quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sãopaulofobia


São Paulo tem alguns pontos frágeis, quando se trata de notícia.

Acontece que minha ex-noiva morria de medo de vir para São Paulo comigo e não era por causa do meu olhar de tarado não.

A carioquinha da Barra da Tijuca conhecia a minha cidade apenas pelo noticiário, principalmente de televisão e o que ela construiu mentalmente como a face de São Paulo era algo monstruoso:
“Não se pode andar na rua que na primeira esquina somos assaltados.” dizia ela, demonstrando medo no olhar.

“Quando chove, inunda tudo.” Complementava.

E para fechar com chave de ouro:

“Só tem engarrafamento nas ruas, não se anda em São Paulo!"

Bem, São Paulo é tão grande, tão pródiga, que tem tudo isso e muito mais, sim senhor.
Tem assaltos, inundações, trânsito péssimo.
Mas não é dessa maneira tão abrangente e absoluta como as pessoas de fora imaginam.


Moro bem no começo da zona sul e quando as marginais dos rios Pinheiros e Tietê ficam alagadas por causa da chuva forte, aqui no meu bairro por vezes não caiu nem uma gota.

Mas a gente vê no noticiário, sem a menor cerimônia:

“- São Paulo sofre debaixo dágua” como se toda a cidade estivesse alagada, o que, para quem sabe realmente do tamanho dessa megalópole, seria uma tragédia inominável, caso acontecesse de verdade.
Quando a avenida 23 de Maio está parada com milhares de carros entupindo as suas pistas, na Domingos de Morais, ou avenida do Estado, duas artérias proximas da 23, por vezes está tudo normal.
Quando num bairro relativamente próximo do meu, por exemplo Santo Amaro - explode um caso de violência, um homicídio ou chacina, o resto da cidade trabalha e muito para se sustentar e está na mais perfeita paz.
Acontece que a culpa dessa imagem distorcida que o morador de outros Estados tem de São Paulo é de certos setores da imprensa, que carregam bastante na tinta para vender jornal ou para manter audiência de rádio e TV.

No Rio de Janeiro, colocam a miséria da favela no morro e bem em frente, constroem descuidadamente condomínios de luxo.
No meio, abrem uma larga avenida.

É claro que nesse local, poderá haver mesmo assaltantes, balas perdidas e outras mazelas.
Mas entre o morro e a praia, há uma imensa faixa de cidade absolutamente calma e pacífica. Entretanto, quando ligamos a TV, vemos no noticiário:

"o Rio é uma cidade extremamente violenta."

Errado.

O Rio tem bolsões de tensão, locais realmente perigosos, casos verídicos de extrema violência, mas em 95% da zona urbana trata-se de uma movimentada mas pacífica região metropolitana, com toda a simpatia e alegria do carioca.
Em São Paulo as pinceladas carregadas da mídia por vezes fazem com que as pessoas que nunca estiveram por aqui, imaginem que qualquer via pública num bairro da zona leste, oeste, norte, sul ou mesmo central é uma terra de ninguém, domínio de bandidos onde não se pode andar em plena luz do dia, sob pena de tombar vítima de uma bala perdida ou ser assaltado na primeira esquina ou até mesmo ser seqüestrado, possibilidade esta que é o pesadelo da moda de todo cidadão classe-média deste País.
Na verdade, a polícia sabe disso e sempre alerta os cidadãos:

os ladrões de qualquer lugar do Brasil chamam a vítima de “otário”.
Essa terminologia é fruto de toda situação onde nos colocamos como ingênuos, incautos ou facilitadores da ação do marginal, possibilitando sobremaneira que ele aja, seja este um simples trombadinha ou um experimentado assaltante de bancos e seqüestrador.

O habitante de uma região metropolitana tem obrigação de saber de cór e salteado todo o procedimento para não facilitar a ação do bandido.
Em qualquer metrópole, se der bobeira e andar com pose de novo-rico, ostentando jóias, relógios caros, carro importado... fatalmente o cidadão em questão será uma vítima em potencial de qualquer malaco que porventura cruzar o seu caminho.
Quanto à chuva, a área da região metropolitana é tão extensa, que com toda certeza, há dias em que teremos simultaneamente em pontos diferenciados dessa enorme região, fenômenos climáticos que caracterizem todas as 4 estações.

Pode ser também que acordemos às 6h da manhã com 16 graus de temperatura ambiente, comecemos a trabalhar às 8h com 21 graus e cheguemos às 2h da tarde com muito sol e 28 graus, mas de repente, o tempo feche, tenhamos quase noite às 4h da tarde e a temperatura caia para 15 graus centígrados ás 5h da tarde, por causa da chuva fria e do vento em pleno mês de Dezembro!

Mas nada disso impede que a mocinha tenha ido tomar o seu banho de sol no Ibirapuera, que o carteiro tenha sempre na bagagem de mão a blusa e o guarda-chuva ou que o morador de rua tenha colocado e tirado o seu “poncho” feito de cobertor barato muitas vezes nesse dia.
Existe um perigoso e vigente conceito sobre notícia, de que se um cachorro morder um homem, isso não é notícia, mas se o homem morder o cachorro, isso é notícia.

Essa pérola, levada às últimas conseqüências, motiva dedicados comunicadores a notarem e destacarem apenas as anomalias da vida de uma metrópole.

Quando o poder público finaliza uma obra, a grande imprensa ignora, porque o Estado tem obrigação de fazer a sua parte.

Quando está tudo em paz, a imprensa prefere partir para receitas de bolo do que fazer o que seria óbvio nesse caso: mostrar que está tudo bem e tentar explicar para a população, o quanto, como e o por quê de tudo estar tão bem assim.


E como, pelo gigantismo da metrópole, sempre acontece um mau exemplo, a tendência é de se explorar por vezes morbidamente os desatinos, os desvarios da Paulicéia.

Quanto ao trânsito, com sete milhões de veículos, teria que ter mesmo essa má fama toda.
Mas o paulistano é muito correto no trânsito.

É mais fácil e seguro dirigir na Capital do que em qualquer cidade do interior paulista.

O único pecado do motorista metropolitano é um certo gosto exagerado pela...digamos... buzina! Há até quem comente que o dia em que as fábricas abolirem a buzina dos carros, as vendas deverão despencar em São Paulo, porque os motoristas daqui a-do-ram esse equipamento automotivo.
Buzinam para avisar o sonolento da frente que o sinal abriu, buzinam para cumprimentar o porteiro do prédio, buzinam porque seu time ganhou, buzinam porque o tráfego estagnou naquela rua, buzinam porque estão chegando, buzinam porque estão saindo, buzinam porque conhecem o motorista que vem em sentido contrário......

Sem esse instrumento praticamente onírico, fatalmente poderá haver até motoristas que se recusarão a retirar o carro da garagem, revoltados com a falta do fon-fon-bip-bip das buzinas paulistanas.

Bem, desculpe a pressa, mas acho que preciso ir.

Fiquei de dar um pulo neste sábado até uma padaria no Jabaquara onde irei me encontrar com meu amigo Dr. Albuquerque.
Dizem que lá tem uma cerveja muito gelada e um pão sovado que é uma delícia.

O pão a gente leva para casa antes de esfriar e a cerveja a gente deve tomar ali, antes mesmo que esquente.

Mas estou sem carro, pedi para alguém me levar e adivinha o que estão fazendo neste momento ali fora, na frente de casa?

Isso mesmo.
Buzinando.


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Go-go Boy se atirando no trabalho.



Uma singela conversa com Deus


Senhor: Te agradeço sempre nos dias felizes, na vitória, no amor, na amizade, na compreensão. Te procuro sempre nas noites escuras, nos dias de medo, na incerteza, no perigo, na tristeza e na derrota. Sei que estás comigo na doença e na saúde. Na dor e no prazer. No desespero e na tranquilidade. No desamparo e na segurança. Na injustiça e na justiça. E isso tudo me trouxe até aqui, nesta existência que até hoje vivi. Sigo porque sei que aqui me colocaste com desígnio inexpugnável da tua Santa vontade. Doravante, rogo que, como Criador e regulador deste mundo, diminuas na face da Terra a inveja, o ódio, a cobiça, a intolerância e toda maldade. Rogo que aumentes a compaixão no peito e na mente das pessoas. Sei também que além de Pai, és o Amigo e Irmão, a todo instante pleno e abundante em meu coração. Amém.

O Pau de Arara



Você é um cidadão que mora longe o suficiente para ter que pegar ônibus diariamente para trabalhar, estudar, passear?

Então peço que force um pouco a memória e me diga:

O coletivo que você tanto pega para lá e para cá tem a traseira muito alta, a ponto de mudarem a entrada para a porta da frente, menos alta, porque muitos idosos estavam se machucando em quedas no embarque ou desembarque lá atrás?

O veículo que você toma todo dia tem o motor na frente, é muito quente e barulhento?

Por um acaso, o ônibus urbano que você usa todo dia tem uma suspensão muito dura e anda pulando, fazendo também um barulhão danado de coisas se soltando dentro dele?

Então, meu caro amigo, sinto muito, mas na verdade você está mesmo é andando de caminhão.

Sim, caminhão, desses feitos para transporte de cargas!

Não se admire, mas há muitas empresas encarroçadoras especializadas em travestir caminhão de ônibus.

É uma maquiagem muito feia, porca, desonesta e por isso mesmo cruel e injusta para com o usuário.

Mas está aí, meu amigo, prá todo mundo ver e infelizmente, usar se for capaz.

Você não sabia que o ônibus verdadeiro não é construído para cargas e sim para transportar pessoas?

Assim, se calcularmos o peso que um coletivo transporta, é apenas uma fração do que o veículo de carga é capaz de levar.

A suspensão do coletivo, portanto, pode e deve ser muito mais macia para dar o devido conforto às pessoas que o utilizam.

E a suspensão do caminhão, muito mais dura, porque ele deve transportar bastante mais peso, mais carga sobre o seu chassi.

Se misturarmos, não dá samba.

Levar carga sobre o chassi de ônibus não dá certo.

Levar passageiro sobre o chassi de caminhão, muito menos.

Então, por que se teima em colocar carroceria de ônibus sobre chassi de caminhão?

Pra você, que paga das mais caras tarifas de transporte coletivo do mundo, peço que acredite: é porque é mais barato.

Na hora de calcular o valor da tarifa, coloca-se em planilhas veículos de alta qualidade, serviço de primeira e aí o preço vai lá em cima.

Depois, colocam na rua caminhões fantasiados de ônibus.

A diferença, vira lucro, num serviço que deveria ter caráter absolutamente social.

E sabe, meu amigo, por quê as autoridades que concedem a particulares esse serviço público e que deveriam fiscalizar essas aberrações, não percebem de jeito nenhum a maldade com o usuário?

Porque nenhuma dessas autoridades anda de coletivo e nem faz idéia do que seja nem o ônibus com chassi de ônibus nem o ônibus com chassi de caminhão, nem o que seja andar diariamente de ônibus porque essas autoridades usam mesmo é o automóvel e fim de papo.

O nosso legado


Este, é o planeta terra.

Ele é a nossa casa.

Como ele, NÃO há nada igual no sistema solar.

Talvez, com sorte, encontremos outro igual no sistema regido pela estrela mais próxima, que fica a 4,5 anos luz daqui.

Mas é bom lembrar que não temos tecnologia suficiente nem para visitarmos coletivamente a lua, que, na velocidade da luz, está apenas um pouco mais que a um segundo de nós.

Assim, se quisermos, por enquanto, é aqui onde teremos que continuar a viver.

Mas para que tenhamos a garantia de que a espécie humana seguirá vivendo aqui, precisamos ser mais atentos e zelosos para com a nossa casa, o planeta Terra.

A continuar como estamos fazendo, sujando descuidadamente o nosso mundo, em breve o planeta se tornará inabitável.

Descuidadamente, a cada dia estamos fazendo de nossa casa, celeremente, um local cada vez mais hostil, cada vez menos habitável.

Desde uma aparentemente inocente ponta de cigarro, passando pelo saco plástico e pelas garrafas pet até as baterias elétricas e resíduos radioativos abandonados na natureza, cada uma dessas ações, é uma agressão que fazemos à nossa própria existência, quando ignoramos o futuro e não agimos de forma digna e correta para com as novas gerações.

A cada minuto, milhões e milhões de toneladas de gás carbônico são jogados na biosfera.

Os cursos dágua ficam imundos com o esgoto doméstico e industrial, em muitos países jogado in natura nos rios, o que elimina a vida neles e no mar.

O lixo que produzimos está invadindo o nosso mundo, de forma crescente e inexorável.

É preciso ter parcimônia na nossa relação com o ecossistema, respeito pela natureza e compaixão pelo nosso semelhante e por nós mesmos.

É preciso parar de tratar a natureza como um grande depósito de lixo e dejetos humanos.

É preciso exigir de si mesmo, dos outros, das autoridades e governos, que tratem todo o esgoto, que limitem e controlem a emissão de poluentes, que ajam com inteligência, dando o devido valor à convivencia pacífica com o nosso planeta, sem agredir e preservando-o;

É certo que nossos filhos e netos não merecem e não querem uma herança maldita.

Torna-se urgentemente necessário tratar o nosso mundo, o nosso planeta, com mais carinho e mais atenção do que dedicamos à nossa família e ao nosso lar.

É chegado o momento de decidir sobre nosso legado aos que virão depois de nós a este mundo.


Podemos deixar um planeta azul, cheio de vida, ou uma desértica e inóspita bola de pedra e areia, com poucos ou talvez nenhum sinal de vida.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

A sutil localização do bem querer


Nesta minha vida de altos e baixos, muito mais baixos que altos, por sinal, aprendi a duras penas a considerar todas as pessoas boas, íntegras e amigas, até prova em contrário. É evidente que tenho tido sistemáticas provas em contrário, dada a natureza humana. Mas no que resta, tenho tido agradáveis - digamos - surpresas. Porque no lodoso e inconsistente mundo das personalidades, ou seja, das máscaras, pouca e bem pouca coisa se revela no fundo autêntica e valiosa, mas quando se revela, é um pequeno tesouro a ser preservado e cuidado a sete chaves. Tenho dito que as pessoas muito educadas, muito corretas, muito dentro dos padrões, me assustam, porque é evidente que elas não se mostram de verdade. Consegui ser grande amigo de pessoas que me magoraram profundamente, num primeiro momento. E acabei por me transformar em grande opositor de pessoas agradáveis, afáveis, amáveis ao extremo, que ao final, se revelaram bem pouco confiáveis e absolutamente inviáveis como amigas. No mundo do relacionamento interpessoal, identificar preciosidades virou uma arte. E, quando nos enganamos, pagamos por vezes um preço muito mais alto do que poderíamos suportar. É o preço da nossa inexperiência, da nossa falta de tato, na ausência de feeling para identificar um ou outro, para separar o joio do trigo, o bom do mau, o viável do inviável. Por vezes, vc só descobre o quão é odiado por aquele que se apresentava como seu amigo, na hora em que o pé dele, se opõe à sua cabeça e a faz estatelar contra o meio-fio de granito e aquela multidão de estrelas vem anunciar que vc está desmaiando de tanto apanhar. Tanto os 'amigos' quanto os "conhecidos" sempre me surpreenderam, quando na pior hora os amigos desapareceram e de repente, vc se vê apoiado, socorrido e confortado por um mero conhecido, ou mesmo um estranho. O mundo é um formidável descortinar de constatações e verdades que por vezes, se chocam com as nossas mais sacrossantas crenças e nossa fé mais profunda. A realidade, quase sempre, não colabora com nossas mentes. Tenho dispensado aos meus inimigos gratuitos e de percurso, um respeito atávico e um perdão um pouco contido. Carinho, eu só sinto pelos meus amigos. As pessoas que me são gratas, percebem isso no meu olhar, nas minhas atitudes, nas minhas posturas, nas minhas ações. As pessoas com as quais eu brigo, são exatamente as que me passam alguma importância. Com quem eu não gosto nem me importo, não há razão de brigar. Por isso eu digo sem medo de errar outra vez: sou apaixonado pelas pessoas que me são caras, as quais eu não preciso enunciar aqui, porque elas sabem, por minhas atitudes e posturas, que eu as amo e amo de verdade!


He Ain't Heavy, He's My Brother




The road is long

With many a winding turn

That leads us to who knows where

Who knows when

But I'm strong

Strong enough to carry him

He ain't heavy, he's my brother

So on we go

His welfare is of my concern

No burden is he to bear

We'll get there

For I know

He would not encumber me

He ain't heavy, he's my brother

If I'm laden at all

I'm laden with sadness

That everyone's heart

Isn't filled with the gladness

Of love for one another

It's a long, long road

From which there is no return

While we're on the way to there

Why not share

And the load

Doesn't weigh me down at all

He ain't heavy, he's my brother

He's my brother

He ain't heavy,

he's my brother...

sábado, 9 de abril de 2011

TV - "em time que está imitando, não se mexe!"


Depois que a máxima do velho guerreiro "em televisão nada se cria, tudo se copia" chegou em sua mais alta performance de maneira pública e notória naquilo que poderíamos classificar como o "estado da arte", fica difícil mesmo conseguir inovar, mudar, criar nesse universo rígido e monolítico do Telejornalismo. Vc pode transitar em qualquer redação de TV, parecerá a um olhar um pouco menos aguçado, que é tudo da mesma emissora. A dança das cadeiras de chefias, talentos de trás e de frente das câmeras, a qual tem se demonstrado frenética nos últimos tempos, mostra que não há mais uma 'cara' de cada veículo: um é a cara de todos e todos são a cara de um, guardadas as devidas proporções com relação a alguns detalhes como estrutura e investimento. Mas em geral, a coisa é tão igual, mas tão igual, que um amigo meu trabalha em 3 emissoras em São Paulo e não tem nem um pingo de estresse por isso, uma vez que é como se trabalhasse numa só, mudam apenas os endereços.

Esse 'padrãozão' estilo chapa branca e rançoso, criado na ditadura para exercer um rígido controle nos ímpetos por detrás das Olivetti, Remington e até das Hermes que poderiam inocular um ou outro jornalista menos contido, colocou o Brasil de fato num triângulo em cujos vértices estão São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. O resto, só se for matéria especial e ainda assim, nem sempre, nem sempre. Esse "chega pra lá" nas capitais dos Estados brasileiros, não só diminui a sua importância no contexto nacional, como cria um 'segundo Brasil' ou um Brasil de segunda classe dentro do noticiário. Um amigo meu realizou profissionalmente uma pesquisa fora do eixo sp-rio-brasília para uma rede de TV e constatou que nesse 'Brasil de segunda classe', a média salarial de jornalistas de TV é de 500 dólares mensais. A população brasileira migra muito, tem gente de tudo quanto é lado por todo lado e faz falta uma cobertura que privilegie o "anchorman" chamando praças, dando voz a apresentadores e repórteres locais, fazendo valer o seu pomposo e anglossaxônico nome, além de tirar a mordaça das capitais brasileiras, inserindo-as no contexto nacional. Afinal, isso deveria ser a vocação dos veículos de comunicação que prentendam exercer de fato o seu papel de integrar o país. Mas isso se chama inovação e inovar em TV, de repente se parece com um crime, um pecado capital, uma aberração. E outra, ninguém fez isso antes, portanto não dá para imitar e aí, pode ficar muito, muito perigoso...

Relatório à Seguradora


Reproduzo aqui a explicação de um operário português, acidentado no trabalho, à sua Cia. seguradora. (A Cia. de Seguros havia estranhado tantas fraturas, e em uma só pessoa num mesmo acidente). Chamo a atenção para o fato de que se trata de um caso verídico, cuja transcrição foi obtida através de cópia dos arquivos da cia. seguradora envolvida. O caso foi julgado no Tribunal da Comarca de Cascais - Lisboa - Portugal.


"À Cia. Seguradora.


Exmos. Senhores,

Em resposta ao seu gentil pedido de informações adicionais, esclareço:

No quesito nº. 3 da comunicação do sinistro mencionei:

"tentando fazer o trabalho sozinho" como causa do meu acidente.
'Em vossa carta V. Sas. me pedem uma explicação mais pormenorizada, pelo que espero sejam suficientes os seguintes detalhes:

'Sou assentador de tijolos e no dia do acidente estava a trabalhar sozinho num telhado de um prédio de 6 (seis) andares. Ao terminar meu trabalho, verifiquei que havia sobrado 250 kg de tijolos. Em vez de os levar a mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi colocá-los dentro de um barril e, com ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada em um dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar), descê-lo até o térreo. Desci até o térreo, amarrei o barril com uma corda e subi para o sexto andar, de onde puxei o dito cujo para cima, colocando os tijolos no seu interior. Retornei em seguida para o térreo, desatei a corda e segurei-a com força para que os tijolos (250kg) descessem lentamente. Surpreendentemente, senti-me violentamente alçado do chão e, perdendo minha característica presença de espírito, esqueci-me de largar a corda. Acho desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade. Nas proximidades do terceiro andar dei de cara com o barril que vinha a descer. Ficam, pois, explicadas as fraturas do crânio e das clavículas. Continuei a subir a uma velocidade um pouco menor, somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na roldana. Felizmente, nesse momento já recuperara a minha presença de espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a corda. Simultaneamente, no entanto, o barril com os tijolos caiu ao chão, partindo seu fundo. Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente 25kg. Como podem imaginar comecei a cair vertiginosamente, agarrado à corda, sendo que, próximo ao terceiro andar, quem encontrei? Ora, pois, o barril que vinha a subir. Ficam explicadas as fraturas dos tornozelos e as lacerações das pernas. Felizmente, com a redução da velocidade de minha descida, veio minimizar os meus sofrimentos quando caí em cima dos tijolos embaixo, pois felizmente só fraturei três vértebras. No entanto, lamento informar que ainda houve agravamento do sinistro, pois quando me encontrava caído sobre os tijolos estava incapacitado de me levantar, porém pude finalmente soltar a corda. O problema é que o barril, que pesava mais do que a corda, desceu e caiu em cima de mim fraturando-me as pernas. Espero ter fornecido as informações complementares que me haviam sido solicitadas. Outrossim, esclareço que este relatório foi escrito por minha enfermeira, pois os meus dedos ainda guardam a forma da roldana.


Atenciosamente,


Antonio Manuel Joaquim Soares de Coimbra

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mercado exigente



Histórias que bem que poderiam ser verdadeiras...

Um Advogado estacionou seu Mercedes novo em folha na frente de seu escritório pronto para mostrá-lo para seus colegas. Logo que ele abriu a porta para sair, um caminhão passou raspando e arrancou completamente a porta. O advogado atordoado usou imediatamente o seu telefone celular, discou 190 e dentro de minutos um policial chegou. Antes que o policial tivesse uma oportunidade de fazer qualquer pergunta, o advogado começou a gritar histericamente que a Mercedes, que ele tinha comprado no dia anterior, estava agora totalmente arruinada e nunca mais seria a mesma. Iria processar o motorista, Deus e o mundo, fazer e acontecer, afinal era doutor, etc, etc. Quando o advogado finalmente se acalmou, o policial agitou sua cabeça em desgosto e descrença. - 'Eu não posso acreditar no quão materialistas vocês advogados são... vocês são tão focados em suas posses que não notam mais nada'. - 'Como você pode dizer tal coisa'? O Sr. tem noção do valor de uma Mercedes? Pergunta o advogado. O policial respondeu: - 'Você não percebeu que perdeu seu braço esquerdo? Está faltando do cotovelo pra baixo. Ele deve ter sido arrancado quando o caminhão bateu em você'. - 'Puta que pariu'! - grita o advogado - 'Meu Rolex'!!!

domingo, 3 de abril de 2011

MENSAGEM A GARCIA


(Escrito por Elbert Hubbard em fevereiro de 1899)

Em todo este caso cubano, um homem se destaca no horizonte de minha memória. Quando irrompeu a guerra entre a Espanha e os Estados Unidos, o que importava aos americanos era comunicar-se, rapidamente, com o chefe dos revoltosos – chamado Garcia - que se encontrava em uma fortaleza desconhecida, no interior do sertão cubano. Era impossível um entendimento com ele pelo correio ou pelo telégrafo. No entanto, o Presidente precisava de sua colaboração, e isso o quanto antes. Que fazer? Alguém lembrou: "Há um homem chamado Rowan... e se alguma pessoa é capaz de encontrar Garcia, esta pessoa é Rowan”. Rowan foi trazido à presença do Presidente, que lhe confiou uma carta com a incumbência de entregá-la a Garcia. Não vêm ao caso narrar aqui como esse homem tomou a carta, guardou-a num invólucro impermeável, amarrou a ao peito e, após quatro dias, saltou de um pequeno barco, alta noite, nas costas de Cuba; ou como se embrenhou no sertão para, depois de três semanas, surgir do outro lado da ilha, tendo atravessado a pé um país hostil, e entregue a carta a Garcia. O ponto que desejo frisar é este: Mac Kinley deu a Rowan uma carta destinada a Garcia; Rowan tomou-a e nem sequer perguntou: "Onde é que ele está?”. Eis aí um homem cujo busto merecia ser fundido em bronze e sua estátua colocada em cada escola. Não é só de sabedoria que a juventude precisa... Nem de instruções sobre isto ou aquilo. Precisa, sim, de um endurecimento das vértebras para poder mostrar-se altiva no exercício de um cargo; para atuar com diligência; para dar conta do recado; para, em suma, levar uma mensagem a Garcia. O General Garcia já não é deste mundo, mas há outros Garcias. A nenhum homem que se tenha empenhado em levar adiante uma tarefa em que a ajuda de muitos se torne precisa tem sido poupados momentos de verdadeiro desespero ante a passividade de grande número de pessoas ante a inabilidade ou falta de disposição de concentrar a mente numa determinada tarefa... e fazê-la. A regra geral é: assistência regular, desatenção tola, indiferença irritante e trabalho malfeito. Ninguém pode ser verdadeiramente bem-sucedido, exceto se lançar mão de todos os meios ao seu alcance, para obrigar outras pessoas a ajudá-lo, a não ser que Deus Onipotente, na sua grande misericórdia, faça um milagre enviando-lhe, como auxiliar, um anjo de luz. Leitor amigo, tu mesmo podes tirar a prova. Está sentado no teu escritório, rodeado de meia dúzia de empregados. Pois bem, chama um deles e pede-lhe: "Queria ter a bondade de consultar a enciclopédia e de fazer a descrição resumida da vida de Corrégio". Dar-se-á o caso de o empregado dizer, calmamente: - "Sim, senhor" e executar o que lhe pediste? Nada disso! Olhar-te-á admirado para fazer uma ou algumas das seguintes perguntas: - Quem é Corrégio? - Que enciclopédia? - Onde está a enciclopédia? - Fui contratado para fazer isso? - E se Carlos o fizesse? - Esse sujeito já morreu? - Precisa disso com urgência? - Não seria melhor eu trazer o livro para o Senhor procurar? - Para que quer saber isso? Eu aposto dez contra um que, depois de haveres respondido a tais perguntas e explicado a maneira de procurar os dados pedidos, e a razão por que deles precisas, teu empregado irá pedir a um companheiro que o ajude a encontrar Corrégio e depois voltará para te dizer que tal homem nunca existiu. Evidentemente pode ser que eu perca a aposta, mas, seguindo uma regra geral, jogo na certa. Ora, se fores prudente, não te darás ao trabalho de explicar ao teu "ajudante" que Corrégio se escreve com "C" e não com "K", mas limitar-te-á a dizer calmamente, esboçando o melhor sorriso: - "Não faz mal... não se incomode". É essa dificuldade de atuar independentemente, essa fraqueza de vontade, essa falta de disposição de, solicitamente, se por em campo e agir, é isso o que impede o avanço da humanidade, fazendo-o recuar para um futurobastante remoto. Se os homens não tomam a iniciativa de agir em seu próprio proveito, que farão se o resultado de seu esforço resultar em benefício de todos? Por enquanto parece que os homens ainda precisam ser dirigidos. O que mantém muitos empregados no seu posto e o faz trabalhar é o medo de, se não o fizer, ser despedido ou transferido no fim do mês. Anuncia-se precisar de um taquígrafo e nove entre dez candidatos à vaga não saberão ortografar nem pontuar, e - o que é pior - pensa não ser necessário sabê-lo. – "Olhe aquele funcionário - dizia o chefe de uma grande fábrica. É um excelente funcionário. Contudo, se eu lhe perguntasse por que seu trabalho é necessário ou por que é feito dessa maneira e não de outra, ele seria incapaz de me responder. Nunca deve ter pensado nisso. Faz apenas aquilo que lhe ensinaram, há mais de 3 anos, e nem um pouco a mais". "Será possível confiar-se a tal homem uma carta para entregá-la a Garcia?”. Conheço um homem de aptidões realmente brilhantes, mas sem a fibra necessária para dirigir um negócio próprio e que ainda se torna completamente nulo para qualquer outra pessoa devido à suspeita que constantemente abriga de que seu patrão o esteja oprimindo ou tencione oprimi-lo. Sem poder mandar, não tolera que alguém o mande. Se lhe fosse confiada a mensagem a Garcia retrucaria, provavelmente: - "Leve-a você mesmo!". Hoje esse homem perambula errante, pelas ruas em busca de trabalho, em estado quase de miséria. No entanto, ninguém se aventura a dar-lhe trabalho porque é uma personificação do descontentamento e do espírito da discórdia. Não aceitando qualquer conselho ou advertência, a única coisa capaz de nele produzir algum efeito seria um bom pontapé dado com a ponta de uma bota 44, sola grossa e bico largo. Pautemos nossa conduta por aqueles homens, dirigente ou dirigida, que realmente se esforçam por realizar o seu trabalho. Aqueles cujos cabelos ficam mais cedo envelhecidos na incessante luta que estão desempenhando contra a indiferença e a ingratidão, justamente daqueles que, sem o seu espírito empreendedor, andariam famintos e sem lar. Estarei pintando o quadro com cores por demais escuras? Não há excelência na nobreza de si mesmo; farrapos não servem de recomendação. Nem todos os ricos são gananciosos e tiranos, da mesma forma que nem todos os pobres são virtuosos. Todas as minhas simpatias pertencem ao homem que trabalha, fazendo o que deve ser feito, melhorando o que pode ser melhorado, ajudando sem exigir ajuda. É o homem que, ao lhe ser confiada uma carta para Garcia, toma a missiva e, sem a intenção de jogá-la na primeira sarjeta, entrega-a ao destinatário. Esse homem nunca ficará "encostado", nem pedirá que lhe façam favores. A civilização busca ansiosamente, insistentemente, homens nessa condição. Tudo que tal homem pedir, se lhe há de conceder. Precisa-se dele em cada vila, em cada lugarejo, em cada escritório, em cada oficina, em cada loja, fábrica ou venda. O grito do mundo inteiro praticamente se resume nisso: “PRECISA-SE - E PRECISA-SE COM URGÊNCIA - DE UM HOMEM CAPAZ DE LEVAR UMA MENSAGEM A GARCIA”.

Gabaritos subdmensionados ou o dia em que o brasileiro médio aumentou de tamanho


Fiz neste sábado uma pequena viagem intermunicipal com algo em torno dos 100km em uma linha de ônibus regular.

Fui conhecer meu novo neto, o Mateus, que chegou dias atrás.

Digamos, uma ligeira aventura.

Ao entrar no ônibus, já me dei mal.

Cadê os números das poltronas?

Só depois de perguntar a alguém, é que descobri, apagadinho tanto quanto a lâmpada interna da parte inferior do bagageiro de mão, uma meia-lua de não mais de 10cm por 2 cm, com os números das duas poltronas.

Fiquei satisfeitíssimo da vida, quando senti um enorme calor.

Estava quente mesmo, mas para piorar, notei que as janelas eram lacradas.

"Ar condicionado", pensei.

Mas o motorista tagarelava animadamente com alguém e nem dava bola parao tal do ar.

Com o ônibus já em movimento pelo terminal do Tietê, bingo!

O motorista liga o tal do ar condicionado.

Meno male.

É claro que nessas alturas eu estava mais contente do que pinto no lixo com essas coisas.

Sentei-me do lado direito do ônibus, ao lado da janela.

Eis que senão quando descobri que algo espetava a minha barriga um pouco acima da linha da cintura.

Era o braço da poltrona, como a dizer:

"Vai mais pra lá, cara-pálida!"

Mas eu não tinha como romper o vidro da janela do coletivo para ir ao lado de fora e abrir espaço para o lado de dentro.

Meu braço esquerdo ficava totalmente fora do espaço que, em tese, seria meu, invadindo a barriga do outro passageiro, que por mal dos pecados, também era gordo.

Comecei a imaginar qual seria o modelo que serviria para fazer o gabarito dos ônibus daquela maldita encarroçadora.

Marco Maciel?

Percebi que não, quando o rapaz da frente reclinou o encosto de sua poltrona e me senti como que cafungando no cucuruto dele.

Marco Maciel é estreito, mas comprido demais.

Talvez, pensei eu, para baratear os projetos, a MarcoPolo tenha reaproveitado o gabarito dos ônibus escolares.

Afinal, uma criança de oito anos cabe direitinho nas poltronas desses novos ônibus da Cometa e ainda sobra espaço!

Aliás, a obsolescência de um conceito de qualidade e bons serviços, que foi a marca registrada da Cometa há décadas, fica bem mais visível para pessoas como eu.

Usei muito os antigos ônibus espaçosos e confortáveis da empresa em viagens frequentes a Curitiba.


E como a lei de Murphy é implacável, na volta de Campinas, só tinha um outro gordo entre os 40 passageiros e foi justamente o que viajou ao meu lado.

Um detalhe:

desta vez, o ônibus não tinha ar condicionado.

E como todo mundo é friorento, ninguém abriu a janela.

E mais uma vez, a lei de Murphy me brindou com uma poltrona do lado do corredor, que é para não botar a mão em janela alguma.

É desse figurino.

As lojas de roupas trabalham com números que vão até 48 e eu uso 52.

As sapatarias adoram vender sapatos até 40 e eu calço 44.

Agora, as encarroçadoras de ônibus estão, para o meu desespero, fabricando ônibus só para crianças!

domingo, 27 de março de 2011

No ano passado participei de mais de 30 audiências públicas em SP e o que mais apareceu, foi louco de palestra. Sei bem o que é isso. Sensibilizado por essa minha experiência, coloco aqui um link para o excelente artigo de Vanessa Barbara. Vale a pena ler. Clique aqui.

sábado, 26 de março de 2011

Nonsense Metropolitano


O Gilberto Kassab, como todo prefeito, tem uma vocação muito grande para ser culpado e a tem exercitado soberbamente nos últimos tempos.

É certo que um maior cuidado nos serviços de zeladoria da cidade pode contribuir para minimizar o problema das enchentes, mas jamais poderá resolver.

O buraco é mais embaixo.

Ocorre que a cidade foi erigida por sobre colinas e vales.

Os fundos de vales são excelentes bases para construção de importantes avenidas de grande fluxo de veículos.

Portanto, nada mais justo do que pretender fincar o seu comércio ou a sua casinha, ali também.

Aliás, a valorização ali obviamente será maior, na medida em que a cidade cresce e se desenvolve.

Mas há o lado sombrio disso tudo que nem a imprensa, nem os especialistas, nem ninguém ousa tocar de maneira ostensiva.

É que a cidade está totalmente impermeabilizada e não há nenhuma tecnologia neste mundo que seja viável para resolver isso através de galerias pluviais, cujas dimensões e custos atropelariam qualquer orçamento público.

E aqui, entra um componente sutil disso tudo, chamado 'problema cultural'.

Os dois maiores protagonistas no combate a enchentes em nossa metrópole se chamam "terra" e "vegetação."

Só que no imaginário da população, terra e vegetação se caracterizam em uma só palavra: sujeira.

E para evitar a sujeira da rua de terra, asfalto.

Para evitar a sujeira do quintal de terra, cimento.

Para evitar a sujeira das folhas secas, corte ou remoção de árvores.

Para evitar a sujeira da frente da casa, elimina-se o jardim e pastilha-se todo o solo.

Já foi dito que os extremos se tocam.

Essa estupidez coletiva só poderia desaguar na mais perfeita e total impermeabilização do solo urbano.

Os fundos de vale jamais deveriam ser ocupados massivamente, principalmente com essa cultura impermeabilizante de grave eficiência e longo alcance, dado que o fundo de vale, pela natural lei da gravidade, é por onde a água da chuva irá escoar inexoravelmente.

E se houver alguma obstrução, por lixo por exemplo, que é muito comum, inunda tudo, mesmo porque o sistema de drenagem de per si já é insuficiente para toda a carga e ainda mais com a ajuda dos porcos de plantão, que jogam lixo por todo lado.

Absolutamente todas as emissoras de TV fecham o foco de suas cameras nos locais alagados, reclamando providências das autoridades e afirmando que "São Paulo está debaixo dágua" o que nunca é verdade.

Toda vez que chove, há realmente problemas de trânsito porque as principais avenidas ficam nesses tais fundos de vale .

Entretanto, a maior parte da cidade leva vida normal.

Por vezes, dado o gigantismo da cidade, chove muito na zona norte e as demais zonas estão secas. Mas o filé das TVs são os pontos de alagamento, obviamente em locais baixos e geralmente ao lado de cursos dágua, canais ou similares, impossíveis de não alagar por menor que seja a chuva. Não se resolverá o problema secular de enchentes em São Paulo, sem uma 'evangelização' da população quanto à necessidade de se desnudar a terra, abrir espaço para vegetação, não ocupar fundo de vale e fazer tudo ao contrário do que se faz e se acredita ser o certo hoje em dia.



Em tempo, quando alguém se espanta com os problemas crônicos de trânsito na capital, eu logo vou perguntando: "- O que vc quer? Coloca-se 7 milhões de idiotas motorizados nas ruas ao mesmo tempo em um raio de 40 km e quer que isso dê certo?"

É impressionante a falta de compreensão do cidadão, quando ele sai de casa de carro em São Paulo e acredita sinceramente que não terá problema algum nem na ida, nem na volta e fica extremamente enfurecido se acontece alguma coisa. Por inteligente, culta e formada que seja essa pessoa, no quesito 'habilidade para viver o mundo metropolitano' demonstra cérebro de galinha. Que me desculpem as penosas.

terça-feira, 22 de março de 2011

Gurdjieff

Pedro Rico


Hoje de manhã, ao mastigar um enroladinho de presunto e queijo na padaria perto de casa, não pude deixar de ver na TV da padaria, o Pedro Bial conversando com os "astros" do BBB. Ele falava com a Maria. E perguntou se o livro que ela estava lendo realmente conseguia fazer com que ela conquistasse os homens de acordo com a promessa do título. E ela respondeu que estava aprendendo a conquistar os homens, ao que o Bial observou sábiamente: "-É um bom começo." Conheci pessoalmente o Bial no Rio, no começo da década de 80. Fui passar minhas férias no Jardim Botânico, mais precisamente no Jornalismo da Globo. Peguntaram o que eu queria fazer além de ver o JN do estúdio. Respondi que queria sair com Pedro Bial em uma reportagem. Fui. Ele foi entrevistar, nos estúdios da Globo, o Jorge Fernando, na época diretor de de Guerra dos Sexos, explodindo de sucesso Brasil afora. Bial era um jovem inteligentíssimo, muito culto, bastante informado, respeitadíssimo nas redações do Rio. Praticamente um ídolo para mim. Quando vi ele noticiando a queda do muro de Berlim, fiquei extasiado. Hoje, ao ver o bom e velho Pedro Bial apresentando o BBB, fico meio encabulado. O dinheiro abundante e solto falou mais alto. Garante sua aposentadoria, é certo. Mas aquela aura de intelectual, cinéfilo, pensante, jornalista dos bons, cadê? O dinheiro está encobrindo. Teremos em breve, se já não temos - um milionário. Um pobre milionário.

Sequência de Fibonacci

domingo, 20 de março de 2011

Gérson, O Brasileiro.


Tá reclamando de quê?


" Tá" Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Collor? do Renan? do Palocci? do Delubio? da Roseanne Sarney? dos políticos distritais de Brasilia? do Jucá? dos mais 300 picaretas do Congresso?


E você?


Brasileiro Reclama De Quê?


O Brasileiro:

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas. 2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas. 3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração. 4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige. 6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento. 7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas. 8. - Viola a lei do silêncio. 9. - Dirige após consumir bebida alcoólica. 10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas. 11. - Espalha mesas e churrasqueira nas calçadas. 12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho. 13. - Faz "gato" de luz, de água e de tv a cabo. 14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto. 16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas. 17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20. 18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado. 21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata. 22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.

27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.









E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas...


Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal? E é a mais pura verdade, isso que é o pior!


Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!


Vamos dar o bom exemplo!


Espalhe essa idéia!



"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."

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Amigos!

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A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!

.

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(autor desconhecido. Recebido via e-mail de Leoni Soares)

Olha a China aí, Obamaaaaaa!!!


Se você for a um restaurante com a família e ao pagar uma conta de R$ 99,00 com duas notas de R$ 50,00, vc exigiria o troco ou não faria questão, deixando R$ 1,00 de "caixinha" para o garçom? Pois é. A maioria das pessoas não faz questão desse 'um por cento' não é verdade? Fiquei boquiaberto ao saber que um por cento é tudo o que o Brasil consegue "abocanhar" do bolo do comércio mundial. Mudando de papaganz, a vinda do presidente norteamericano ao Brasil tem como um dos motivos, o fato de os EUA terem sido superados pela China na parceria comercial. Para lembrar como a China tem sido agressiva na sua estratégia de conquista de mercado, dias atrás vi um anúncio num site de um produto eletrônico com preço bem abaixo do que encontrara no mercado. Infelizmente, era uma venda direta da China e para piorar a desconfiança, o frete era via aérea e... de graça. Levantei um dia meio encapetado, querendo encontrar confusão. Entrei no tal do site, fiz a compra do tal produto, emiti, imprimi e paguei um boleto e sentei, esperando a óbvia decepção. Acabo de receber o produto, íntegro, funcionando, na caixa, 20 dias depois do pagamento. De duas uma: ou dei uma tremenda sorte, ou o presidente Obama sabe, realmente, qual é a da China e por isso correu para iniciar um trabalho de resgate da liderança em parcerias que está perdendo, inclusive a do Brasil.

sábado, 12 de março de 2011

O dia em que a cidade parou


Trabalhar numa grande rede de televisão é um privilégio de poucos e, de maneira geral, motivo de honra e orgulho, dado que as pessoas comuns costumam admirar e respeitar tais profissionais.

No subconsciente de todo estudante de jornalismo, mora o sonho de, um dia, trabalhar numa grande rede. E se, depois de formado um dia isso acontece, é motivo de comemoração com familiares, amigos, etc.

A coisa fica mais intensa, quando essa grande rede resolve abrir uma emissora regional. Aí, a coisa chega à beira do delírio.

Toda essa pompa e circunstância mexe com a personalidade de alguns, que passam a não mais ter um comportamento normal, não cumprimentam mais qualquer um, só conversam com quem acham importante no trabalho e por aí vai.

Essa chegada aos 'píncaros da glória' e esses efeitos colaterais no comportamento da tropa, acabam por gerar situações cuja comicidade supera a tragédia também presente.

Esse espírito acende o estopim de um impasse, quando chega à chefia de reportagem, à produção e, principalmente, ao setor de rádio-escuta, que é a ponte entre as fontes oficiais e a emissora.

Quando ocorre um fato relevante que envolva a necessidade da presença do Corpo de Bombeiros, a central dos homens do fogo toma todas as providências regulamentares e, em seguida, alguém liga para a imprensa, informando o ocorrido, quase sempre em tempo de uma cobertura imediata de um incêndio, por exemplo.
Na verdade, o procedimento correto é o pessoal de rádio escuta ligar o tempo todo, fazendo uma varredura nas fontes, para tentar 'pescar' uma notícia. No intervalo dessa varredura, as fontes costumam também ligar.

Ninguém me contou: presenciei esses acontecimentos, eu estava lá e assisti a tudo.

Vou pinçar um só exemplo da estupidez que acomete, de vez em quando, certas redações de televisões regionais:

Num plantão, eu dava bobeira na redação - estava de folga mas fui até la - o rádio escuta conversava com a mulher ao telefone. O chefe de reportagem simplesmente namorava uma repórter que estava em casa de folga, também por telefone.

Claro que sobrou para mim antender uma ligação. Era do corpo de bombeiros: um grave acontecimento na região. Não consegui interromper nenhum dos dois plantonistas.

Senti o bombeiro bastante desconfortável em ter que esperar. Mas esperou.


Quando o rapaz da rádio escuta afinal atendeu o bombeiro, perguntou onde era o ocorrido e anotou, dizendo logo em seguida: "-A gente já sabia!" claro que era mentira, sabia nada. E desligou o telefone com força, sem agradecer.

Esse fato me deixou preocupado, mas não a direção de jornalismo, encastelada no seu "aquário" apartado da redação e ainda assim nunca aos finais de semana ou feriados.

Um belo dia, descobriu-se que o jornalismo sofrera uma gigantesca "barriga". As rádios e os jornais foram avisados de um fato, mas a TV não. Acendeu-se um alerta geral na redação.

Apesar da orelha em pé, os fatos foram se sucedendo, com a TV alheia a tudo. Um amigo de um jornal passou a avisar quando havia um fato relevante, mas a polícia civil, a polícia militar, os bombeiros e uma boa parte da cidade que provia como fonte a TV com informações, calou-se.

Pior: o problema acontecendo, todos de rádio e jornal avisando a TV que estava acontecendo e a escuta, ao checar recebia sempre a mesma resposta: "Não há nenhum fato relevante, está tudo normal."

É óbvio que, cansadas de serem destratadas pelo pessoal do jornalismo, as fontes se conversaram e resolveram colocar a emissora fora do rol de redações para as quais todos ligavam quando acontecia alguma coisa.

Algum velho jornalista já disse e é verdade: jornalismo sem fonte, não é jornalismo.

Resultado: o diretor de jornalismo precisou, com o diretor geral da emissora a tiracolo, visitar todas as instituições da cidade que serviam de fonte à redação, pedir desculpas pelo mau tratamento que motivou esse lockout geral e pedir encarecidamente que o relacionamento fosse reatado.

Por incrível que pareça, isso aconteceu numa emissora regional de uma cidade média do interior de São Paulo e anos mais tarde, em outra, ocasiões e locais diferentes, mas motivos idênticos: a arrogância e desrespeito com que as supostas 'vestais' do jornalismo tratavam as suas fontes, motivando uma conspiração para provocar a volta da humildade à redação da TV.

Voltou.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Nhapecan

Em São José do Rio Preto, no começo da década de 90, fui morar do lado do aeroporto. E presenciava o trabalho de um bando de maníacos por voar, arrastando prá lá e pra cá os seus equipamentos sem motor. Caí na besteira de entrar no meio deles. Fui inoculado pelo vírus e passei a adorar voar de planador. Controlar o bicho que tem planeio maior do que o reboque e mante-lo abaixo, para que não provoque o pilonamento da aeronave de tração é algo fantástico. Depois que chega aos 600m, desliga-se a corda e fica-se apenas ouvindo o sibilar do vento, com aquela preocupação em encontrar logo aquela super-série de térmicas que poderá te levar a 2, 3 mil metros. Sabíamos que poderia curvar para subir, assim que uma térmica apertasse a nossa bunda no assento da máquina. Simples demais. Meu record foi 5 horas no ar e meu mais pífio desempenho foi 15 minutos para baixar de 600 para o nível da pista, num dia meio esquisito e sem térmicas. O equipamento era o Nhapecan biplace (2 lugares), com 400 kg de peso e um angulo de planeio de 30:1 - ou seja, a cada metro que desce, avança 30. Era uma delícia depois de ficar sob nuvens - jamais se deve entrar nelas com planador - fazer a volta de pista, pegar a perna do vento, aproximar da cabeceira com o freio aerodinâmico aberto, glissar um bocadito, nivelar o bicho a 1 metro do chão, fechar o freio aerodinâmico, botar o manche delicadamente para a frente e fazer o bicho enfrentar o floating e tocar com a roda no asfalto. Naquela época em Rio Preto, por ter que desocupar logo a pista em função dos aviões comerciais cujos pilotos infernizavam a vida das torres por causa dos planadores, todo mundo emagrecia um bocado com o esforço de empurrar, já que nem sempre tinha um veículo para rebocar na pista os Nhapecan.




















Nunca mais voei. Soube que em Jundiaí tem um pessoal que pratica volovelismo. Mas ando meio sem disposição para ir até lá.

Costumo ironizar meus problemas, mas esta profissional é insuperável:

clique na imagem para ampliar



Vida Louca

Meu pai foi na mosca, quando me visitou. Prevendo minha recusa em vir a Campinas ajudá-lo num trabalho de dois meses que tinha que realizar, na mesa do almoço tirou do bolso um pacote de dinheiro que eu nem mais me lembrava quando tinha visto um igual. Duro e endividado, apesar de trabalhar na Rádio Clube de Pouso Alegre no sul de Minas e ser dono do Serviço de Som da Rodoviária, não tive alternativa. Na época, (1978) a cidade tinha pouco mais de 60 mil habitantes e eu, muitos problemas. Claro que aceitei. Pedi para um amigo "gerenciar" o som e consegui uma licença não remunerada na rádio. Em Campinas, fui morar numa pensão no Guanabara. Era de um casal, Dona Paula e Seu Romeu. Num dos primeiros dias, fiquei um tempo sentado na sala vendo TV. No outro sofá, um homem de seus 30 anos, cabelo cortado à militar, prestava uma atenção danada na televisão. Num intervalo, ele olhou para mim e disse, com ar sério: "- Os homens estão chegando. Cuidado!" Sem entender, perguntei quem estava chegando e ele, fazendo cara de confidência, meio que assoprou: "-Os alienígenas! Os homens do espaço!" Percebi algo estranho, é claro, mas me calei. Dona Paula, que presenciou a conversa, logo que ele saiu da sala me chamou à copa e contou a incrível história desse homem. Era filho dela e se chamava Helio, ou melhor: Helinho. Funcionário da FEPASA, lotado na Capital, até alguns anos atrás. Tinha um bom cargo e acabara de ganhar uma promoção como chefe de um setor da Contabilidade da Empresa. Era bastante inteligente e competente, disse a mãe. Logo em seguida à promoção, ficou noivo. Muito trabalhador, fazia longos serões. Num sábado, avisou a noiva que não iria namorar, porque tinha que adiantar um trabalho até altas horas. Mas por volta de 9 da noite conseguiu terminar e resolveu passar na casa dela, apenas para dar um beijo e ir dormir. Helinho era de uma geração que nutria um grande respeito a tudo. Ao bater, ela não estava. "-Foi ao cinema" explicaram os familiares. Ele deu-se por contente e se despediu. Entretanto, o amor era mais forte e resolveu esperar na rua a noiva chegar do cinema, para lhe dar o tal beijo e ir embora de vez, descansar. Naquele tempo, a iluminação era fraca e havia muitas árvores frondosas na rua. Helinho ficou, discretamente, sob uma dessas árvores. Não demorou muito e a noiva chegou. Estava num táxi. Quando pensou em correr para abrir a porta, eis que percebeu que a moça estava beijando sofregamente o taxista. Hirto de surpresa, ficou sem reação, vendo o beijo evoluir para um coito apaixonado ali mesmo, dentro do carro. Antes do fato consumado, Helinho saiu discretamente e foi embora. No domingo, foi à casa da noiva, entregou a aliança, devolveu os presentes mais caros e encerrou o relacionamento ali mesmo.
Meses depois, em Campinas, num dia de Derbi (Ponte Preta x Guarani) em pleno estádio, Helinho começa a rasgar a própria roupa e a gritar o nome da ex-noiva. Estava rompido o contato do rapaz com a realidade, contato esse nunca mais refeito.

Anos depois de ir embora de Campinas, numa visita aos meus filhos, encontrei seu Romeu no Mercado da Barão de Jaguara. Perguntei de D. Paula. Ia bem. E perguntei de Helinho. Ao que ele respondeu: "- Descansou. Faz alguns meses que Helinho morreu." Apresentei meus sentimentos, me despedi do seu Romeu e fui embora, pensando: "Não, Helinho não morreu agora. Ele morreu naquela noite em São Paulo, naquela rua diante de um táxi." Vida louca!

terça-feira, 8 de março de 2011

A Síndrome de Jô Soares


Tenho visto com uma certa frequência, repórteres e entrevistadores com dificuldade de própria localização nas matérias ou entrevistas que realizam.

A gente aprende na teoria e na prática, que a coisa mais importante no jornalismo, é a informação.

O profissional que passa a informação, por importante que seja, jamais deverá pretender ser mais importante do que a notícia.

Desta maneira, quando ouço no rádio ou na TV um jornalista dizer "-Está aqui ao meu lado" ou "-Tenho aqui ao meu lado" um entrevistado qualquer, estranho bastante.
Quando isso ocorre, vejo que o jornalista está, mesmo sem querer, sendo inconveniente, uma vez que muito pelo contrário, todos nós sabemos qual a ordem correta e quem está ao lado de quem.
Ou seja, na verdade, é sempre e invariavelmente o repórter que está ao lado do entrevistado, nada mais.
Pode ser que o profissional em questão seja fã incondicional e assista muito ao programa do Jô Soares, que situa o entrevistado, seja ele um ilustre desconhecido, seja ele o Papa, assim:
"-Nesta bela noite no Vaticano, eu tenho aqui do meu lado, Sua Santidade..."
Aí pode, porque se proibirem o sensível, criativo e artístico Jô de fazer isso, com o ego que tem, ele certamente irá morrer de angústia.
Mas o jornalista, não!

Capricho

Da natureza ou do photoshop? Opine.

Olhar para o céu é olhar para Deus


Isso é uma nebulosa fotografada pelo telescópio Hubble. Nós viemos de uma assim, quando o sistema solar se formou. Em nosso conglomerado de estrelas ao qual os astrônomos chamam de galáxia ou via láctea, tem 170 bilhões (170.000.000.000) de estrelas iguais ao sol, na qual ele tem uma dimensão de 5a grandeza, ou seja, exitem estrelas com 20km de diâmetro e estrelas com 2.000 vezes o tamanho do sol. Veja na imagem abaixo, a comparação dos planetas do sistema solar.


Para saber mais:

Não me olhe assim! uh!

Aqui na Bela Vista o pessoal chama isso de "olhar pidoncho".

segunda-feira, 7 de março de 2011

Saiba como lidar com essa praga...

Hoax é uma informação distribuída por e-mail e outros meios, com conteúdo falso, por vezes alarmista, quase sempre apelando para emoção, geralmente pedindo a retransmissão do assunto para catálogo de endereços do destinatário.

Veja algo sobre o assunto AQUI.

E também AQUI.

Virtual Real? oh...


Quem disse que as amizades virtuais são frágeis e voláteis e que as pessoas que se encontram em sites de relacionamento nunca conhecem de verdade umas às outras?


Esse povo se reuniu recentemente no Boi na Brasa na República e é do YUBLISS !!!

domingo, 6 de março de 2011

O aprendizado do pensamento


Os ditadores do mundo devem estar perplexos diante de demonstrações cabais de povos inteiros de que, da mesma maneira que as pessoas não se sentem bem quando se lhes procura ensinar que a qualidade de uma poesia deve ser medida pelo volume de texto, também o sentimento de desejo de liberdade, igualdade e fraternidade não são meros ensinamentos escolares, mas um ideário inerente à Humanidade. A possibilidade de externar seus sentimentos cívicos de um lado com mais força e de outro com mais espontaneidade, é uma inovação propiciada pelo fato de que o mundo moderno está produzindo, a cada dia mais e mais, pessoas que aprendem a pensar e, com isso, desenvolvem dentro de si, diariamente, o indefectível e legítimo desejo de ser cidadão. O mundo de hoje, a exemplo do professor de "Sociedade dos Poetas Mortos" demonstra que deseja e está nos ensinando o que fazer através do pensamento.

Oportunidades & Determinação

O exemplo mais recorrente de inexorabilidade, é quando a mulher decide seduzir.
O exemplo mais recorrente de oportunismo, é quando o homem decide permitir.

sábado, 5 de março de 2011

Amizade



"Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito, e, mesmo assim, ainda gosta de você." (Kim Hubbard)

Shame

A exemplo de Eva Rosenberg, a personagem interpretada por Liv Ullmann no filme de Ingmar Bergman SKAMMEN (Vergonha) alguém, neste momento, em algum lugar do mundo, está perplexo por ter a sua condição humana afrontada pela guerra e justificando: "Nosso rádio vive quebrado..."

sexta-feira, 4 de março de 2011

Não acredito em E.Ts.



Eu não acredito em extraterrestres e um dia, ainda vou ter o prazer de dizer isso a um deles!