o forte e resiste até o ultimo, ou perece. Acho que participo do ultimo grupo. Nenhuma honra, apenas questão de sobrevivência na selva humana.

domingo, 24 de maio de 2015

EINSTEIN, A FÍSICA QUÂNTICA E OS EMPRESÁRIOS

A Teoria Geral da Relatividade coloca tudo acontecendo do ponto de vista de um observador. O experimento quântico das Fendas Duplas coloca as partículas agindo de acordo com a existência ou não de um observador. E o empresariado brasileiro quanto à sua visão de mundo, não foge à regra.

Quando um setor da atividade produtiva é saudável e plenamente rentável, a análise que o empresariado faz é a de que o melhor sistema é o Capitalismo e a melhor ideologia é a direita, com pleno exercício da Democracia, estrito direito à propriedade e respeito às garantias constitucionais de inicativa privada, lucratividade e exploração legal e instituída da força de trabalho.

Mas uma virada súbita e violenta ocorre, quando algo não anda bem.

Quando um setor da atividade produtiva é doentio e plenamente arruinado, a análise que o empresariado faz é a de que o melhor sistema é o Comunismo, a melhor ideologia é o Socialismo, com concessões à força bruta se preciso com suspensão de garantias constitucionais e individuais e desemprego massivo e irreversível.

Isto não é uma ilação, uma afirmação. É uma constatação.

Basta apenas observar o panorama econômico e político do Brasil nos últimos cem anos, para comnfirmar esta constatação.

Quando dá lucro, o liberalismo capitalista tem uma visão absolutamente privada do que acontece no meio produtivo.

Quando dá prejuízo, esses mesmos capitalistas liberais se transformam, em questão de um instante, nos mais abjetos ditadores comunistas que o mundo já viu, deitando nas costas do povo todas as mazelas cultivadas e alimentadas pela elite e compartilhando com o máximo possível de pessoas, o próprio fracasso.

Quando um carro vende bem e dá lucro, ele é todo da montadora.  Quando ele não vende, quem paga a conta sozinho  é o trabalhador.

Ou seja, privatiza-se o lucro e se socializa o prejuízo.

Como já dizia o personagem do saudoso Chico Anízio, o Justo Veríssimo: "-É tudo muito relatiiiiiiivo, meu caro,"  Sim, é tudo mesmo, muito relativo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Experi%C3%AAncia_da_dupla_fenda

http://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_relatividade

sábado, 14 de março de 2015

Precocidade

Dona Maria Eulália se sentia a avó mais orgulhosa do trecho. A neta Maria Eduarda era um primor de menininha. Linda, meiga, muito inteligente e... precoce. Tanto é verdade que na primeira vez em que a Maria Eduarda foi passar o dia na casa da avó, por volta de umas tres da tarde, a senhora tricotava uma blusa nova para a filha na sala enquanto a menina brincava com uma casinha de bonecas num canto. Súbito, assim meio que do nada, Maria Eduarda se levanta, corre até a vovó, bate com as mãozinhas no colo de Maria Eulália em, em tom de confidência, dispara: 

"-Vovó, sabe que o pintinho do Zezinho é diferente do pintinho do Luizinho?"
Maria Eulália estremece. O choque a faz muda por um instante, mas precisa raciocinar logo. E conclui que é preciso fingir uma certa naturalidade. Se escandalizar uma hora dessas, só poderá traumatizar a menina, que se revela nitidamente precoce nesse momento.  E, em tom brando, a avó pergunta: "-Ah, é? E por que, Maria Eduarda, que o pintinho do Zezinho é diferente do pintinho do Luizinho?" Ao que a neta, com cara de inteligente, responde sorrindo:
"-Porque é mais salgadinho!"

(pano rápido)

A morte do cavalo de ferro

O lobby da industria automobilística venceu há décadas o lobby da indústria ferroviária. E esse lobby corrompeu nossos governos para que as ferrovias fossem sucateadas e inviabilizadas. Aparentemente o cidadão comum passou ao largo desse fenômeno de interferência nefasta no perfil econômico do país. Agora, estamos pagando o tributo de nossa alienação.

Definições

As vezes, O que eu mas eu queria era um sorriso. Mas no fim, eu é quem dou. Outras vezes, o que mais eu precisava era de uma palavra de conforto. Mas no fim, sou eu quem a profere. Em certas ocasiões, é extremamente necessário receber um abraço. Mas no fim, eu é quem dou o tal abraço. Por vezes, eu preciso demais de um instante de silêncio, mas enquanto todos gritam, eu é que permaneço calado. Confesso que no fundo, no fundo, há uma intenção minha por detrás disso tudo. É um ato simples, despojado, mas por vezes extremamente eficiente e compensador, denominado na roça pelos camponeses, de "semeadura."

Mordaças da Ditadura

Bem, levando-se em conta a mordaça colocada pela censura oficial na imprensa durante a ditadura, que não deixava passar nadica de nada a respeito de corrupção no governo, eu tomo a liberdade de correr o risco de encetar um paralelo infame, mas vou. Então, digamos assim: "EU ERA FELIZ PORQUE NÃO SABIA."

Respostas

Tenho receio de, mesmo assim, encontrar as respostas a indagações que não quero fazer.

Diálogos do Cotidiano

ela: - 'mim' descreve numa palavra.
ele: - quer mesmo?
(pano rápido)

Separação

Os vizinhos contam que a ultima discussão de Amanda com Rodrigo e que culminou na separação do casal, foi uma verdadeira briga de foi-se.

MULHERES

Sem as mulheres, seria muito chato. Sem as mulheres, nós, homens, seríamos todos hermafroditas. E teríamos ciúme de nós mesmos, sofreríamos por nossa parte "ela" ignorar solenemente nossa parte "ele". Não teria graça abrir a porta do carro para si mesmo nem 'se' mandar flores ou 'se' convidar para jantar. E nosso sogro seria também nossa sogra. Sem as mulheres, seria um problema meio amplo. A quem culpar pela mordida na maçã? Como dar desculpas no trabalho de que não pode ir naquele happy hour porque tem dona onça brava esperando em casa? Com quem deixar as crianças e os trabalhos mais ingratos do lar? Oh, certamente seria um sofrimento insano ter quer trabalhar fora e dentro, cuidando daquele chefe exigente lá fora e daquela família numerosa aqui dentro de casa. Sem contar que o dia dos pais seria totalmente vinculado ao dia das mães. Não haveria mais festas boas e memoráveis como de aniversário de namoro, casamento, divórcio e quetais. Aliás, numa visão macho-pragmática, na nossa vida, a mulher é igualzinha ao pessoal da manuta numa empresa, cuja utilidade só é reconhecida na hora em que esse povo não aparece para trabalhar. Sem as mulheres, estaria totalmente sepultada no esquecimento a carinhosa frase final "-Foi bom pra você?" e a resposta não menos "-Sim, e pra você?" mandando o romantismo pras cucuias. Sem as mulheres nós não poderíamos ganhar mais, ter privilégios, dominar e explorar a sua situação de fragilidade feminina. Seria realmente, um saco, porque a gente não poderia mais ser canalha, maliciosamente aproveitador. Enfim, a ausência das mulheres em nossas vidas é algo impensável, inviável, indesejável, inexequível. Graças a Deus.

Transbordamento

Tem gente que, de tão boa, sequer consegue, muito embora tente ser discreta, esconder a própria bondade. Mas como tudo na vida tem o seu lado B, também quando certas pessoas ficam constrangidas com a própria escrotice e tentam disfarçar... não, não e não conseguem!

Decisões

As decisões, mesmo as erradas, são o motor da vida. Quando vc pára de decidir, vc retrocede, enquanto a vida continua. A comodidade da famosa zona de conforto permite a ausência total de decisões e é ela que nos arremete para os mais obscuros e distantes recantos da mediocridade.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

ombros

  1. Moacyr Franco tem sacadas geniais a respeito da filosofia de vida. Ele disse uma vez que o homem pode ter tudo, mas por mais que tenha, um ser humano é totalmente desprovido, caso não tenha um ombro para chorar. E é um fato. Chorar sozinho é a mais terrível forma de solidão.

domingo, 20 de julho de 2014

Os extremos se tocam

Uma característica comum entre a extrema direita e a extrema esquerda, é que elas começam queimando livros e terminam queimando pessoas.

sábado, 19 de julho de 2014

Moderadamente

As coisas boas da vida nem sempre são grandiosas e muito evidentes. Há aquele sorriso na hora certa, aquela palavra de apoio, uma pequena gentileza, um elogio mesmo que velado. Ainda que imponentes, as torres são erigidas por tijolos, blocos, pequenas partes. E se elas forem boas, o conjunto será sólido e duradouro. Mesmo porque prefiro a brisa à ventania, a garoa à tempestade. Por vezes, privilegio e não sem razão, a sutileza. Não precisamos de um sol a pino para sabermos que o dia vai nascer. Não é necessário uma declaração de amor onde basta um olhar. E a palavra adeus pode ser calada e a despedida pode ser marcada por uma singela lágrima. Um poeta lá do fundo da Idade Média disse uma vez, em bom e correito Latim, que nada seca mais rápido do que uma lágrima. Ele sabia o que estava dizendo.

palavras

As palavras, essas intrusas. O silêncio devidamente aplicado vale um discurso maior do que qualquer compêndio. Quando necessário, um breve silêncio diz tudo. Vez em quando, acompanhado de um olhar. Um sorriso ou uma cara feia. E aí mesmo é que não será preciso dizer mais nada. Tenho uma moderada relação de respeito com o silêncio. Principalmente quando ele está a discursar. As vezes penso que chego a compreender a solene postura dos surdos-mudos. Em tese, eles não ouvem. Mas creiam, é só em tese.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Seguro

Sabe por quê os bancos não cuidam de verdade da segurança nas agências para impedir roubos das mesmas e especialmente dos caixas eletrônicos? Porque TUDO no banco é segurado e em caso de algum delito, a seguradora garante com que a instituição financeira não perca um só centavo,  por mais que os bandidos levem.

Orgulho Brasileiro

Eu não gostaria de me orgulhar de ser brasileiro apenas por uma seleção campeã de futebol. Ficaria muito mais contente se fossemos campeões em segurança, ou saúde, ou educação, ou habitação, ou transportes, qualquer um desses além do esporte. Mas em todos, ficamos, no rol dos países do mundo, em uma classificação bastante desonrosa. E ao invés de me orgulhar, fico constrangido. Mesmo sendo muita vezes campeão no futebol. Bastante constrangido.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Retorno Zero

Tenho dificuldade em entender certas coisas. Uma conta que não fecha, é que, trabalhando 4 meses por ano só para pagar os impostos cobrados pelo governo, vejo um sistema de saúde caquético, educação pela hora da morte, transporte digno de gado, sistema carcerário podre e superlotado, justiça subdmensionada, polícia desaparelhada, investimentos em infraestrutura desordenadamente pífios.  Fazendo uma analogia com a mais-valia, que é a parte do leão do sistema produtivo na relação trabalho-capital, acho que REALMENTE retornam a mim talvez de dois a cinco dias desses quatro meses. O resto, vaza pelos buracos da corrupção e da incompetência. Sinto muito.

domingo, 18 de maio de 2014

Política



Quanto à política no Brasil, estamos diante de sérios problemas para mudança, renovação e os cambau. Estamos, na verdade, diante de um dilema de Tostines:  "O sistema é podre porque os bons valores não adentram a ele ou os bons valores não adentram ao sistema porque ele é podre?"

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Jair Rodrigues R.I.P.

Tudo bem que a morte do cantor Jair Rodrigues é uma perda enorme. Mas convenhamos. Parafraseando o bordão da "vergonha alheia" e adaptando para o Jair Rodrigues, eu sinto um enorme "orgulho alheio" pela vida que ele levou. Alegre, brincalhão, mas na hora de trabalhar, um sujeito seríssimo. Desde a minha juventude, de quando o conheci através dos festivais até recentemente, quando ele deu um brilho incomum à já linda canção de Sula Miranda, foi um misto de prazer e orgulho saber que Jair é brasileiro, artista e um ser humano fantástico, que apenas se afastou de nós por uma inexorabilidade do destino, mas permanece através de sua obra, para sempre em nossos corações.