Aprendendo com os amigos eh um titulo muito adequado para este texto. Afinal, quem mais nos poderia ensinar coisas importantes da vida, senao os amigos? Com alguns amigos eu aprendi que a solidariedade eh algo bastante importante para consolidar uma amizade. Com outros, que eh importante - apesar de alguns a gente ficar longe por muito tempo - guardar a amizade no coracao. Tambem foram eles que me ensinaram que aos amigos, oferecemos nossa tolerancia, nossa compreensao, nossa compaixao, com mais enfase do que para outras pessoas. Alguns amigos me deram belissimas oportunidades de saber o quanto vale uma boa amizade, quando vc esta no chao. E tem tambem, aqueles amigos que nos ensinam, aos poucos mas permanentemente, a gostar a cada vez mais deles. Para contrapeso dessa qualidade toda, tem tambem os amigos que nos ajudam de outra forma. Eles cuidam de deixar claro que nao devemos, digamos...gostar deles. Eles vao abrindo, devagar e sempre, a clareza de que nao sao realmente, tao amigos assim como imaginamos e, por suas atitudes e gestos, nos demonstram claramente a que vieram. E na primeira oportunidade, despejam por sobre nos uma certa dose de rancor, de magoa, de sentimentos que, por mais imotivados e injustos que sejam, sao comprovadores de que o que existiu e existe, nao tem nada a ver com aquilo que cremos ser uma boa amizade. Mas de qualquer forma, essa segunda categoria de amigos nos clareia o espirito e nos dah a devida razao para, num dia desses qualquer, tomar a decisao de rescindir esse acordo tacito de bem querer e reconhecer diplomaticamente que a pessoa deve ser bem tratada, receber cordialidade, todo o respeito do mundo, mas por deixar oficialmente de ser amiga - nenhuma confianca.
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domingo, 15 de abril de 2012
sábado, 21 de maio de 2011
O amigo do meu amigo...
No colégio, aprendi matemática Moderna, de Oswaldo Sangiorgi.
A minha professora, ou era mesmo terrívelmente fria, ou escondia muitíssimo bem as emoções.
Se o aluno dissesse que a amava, não movia nenhum músculo da face e a mesma coisa valia para quando algum aluno mais destemperado dissesse que a odiava.
Era uma autoridade na matéria, mas não tinha muita didática e desse jeito, nem poderia ter.
Foi ela quem, gentilmente, me conduziu nos primeiros passos para detestar Matemática. Entretanto, ficou aquela história do be-a-bá dos números relativos:
"O amigo do meu amigo é meu amigo e o inimigo do meu inimigo é meu amigo e o amigo de meu inimigo é meu inimigo".
Uma falácia, um sofisma só que desta vez, utilizado para o bem, ou seja, para a compreensão dos alunos, do que vem a ser o sistema de números relativos.
Na vida real, o arqui-inimigo do meu amigo pode ser meu melhor amigo e aí, a lógica dos números relativos revela a sua verdadeira cara feia de falsidade, para a minha saia-justa de explicar para os dois que sou uma espécie de "suíça", um campo neutro no meio deles.
Aliás, conviver assim, com os contrários, é uma arte.
É também um exercício de equidade e isenção, uma vez que não podemos puxar a sardinha para lado nenhum, sob pena de provocar um embroglio bastante desagradável e difícil de desfazer.
Os mais descolados e corajosos ousam até emitir opinião:
"- Acho que o Everaldo José tá errado, mas ele é um cabeça de prego que não escuta ninguém!"
Mas aí, pode haver mesmo uma saia justa com o Everaldo José a qualquer momento, porque muito embora ele possa receber com um sorriso essa afirmação, no fundo, no fundo , ele pode esperar ardentemente uma oportunidade de dizer algo também desairoso sobre você.
A convivência é muito especial e é a base de nossa sobrevivência como seres sociais por excelência.
A minha professora, ou era mesmo terrívelmente fria, ou escondia muitíssimo bem as emoções.
Se o aluno dissesse que a amava, não movia nenhum músculo da face e a mesma coisa valia para quando algum aluno mais destemperado dissesse que a odiava.
Era uma autoridade na matéria, mas não tinha muita didática e desse jeito, nem poderia ter.
Foi ela quem, gentilmente, me conduziu nos primeiros passos para detestar Matemática. Entretanto, ficou aquela história do be-a-bá dos números relativos:
"O amigo do meu amigo é meu amigo e o inimigo do meu inimigo é meu amigo e o amigo de meu inimigo é meu inimigo".
Uma falácia, um sofisma só que desta vez, utilizado para o bem, ou seja, para a compreensão dos alunos, do que vem a ser o sistema de números relativos.
Na vida real, o arqui-inimigo do meu amigo pode ser meu melhor amigo e aí, a lógica dos números relativos revela a sua verdadeira cara feia de falsidade, para a minha saia-justa de explicar para os dois que sou uma espécie de "suíça", um campo neutro no meio deles.
Aliás, conviver assim, com os contrários, é uma arte.
É também um exercício de equidade e isenção, uma vez que não podemos puxar a sardinha para lado nenhum, sob pena de provocar um embroglio bastante desagradável e difícil de desfazer.
Os mais descolados e corajosos ousam até emitir opinião:
"- Acho que o Everaldo José tá errado, mas ele é um cabeça de prego que não escuta ninguém!"
Mas aí, pode haver mesmo uma saia justa com o Everaldo José a qualquer momento, porque muito embora ele possa receber com um sorriso essa afirmação, no fundo, no fundo , ele pode esperar ardentemente uma oportunidade de dizer algo também desairoso sobre você.
A convivência é muito especial e é a base de nossa sobrevivência como seres sociais por excelência.
E você, tem se dado bem nesse contexto?
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sábado, 5 de março de 2011
Amizade
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domingo, 13 de maio de 2007
Frase

"Amigo: alguém que sabe de tudo a teu respeito e gosta de ti assim mesmo." (Elbert Hubbard)
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