Mostrando postagens com marcador caráter. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador caráter. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A Interveniencia


Meu chefe pediu ajuda para resolver uma paradinha. Ajudei. E peguei carona no porco em que ele montou. Foi vexatorio, mas ele se considera homem o suficiente para assumir seus erros mesmo quando e induzido. Uma pessoa insidiosa deu uma informacao a ele que seria (eu disse seria) veridica, mas nao tinha qualquer fundamento. Fizemos uma correspondencia reclamando no canal competente, baseada nesse engodo, que abriu a caixa de pandora e desandou tudo contra nos. Entao descobrimos a farsa. Ainda se retratando, pedindo desculpas via e-mail, tentamos contato telefonico e nada. Nao nos atenderam. E certamente, nao desculparam. Coisas da vida. E o bonde prossegue. Vivendo e aprendendo. SEMPRE.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Advogado "Bom"

Dizem que aconteceu em Minas Gerais , em Ubá, cidade onde nasceu o genial Compositor Ary Barroso.

Na cidade havia um senhor cujo apelido era Cabeçudo. Nascera com uma cabeça grande, dessas cuja boina dá pra botar dentro, fácil fácil, uma dúzia de laranjas.
Mas fora isso, era um cara pacato, bonachão e paciente.
Não gostava, é claro, de ser chamado de Cabeçudo, mas desde os tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava. Onde quer que o encontrasse, lhe dava um tapa na cabeça e perguntava:
'Tudo bom, Cabeçudo'?
O Cabeçudo, já com seus quarenta e poucos anos, e o cara sempre zombando dele.
Um dia, depois do milésimo tapão na sua cabeça, o Cabeçudo meteu a faca no zombeteiro e matou-o na hora.
A família da vítima era rica; a do Cabeçudo, pobre.
Não houve jeito de encontrar um advogado para defendê-lo, pois o crime tinha muitas testemunhas..
Depois de apelarem para advogados de Minas e do Rio, sem sucesso algum, resolveram procurar um tal de 'Zé Caneado', advogado que há muito tempo deixara a profissão, pois, como o próprio apelido indicava, vivia de porre.
Pois não é que o 'Zé Caneado' aceitou o caso? Passou a semana anterior ao julgamento sem botar uma gota de cachaça na boca!
Na hora de defender o Cabeçudo, ele começou a sua peroração assim:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
Quando todo mundo pensou que ele ia continuar a defesa, ele repetiu:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
Repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz:
- Peço ao advogado que, por favor, inicie a defesa.
Zé Caneado, porém, fingiu que não ouviu e:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
E o promotor:
- A defesa está tentando ridicularizar esta corte!
O juiz:
- Advirto ao advogado de defesa que se não apresentar imediatamente os seus argumentos.. .
Foi cortado por Zé Caneado, que repetiu:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
O juiz não agüentou:
- Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando que a justiça é motivo de zombaria? Ponha-se daqui para fora antes que eu mande prendê-lo.
Foi então que o Zé Caneado disse:
-Senhoras e Senhores jurados, esta Côrte chegou ao ponto em que eu queria chegar...
Vejam que: se apenas por repetir algumas vezes que o juiz é meritíssimo, que o promotor é honrado e que os membros do júri são dignos, todos perdem a paciência, consideram-se ofendidos e me ameaçam de prisão..., pensem então na situação deste pobre homem, que durante quarenta anos, todos os dias da sua vida, foi chamado de Cabeçudo!

[from O. Catan]

sábado, 4 de junho de 2011

O Poder da Palavra

Em meu trabalho, existe uma orientação quanto ao atendimento ao público. Quando alguém nos procura para um assunto que não é de nossa competência ajudar a resolver, ao invés de dizer isso, há uma orientação para que se diga apenas e objetivamente QUEM pode resolver. Isto porque a palavra não, quando alguém procura por ajuda, quer reclamar de algo ou dar uma simples sugestão - é demasiado forte. A propósito, sobre a maneira de dizer as coisas tem um video muito elucidativo, veja.

domingo, 15 de maio de 2011

Cristóvam Buarque e a Amazônia


A internacionalização do mundo

O Globo – 10/10/2000

“Fui questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazônia, durante um debate, nos Estados Unidos. O jovem introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um humanista e não de um brasileiro. Foi a primeira vez que um debatedor determinou a ótica humanista como o ponto de partida para uma resposta minha. De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra a internacionalização da Amazônia.
Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse patrimônio, ele é nosso. Respondi que, como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazônia, podia imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade.
Se a Amazônia, sob uma ótica humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro. O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazônia é para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extração de petróleo e subir ou não o seu preço. Os ricos do mundo, no direito de queimar esse imenso patrimônio da humanidade.
Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazônia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país.
Queimar a Amazônia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação.
Antes mesmo da Amazônia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo gênio humano. Não se pode deixar que esse patrimônio cultural, como o patrimônio natural amazônico, possa ser manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito, um milionário japonês decidiu enterrar com ele um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado.
Durante o encontro em que recebi a pergunta, as Nações Unidas reuniam o Fórum do Milênio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu disse que Nova York, como sede das Nações Unidas, deveria ser internacionalizada.
Pelo menos Manhattan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazônia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil.
Nos seus debates, os atuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a idéia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do mundo tenha possibilidade de ir à escola.
Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como patrimônio que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazônia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um patrimônio da humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar; que morram quando deveriam viver.
Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazônia seja nossa. Só nossa.”

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Uma singela conversa com Deus


Senhor: Te agradeço sempre nos dias felizes, na vitória, no amor, na amizade, na compreensão. Te procuro sempre nas noites escuras, nos dias de medo, na incerteza, no perigo, na tristeza e na derrota. Sei que estás comigo na doença e na saúde. Na dor e no prazer. No desespero e na tranquilidade. No desamparo e na segurança. Na injustiça e na justiça. E isso tudo me trouxe até aqui, nesta existência que até hoje vivi. Sigo porque sei que aqui me colocaste com desígnio inexpugnável da tua Santa vontade. Doravante, rogo que, como Criador e regulador deste mundo, diminuas na face da Terra a inveja, o ódio, a cobiça, a intolerância e toda maldade. Rogo que aumentes a compaixão no peito e na mente das pessoas. Sei também que além de Pai, és o Amigo e Irmão, a todo instante pleno e abundante em meu coração. Amém.

terça-feira, 8 de março de 2011

A Síndrome de Jô Soares


Tenho visto com uma certa frequência, repórteres e entrevistadores com dificuldade de própria localização nas matérias ou entrevistas que realizam.

A gente aprende na teoria e na prática, que a coisa mais importante no jornalismo, é a informação.

O profissional que passa a informação, por importante que seja, jamais deverá pretender ser mais importante do que a notícia.

Desta maneira, quando ouço no rádio ou na TV um jornalista dizer "-Está aqui ao meu lado" ou "-Tenho aqui ao meu lado" um entrevistado qualquer, estranho bastante.
Quando isso ocorre, vejo que o jornalista está, mesmo sem querer, sendo inconveniente, uma vez que muito pelo contrário, todos nós sabemos qual a ordem correta e quem está ao lado de quem.
Ou seja, na verdade, é sempre e invariavelmente o repórter que está ao lado do entrevistado, nada mais.
Pode ser que o profissional em questão seja fã incondicional e assista muito ao programa do Jô Soares, que situa o entrevistado, seja ele um ilustre desconhecido, seja ele o Papa, assim:
"-Nesta bela noite no Vaticano, eu tenho aqui do meu lado, Sua Santidade..."
Aí pode, porque se proibirem o sensível, criativo e artístico Jô de fazer isso, com o ego que tem, ele certamente irá morrer de angústia.
Mas o jornalista, não!

domingo, 6 de março de 2011

Oportunidades & Determinação

O exemplo mais recorrente de inexorabilidade, é quando a mulher decide seduzir.
O exemplo mais recorrente de oportunismo, é quando o homem decide permitir.

sábado, 19 de junho de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Nem tudo está perdido

Taxista de NY devolve US$ 21 mil a passageira italiana
AE-AP - Agencia Estado

NOVA YORK - Um motorista de táxi de Nova York devolveu US$ 21 mil perdidos por uma passageira italiana. Felicia Lettieri, de 72 anos, esqueceu sua carteira no carro em Manhattan, na véspera do Natal. Ali estava o dinheiro para a viagem dela e de seis parentes.

Enquanto o dinheiro estava perdido, a polícia incentivou a italiana a não perder as esperanças. Enquanto isso, o motorista Mukul Asaduzzaman dirigiu cerca de 80 quilômetros até Long Island, em um endereço que encontrou na carteira de Felicia. Como ninguém estava em casa, ele deixou seu número de telefone e mais tarde voltou com o dinheiro.

A filha da passageira, Maria Rosaria Falonga, declarou ao jornal "Newsday", de Pompeia, na Itália, que o motorista ainda deixou um bilhete, dizendo: "Não se preocupe, Felicia. Vou mantê-lo em segurança". Asaduzzaman devolveu a quantia e ainda recusou uma recompensa.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Morte e vida de jornalista

Morre o jornalista Rubens Marujo       

04 de janeiro de 2010

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo lamenta informar o falecimento do companheiro Rubens Ferreira Marujo, de 58 anos, ocorrido no dia 1º, por enfisema pulmonar e insuficiência renal, na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Marujo trabalhou em publicações como Diário Popular, Diário do Comércio, Jornalistas&Cia, entre outros. Realizou para o Sindicato dos Jornalistas, como colaborador, um caderno especial sobre os 30 anos da greve de 1979.

Rubens Marujo enfrentou os percalços de jornalistas que, ao perder o emprego, empobreceu a ponto de viver um período como morador de rua. Corajoso, fez o relato desta experiência, que transcrevemos abaixo, publicada na revista do Brasil. Com muita garra, conseguiu retornar ao mercado de trabalho, mas já com a saúde comprometida.

 
“Entrar num albergue é fácil. Sair é o problema”


Morei no Albergue São Francisco, esquina da rua Santo Amaro com o viaduto Jacareí, bem em frente à Câmara Municipal de São Paulo.

Antes, chamava-se Cirineu e era administrado por uma ONG de quinta categoria, com verba da prefeitura.

Quebrado, sem dinheiro, não conseguia arrumar emprego e fui parar lá.

Éramos mais de 400 pessoas amontoadas num imenso porão-dormitório sujo.

Um depósito de seres humanos, com um cheiro insuportável.

Senhores com mais de 80 anos misturavam-se a jovens alcoólatras, drogados, crianças, mulheres, pessoas com deficiência, tuberculose, aids, alguns ex-presidiários, outros em condicional, nenhum tipo de assistência.

Aquilo se assemelhava a um campo de concentração nazista.

Durante dez anos o albergue funcionou ali – foi desativado por força de um abaixo-assinado de vizinhos.

O “dum-dum” dos veículos ao passar pelas emendas do viaduto martelava nossos ouvidos.

Com raríssimas exceções, os monitores, contratados pela igreja e sem qualificação profissional, nos humilhavam, deixando-nos na fila, debaixo de chuva e frio, à espera da hora de entrar.

Entrava-se após as 17h30 e acordava-se às 5 horas.

Até as 7, todos tinham de ir para a rua, inclusive aos domingos e feriados, fizesse sol ou chuva.

As assistentes sociais explicavam que eram ordens da prefeitura.

Alguns idosos não conseguiam fazer suas necessidades no banheiro.

Sujavam a roupa, a cama, o chão.

Não havia fralda geriátrica.

Para conseguir almoçar era preciso esperar até três horas.

Um papel colado na parede interna do dormitório indicava a dedetização vencida.

Os dormitórios ficavam infestados de baratas e outros insetos, principalmente muquiranas, espécie de piolho que dá no corpo de quem não toma banho, produzindo uma coceira infernal.

Suportávamos as humilhações com medo de represálias: ser cortado e ir para a rua.

Eram filas para entrar, para pegar alguma roupa no bagageiro, para tomar banho (quando os chuveiros funcionavam) e para jantar.

Não adiantava muito tomar banho, porque éramos obrigados a vestir a mesma roupa, que cheirava mal.

Às 5 da manhã, no auge do sono, as luzes do amplo dormitório eram acesas.

Lavava o rosto, escovava os dentes e ia tomar café.

Ficava observando o movimento de homens sujos e maltrapilhos, que geralmente não falavam coisa com coisa.

Muitos usavam muletas ou bengalas, com a perna ou os braços engessados.

Não era difícil adivinhar o motivo: embriaguez seguida de atropelamento.

Pouco antes das 7 horas estava na rua.

Passava na banca mais próxima para ler as manchetes.

Eu era um maloqueiro bem informado.

Quando ainda estava com sono, pegava um ônibus que fazia um roteiro bem longo.

Não foram poucas as vezes em que acordei com o cobrador gritando: “Ponto final, Terminal Santo Amaro. Queira descer, por favor!”

Descia, subia a escada do terminal e pegava o ônibus de volta.

Graças aos meus cabelos brancos eu não pagava passagem.

Duas horas para ir e duas para voltar: quatro a menos na rua.

Aí tentava almoçar.

Depois voltava para a rua.

Tinha de enfrentar a realidade.

O corpo dolorido.

Andava desconjuntado de tanto sentar em superfícies duras.

Quanta saudade de um sofá.

Sentava em um degrau de uma porta qualquer e ficava pensando na vida, no meu passado.

Com tênis furado, calça larga e camiseta suja, me sentia um espantalho.

Numa tarde fazia muito calor.

Entrei num bar e sentei num banquinho.

Pedi um copo de água da torneira e o funcionário respondeu: “Aqui, meu senhor, água da torneira se toma em pé e do outro lado do balcão”.

Sentia uma vontade louca de tomar um cafezinho.

Andava olhando para o chão na esperança de encontrar dinheiro.

Entrar num albergue é fácil.

Sair é o problema.

 Tem gente há mais de dez anos nessa vida.

Um dia mandei um e-mail (no centro velho da cidade existem alguns lugares em que se pode acessar a internet) desesperado para um jornalista amigo meu.

Ele sempre me ajudava e pedia para que não perdesse a esperança.

Mas eu estava mal, com princípio de pneumonia, cansado e com a autoestima lá embaixo.

Sem forças.

Eu não acreditava em mais nada e pensava até em abreviar a vida.

Ele repassou o e-mail para outros jornalistas, que no final das contas acabaram me socorrendo com algum dinheiro e algumas roupas e pediram para eu sair de lá.

Providenciaram trabalho, ajuda psicológica, e eu me reintegrei à sociedade.

Mas sou uma exceção.

Comigo aconteceu o que chamo de milagre.



(fonte: www.sjsp.org.br)

sábado, 19 de setembro de 2009

Beau Geste

a expressão "Beau Geste" me chegou através de um filme antigo norteamericano que fala sobre aventuras, mas cujo mote é a nobreza de sentimentos e cuja chave do enredo todo, é um gesto bonito, que demonstra caráter, de um dos protagonistas. Via de regra, as pessoas acham que é preciso um enredo de Hollywood para que se produza fenômenos importantes do relacionamento humano. Mas isto é absolutamente errado. Na verdade, podemos exercitar a nobreza de caráter, sem grandes pirotecnias e sem grandes artifícios. Quantas vezes não nos sentimos bem, quase que por nada, ao recebermos um simples sorriso de alguém que sequer conhecemos? Quantas e quantas vezes nos sentimos gratos porque uma pessoa parou para nos dar caminho, gentilmente, numa calçada das ruas violentas da cidade grande? Já aconteceu com algum de vocês, de receber um especial agradecimento por terem feito aquilo que não passa da sua obrigação? Alguém nunca lhe disse palavras amáveis, apenas para que você se sinta bem? Pois é. Nessas esquinas da vida, a gente encontra pessoas que exercitam a nobreza de caráter e que são realmente nobres, com uma visão muito interessante de mundo. Elas não só acham, mas praticam a tese de que o mundo só será um mundo melhor, se você for uma pessoa melhor. "Esses exemplos são de gestos triviais, irrelevantes" diria alguém. Ledo engano. Quando a gente presencia no restaurante aquele senhor poderoso humilhando o garçon, não precisamos de um currículo pormenorizado dessa importante figura, para sabermos como ele realmente é. Os grandes gestos podem ser fruto das circunstâncias. Mas os pequenos não. São mesmo, de dentro de nós, são legítimos, sejam eles bons ou ruins. Assim, toda vez que você dispensar um sorriso a alguém, lembre-se: isso é muito mais importante do que você pensa. Toda vez em que você demonstrar respeito, consideração e até afeição pelo seu semelhante, mesmo que seja um desconhecido, esse bom gesto, esse gesto nobre está demonstrando que valemos a pena como civilização e que o nosso futuro não é tão cinzento como teimam em pintar alguns pessimistas de plantão. ___________________________________________________

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

PEER GYNT (Wilhelm Reich em "A Função do Orgasmo")

(Estou reproduzindo parte de um capítulo do livro de Reich, intitulado Peer Gynt, porque a sua leitura me fez compreender o lado escuro da humanidade que existe dentro de cada um de nós. Somos todos Peer Gynts, tentando nos matar uns aos outros, para que sejamos práticos e objetivos e não soframos com o nosso atávico medo de sermos mais infelizes do que já somos. )
..........

O impacto da psicanálise foi enorme e de grandes consequências.
Foi um soco na face do pensamento convencional.
Você pensa que determina livremente suas próprias ações?
Longe disso: sua ação consciente é apenas uma gota na superfície de um mar de processos inconscientes, do qual você nada pode saber - e sobre o qual, na verdade, tem medo de saber algo.
Você se sente orgulhoso da "individualidade de sua personalidade" e da "abertura de sua mente"? Qual o quê!
Na verdade, você é apenas o brinquedo de seus instintos, que fazem com você tudo o que bem entendem.
Isso, não há dúvida, ofende intensamente sua vaidade!
E você se sentiu depois desiludido quando lhe disseram que era descendente dos macacos e que a Terra na qual se arrasta não é o centro do Universo, tanto quanto se sentira feliz antes em pensar o contrário.
Você ainda crê que a Terra, um entre milhões de planetas, é o único que permite a vida.
Em suma, você é regulado por processos que não pode controlar, que não conhece, que teme e que interpreta errôneamente.

Há uma realidade psíquica que se estende muito além de sua mente consciente.
Seu inconsciente é como a "coisa em si", de Kant. Em si mesmo não pode ser agarrado; revela-se a você apenas através de suas manifestações.

O Peer Gynt de Ibsen sente isso:

"Para trás, ou para a frente, é igualmente longe. Fora ou dentro, o caminho é igualmente estreito. É ali! - e ali! - e tudo ao meu redor! Penso que saí, e estou de volta, bem no meio. Qual é o seu nome? Deixe-me vê-lo! Diga o que você é!"

É o "grande Boyg". Li muitas vezes o Peer Gynt.

Li muitas interpretações, também. Somente a de Brandes, o grande sábio nórdico, tocou meus próprios sentimentos em relação ao drama de Ibsen.

A rejeição emocional da teoria do inconsciente de Freud não pode ser totalmente explicada sobre a base do medo tradicional às idéias novas e grandes.
O homem tem de existir, material e psiquicamente; tem de existir em uma sociedade que segue um modelo prescrito e tem de defender-se.
A vida diária o exige.
Uma divergência do que é conhecido, do que é familiar, um desvio do caminho muitas vezes trilhado, pode significar a confusão total, a ruína.
O medo do homem do que é incerto, do insondável, do cósmico justifica-se, ou ao menos se compreende.
Aquele que se afasta do caminho comum se torna facilmente um Peer Gynt, um visionário, um doente mental.

Parecia que Peer Gynt queria revelar um profundo segredo, não sendo, entretanto, muito capaz de fazê-lo.

É a história de um jovem que, embora insuficientemente aparelhado, se liberou das fileiras cerradas da turba humana.
Não é compreendido.
As pessoas riem dele quando está fraco; tentam destruí-lo quando está forte.
Se não consegue compreender a infinitude que atinge seus pensamentos e ações, é condenado a desencadear sua própria ruína.
Tudo se agitou e rodopiou em mim, quando li e entendi Peer Gynt e quando encontrei e compreendi Freud.

Eu era ostensivamente semelhante a Peer Gynt.

Senti que seu destino era a consequência mais provável, quando alguém se aventurava a libertar-se das fileiras cerradas de uma ciência autorizada e do pensamento tradicional.

Se a teoria do inconsciente de Freud era correta - e eu não tinha dúvidas de que fosse - então a infinitude psíquica interior tinha sido entendida.

O homem se tornara uma pequena mancha no fluxo de suas próprias experiências.
Senti tudo isso de uma forma nebulosa - mas não "científicamente".
Encarada do ângulo da vida sem couraça, a teoria científica é um ponto de apoio no caos dos fenômenos vivos.
Serve, por isso, ao objetivo de uma proteção psíquica.
Não há muito perigo de que seja tragado por esse caos, quando se classificaram nitidamente, se catalogaram, se descreveram - e por isso se pensa haver compreendido - esses fenômenos.
Dessa maneira, é até mesmo possível dominar certa porção desse caos.
Isso me trazia um consolo muito pequeno.
Com vistas às infinitas possibilidades da vida, tem sido minha preocupação constante nos últimos vinte anos limitar o alcance de minhas investigações científicas.

No fundo de cada item pormenorizado de meu trabalho havia o sentimento de ser apenas um ponto infinitesimal no Universo.
Para quem voa a uma altitude de mil metros, quão miseravelmente parecem os carros que se arrastam lá embaixo!

(...) Foram estas observações e sugestões que me levaram a ler muitas vezes Peer Gynt.

Através de Peer Gynt, um grande poeta deu voz às suas percepções do mundo e da vida.
Em 1920, estudei o drama e tudo quanto fora escrito a respeito dele.
Vi a representação teatral no Burgtheater de Viena e mais tarde em Berlim.
Em 1936, vi uma interpretação da peça pelo Teatro Nacional de Oslo, com maurstad como Peer Gynt.
Foi ai que entendi o meu interesse pelo significado da peça.

Ibsen havia dramatizado a miséria do sujeito não convencional.

De início, Peer Gynt tem umas idéias fantásticas e se sente forte.
Está fora de sintonia com a vida cotidiana: é um sonhador, um ocioso.
Os outros vão diligentemente à escola ou ao trabalho e riem do sonhador.
Bem no fundo, eles todos são também Peer Gynts.
Peer Gynt sente o pulso da vida, que arremete impetuosamente.
A vida de todo dia é estreita e exige um método rígido.
De um lado, se encontra a imaginação de Peer Gynt; de outro, a Realpolitik.
Temendo o infinito, o homem prático se tranca em um pedacinho da terra e procura segurança para sua vida. É um problema simples a que ele, como cientista, dedica a sua vida inteira.
É um comércio modesto de que se ocupa como sapateiro.
Ele não deve pensar a respeito da vida: vai ao escritório, ao campo, à fábrica; visita os pacientes, vai à escola. Cumpre seu dever e tem a sua paz.
Matou há muito tempo o Peer Gynt que havia nele.
Pensar é muito cansativo e perigoso.
Os Peer Gynts são uma ameaça à sua paz de espírito.
Seria muito tentador parecer-se com eles.

(...) Per Gynt está explodindo de energia e de alegria sensual.
Os outros se identificam com os sentimentos do filhote de elefante da história de Kipling.
Fugiu da mãe, chegou ao rio e fez cócegas no crocodilo. Era tão curioso e cheio de vida!
O crocodilo agarrou-o pelo nariz - ainda muito curto nesse tempo em que os elefantes não tinham longas trombas. (segue em breve)

sábado, 12 de setembro de 2009

Ética

Meu padrasto ganhava muito mal e não conseguia pagar o meu material escolar. Naquele tempo, o governo não dava material, apenas oferecia a escola pública, mais nada. Com jeitinho, consegui um trabalho, apesar de ter apenas 14 anos. "Encarregado do Mimeógrafo" da escola. Uma responsabilidade e tanto.

Tinha que datilografar
as matrizes e rodar todas as provas do colégio. Mas o que eu ganhava dava para pagar o meu material e...boa! Como o trabalho era de estrita confiança e sigiloso ao máximo, o equipamento ficava dentro da sala dos professores e só eu, dentre os alunos, tinha acesso a ele. Um dia, estava eu rodando uma prova de uma classe, quando uma professora, que corrigia provas na mesa ao lado, começou a rir da resposta de um aluno e mostrou a outra professora. Na minha curiosidade mórbida e aproveitando a intimidade do momento, arrisquei a perguntar o que o aluno tinha dito de tão gozado. A professora, gentilmente, dobrou para trás o cabeçalho da prova e me mostrou. De fato, era uma resposta extremamente espirituosa. Arrisquei ir além e perguntei quem era o aluno e ela logo respondeu: "-Não posso mostrar." "-Por quê?" perguntei eu. E ela, do alto de sua autoridade de professora, esclareceu: "-Não posso contar por uma questão de Ética." é claro que eu não sabia o que é isso. E a explicação da professora não foi nada convincente. Fingi estar satisfeito e encerrou-se aí o episódio.
A minha cidadezinha tinha pouco mais de 30 mil habitantes e um comércio bastante fraco. Mas tinha uma livraria excepcionalmente grande para as medidas locais. Eu tinha umas economias e fui até a livraria. Comprei um livro gigantesco, com quase mil paginas, chamado "Ética" de um tal de Aristóteles. Levei para casa e, com o dicionário do lado e uma enorme dificuldade, porque a cada quatro palavras uma eu não conhecia o significado, comecei a ler. Foi terrível. Chato, estremamente chato. Li umas cinquenta e poucas páginas e continuei boiando com essa palavra Ética.
Voltei à livraria e perguntei se não havia nada mais recente sobre Ética, porque o grego estava me enlouquecendo, esse tal de Aristóteles. Encontrei então um título "Ética" escrito por um filósofo contemporâne
o chamado Adolfo Sanchez Vazquez, um mexicano muito arretado da gota serena. Com o que me restava de grana, comprei esse livro também e voltei para casa, me divertir com o desconhecido.
Afinal, conseguira conceituar a tal da Ética. Satisfeito, encerrei o assunto e passei a me considerar um conhecedor da Ética. Bonito, mas nada prático, como vamos logo perceber. Esqueci o assunto e toquei a bola pra frente, cuidando (ou não) da minha vidinha de moleque travesso.
Ao completar 18 anos, meu perfil era outro. Precisava porque precisava trabalhar e o máximo que tinha conseguido, era trabalhar pessimamente remunerado na emissora de rádio local, isso depois de um longo período trabalhando de graça. Desde os 16 anos escrevia para jornais locais, todos semanários e sem remuneração. Precisava virar gente, diziam meus pais. trabalhar num emprego decente. e eis que chega a grande oportunidade. Um concurso para oficial de justiça. Me inscrevi esperançoso.
Diziam que havia um psicológico embutido na prova. Eram 2 vagas e 400 candidatos. A redação valia quase metade da pontuação total e ofereceram 3 temas: A Amizade, O Brasil e a Revolução de 1964 e O Homem e o Mundo Moderno. Avaliei que, se houvesse realmente um exame psicológico embutido na prosa, a amizade nem pensar e tema político também não - escolhi o último tema. Acabara de ler Alvin Toffler, "O Choque do Futuro" e "A terceira Onda" e tinha lido "A Aldeia Global" de Marshall McLughan, além de "A Técnica eo Desafio do Século" de Jacques Ellul. Estava afiadíssimo para a redação, como podem notar.
Na prova, uma das perguntas era se determinado comportamento do oficial de justiça poderia ir contra a Ética. Eu escrevi no lugar da resposta que a pergunta havia sido formulada "errôneamente".
Meses depois da prova, o juiz de direto me chamou em seu gabinete. Havia um comentário na cidade de que eu teria decorado o texto da redação, uma vez que naquela cidadezinha, um jovem de 18 anos não poderia, simplesmente, saber tudo aquilo. E para piorar, o cara que tirou o primeiro lugar na prova fizera uma redação de 12 linhas sobre a amizade. Ele me disse: "-Você pretendeu anular uma questão da prova e foi uma grande bobagem. Se vc não tivesse tentado isso, teria passsado, mas pegou terceiro lugar e, como sabe, são só duas vagas. Mas, eu te chamei aqui só para matar uma curiosidade. Por que vc entendeu que a pergunta estava formulada de maneira errada?
Bem, disse eu - qual o conceito de Ética do senhor? Ele respondeu, enérgi
co: Quem pergunta aqui sou eu. Qual é o SEU conceito de Ética? Eu respondi: Bem, a Ética, no meu conceito, é uma doutrina filosófica, que tem por objeto a moral no tempo e no espaço. Como doutrina filosófica, ela só pode ser especulativa, jamais normativa, a não ser quanto ao método de estudo. O que é normativo com relação ao comportamento é a Moral. A Ética aponta, investiga, analisa, compara o comportamento humano em várias regiões do globo e em várias épocas, para poder entender melhor o que é certo e errado, pelo menos aqui, pelo menos agora.
O juiz então, perguntou de onde eu tirara aquilo e dei a bibliografia, ressaltando que não consguir
a adentrar a ética de aristóteles por ser muito chata.
Então o juiz explicou: "- Olha, essa prova foi elaborada por mim, por um professor de direito da faculdade local e por um juiz de direito de outra comarca. Se você insistir
nessa sua tese, você tem chance de ganhar, com prejuízo moral para os três. E, se você ganhar, não será, obvimente, bem vindo aqui.

(pano rápido)

sábado, 27 de junho de 2009

Marketing Pessoal



Brinco no link "Quem sou eu" substituindo pela frase"Não fui eu!" e lamento meu lapso de linguagem, onde me revelo algo que não sou nem quero ser: "vigarista", porque isso atrapalha totalmente a propaganda própria que poderia fazer por aqui. Brincadeira à parte, é muito séria essa história de Marketing Pessoal, senão vejamos:


Dizem que um dos maiores vendedores da história recente do mundo, foi um sujeito que sabia despertar nas pessoas a vontade de comprar. Exemplo disso, foi um livro que ele arrematou em grande quantidade, depois de encalhar nas livrarias. Envolveu cada exemplar numa fita que lacrava o conteúdo, escrevendo nela: "Só para Homens". Segundo consta, as mulheres, então - e só então - compraram tudo. Era um livro de poesias escritas por mulheres.

As pessoas que sabem vender as coisas, são ótimas, têm o meu respeito. Tentei uma vez ser vendedor e foi terrível, ia vender e acabava comprando. Mas as pessoas que me enlevam e me envolvem de fato, são as que sabem SE vender. Conheço uma pessoa que é vagabunda, mal educada, inculta e a bem da verdade, muito mal preparado para ser um profissional. Só que sabe se vender como ninguém. Com jeitinho, põe os outros a trabalhar para ele. Quando apresenta o trabalho ao chefe, a frase é sempre parecida com esta: "- Olha o que eu fiz!".

Tive um gerente comercial uma vez, que era um circo. Não, palhaço não, era um circo inteiro mesmo. Fazia a gente morrer de rir. Ele subia para a Diretoria normalmente, com um calhamaço de pastas nos braços, conversando normal. Quando abria a porta da sala do Diretor, começava a arfar, tirava o lenço do bolso e passava na testa e dizia: "-Ufa, nossa, que luta para manter esse faturamento em alta, meu líder!" Mentira, luta nenhuma, mas para o Diretor, esse era o cara.

Um dos sujeitos mais humildes que eu conheci na minha vida e que devia ser péssimo no Marketing pessoal, foi o Editor Executivo do Jornal Nacional, o saudoso Odejaime Hollanda, meu colega de papos-furados no café da redação da Globo, quando fui lá cobrir férias no RJTV como editor de texto e que me deu um baita susto quando se revelou como o "chefão" numa emergência com uma matéria que editei no sufoco para o Jornal Nacional, já com o primeiro bloco no ar. Era a pessoa mais despojada e simples de todo o pessoal da redação e o que mandava em tudo sem fazer nenhuma questão de se apresentar.

Confesso que também transito mal nessa de me fazer valorizar. Eu jamais abriria uma loja chamada MacDonalds com uns lanchinhos muito ruins e uns preços caríssimos. E é verdade quando digo que sinto uma ponta de inveja de quem consegue valorizar tudo, até o próprio "pum", quando deixa de sê-lo, para se transformar em "alívio íntimo de necessidade relevante". A eliminação de postos de trabalho fazendo o próprio freguês trabalhar e pagar por isso tem o nome empolado de "self-Service" e tem sucesso garantido em qualquer parte deste país. Da mesma forma, tem uns picaretas que se vendem como sendo verdadeiras obras-pimas da Humanidade e que na verdade, são grandiosos sim, mas grandiosos estelionatários da credulidade alheia, como os alfaiates do Rei vaidoso da fábula.
Enfim, saber se vender é uma arte que poucos dominam.








coisas do brasil




-----------------------------------------------------------------------------

domingo, 21 de junho de 2009

Lendas e Fábulas da Internet

Um açougueiro estava em sua loja e ficou surpreso quando um cachorro entrou. Ele espantou o cachorro, mas logo o cãozinho voltou. Novamente ele tentou espantá-lo, foi quando viu que o animal trazia umbilhete na boca. Ele pegou o bilhete e leu: - 'Pode me mandar 12 salsichas e uma perna de carneiro, por favor. Assinado:'
Ele olhou e viu que dentro da boca do cachorro havia uma nota de 50 Reais. Então ele pegou o dinheiro, separou as salsichas e a perna de carneiro,colocou numa embalagem plástica, junto com o troco, e pôs na boca do cachorro. O açougueiro ficou impressionado e como já era mesmo hora de fechar o açougue, ele decidiu seguir o animal.O cachorro desceu a rua, quando chegou ao cruzamento deixou a bolsa no chão, pulou e apertou o botão para fechar o sinal. Esperou pacientemente com o saco na boca até que o sinal fechasse e ele pudesse atravessar a rua.O açougueiro e o cão foram caminhando pela rua, até que o cão parou em uma casa e pôs as compras na calçada. Então, voltou um pouco, correu e se atirou contra a porta. Tornou a fazer isso.Ninguém respondeu na casa.
Então, o cachorro circundou a casa, pulou um muro baixo, foi até a janela e começou a bater com a cabeça no vidro várias vezes.
Depois disso, caminhou de volta para a porta, e foi quando alguém abriu a porta e começou a bater no cachorro.
O açougueiro correu até esta pessoa e o impediu, dizendo:
-'Por Deus do céu,o que você está fazendo? O seu cão é um gênio!'A pessoa respondeu: 'Um gênio? Esta já é a segunda vez esta semana que este estúpido ESQUECE a chave!!!'







Moral da História
:

' Você pode continuar excedendo às expectativas, mas para os olhos de alguns (seu chefe), você estará sempre abaixo do esperado.'
Qualquer um pode suportar a adversidade, mas se quiser testar o caráter de alguém, dê-lhe o poder. Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se:
Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic.
Quem conhece os outros é inteligente. Quem conhece a si mesmo é iluminado. Quem vence os outros é forte. Quem vence a si mesmo é invencível.






COISAS DO BRASIL: