domingo, 27 de março de 2011

No ano passado participei de mais de 30 audiências públicas em SP e o que mais apareceu, foi louco de palestra. Sei bem o que é isso. Sensibilizado por essa minha experiência, coloco aqui um link para o excelente artigo de Vanessa Barbara. Vale a pena ler. Clique aqui.

sábado, 26 de março de 2011

Nonsense Metropolitano


O Gilberto Kassab, como todo prefeito, tem uma vocação muito grande para ser culpado e a tem exercitado soberbamente nos últimos tempos.

É certo que um maior cuidado nos serviços de zeladoria da cidade pode contribuir para minimizar o problema das enchentes, mas jamais poderá resolver.

O buraco é mais embaixo.

Ocorre que a cidade foi erigida por sobre colinas e vales.

Os fundos de vales são excelentes bases para construção de importantes avenidas de grande fluxo de veículos.

Portanto, nada mais justo do que pretender fincar o seu comércio ou a sua casinha, ali também.

Aliás, a valorização ali obviamente será maior, na medida em que a cidade cresce e se desenvolve.

Mas há o lado sombrio disso tudo que nem a imprensa, nem os especialistas, nem ninguém ousa tocar de maneira ostensiva.

É que a cidade está totalmente impermeabilizada e não há nenhuma tecnologia neste mundo que seja viável para resolver isso através de galerias pluviais, cujas dimensões e custos atropelariam qualquer orçamento público.

E aqui, entra um componente sutil disso tudo, chamado 'problema cultural'.

Os dois maiores protagonistas no combate a enchentes em nossa metrópole se chamam "terra" e "vegetação."

Só que no imaginário da população, terra e vegetação se caracterizam em uma só palavra: sujeira.

E para evitar a sujeira da rua de terra, asfalto.

Para evitar a sujeira do quintal de terra, cimento.

Para evitar a sujeira das folhas secas, corte ou remoção de árvores.

Para evitar a sujeira da frente da casa, elimina-se o jardim e pastilha-se todo o solo.

Já foi dito que os extremos se tocam.

Essa estupidez coletiva só poderia desaguar na mais perfeita e total impermeabilização do solo urbano.

Os fundos de vale jamais deveriam ser ocupados massivamente, principalmente com essa cultura impermeabilizante de grave eficiência e longo alcance, dado que o fundo de vale, pela natural lei da gravidade, é por onde a água da chuva irá escoar inexoravelmente.

E se houver alguma obstrução, por lixo por exemplo, que é muito comum, inunda tudo, mesmo porque o sistema de drenagem de per si já é insuficiente para toda a carga e ainda mais com a ajuda dos porcos de plantão, que jogam lixo por todo lado.

Absolutamente todas as emissoras de TV fecham o foco de suas cameras nos locais alagados, reclamando providências das autoridades e afirmando que "São Paulo está debaixo dágua" o que nunca é verdade.

Toda vez que chove, há realmente problemas de trânsito porque as principais avenidas ficam nesses tais fundos de vale .

Entretanto, a maior parte da cidade leva vida normal.

Por vezes, dado o gigantismo da cidade, chove muito na zona norte e as demais zonas estão secas. Mas o filé das TVs são os pontos de alagamento, obviamente em locais baixos e geralmente ao lado de cursos dágua, canais ou similares, impossíveis de não alagar por menor que seja a chuva. Não se resolverá o problema secular de enchentes em São Paulo, sem uma 'evangelização' da população quanto à necessidade de se desnudar a terra, abrir espaço para vegetação, não ocupar fundo de vale e fazer tudo ao contrário do que se faz e se acredita ser o certo hoje em dia.



Em tempo, quando alguém se espanta com os problemas crônicos de trânsito na capital, eu logo vou perguntando: "- O que vc quer? Coloca-se 7 milhões de idiotas motorizados nas ruas ao mesmo tempo em um raio de 40 km e quer que isso dê certo?"

É impressionante a falta de compreensão do cidadão, quando ele sai de casa de carro em São Paulo e acredita sinceramente que não terá problema algum nem na ida, nem na volta e fica extremamente enfurecido se acontece alguma coisa. Por inteligente, culta e formada que seja essa pessoa, no quesito 'habilidade para viver o mundo metropolitano' demonstra cérebro de galinha. Que me desculpem as penosas.

terça-feira, 22 de março de 2011

Gurdjieff

Pedro Rico


Hoje de manhã, ao mastigar um enroladinho de presunto e queijo na padaria perto de casa, não pude deixar de ver na TV da padaria, o Pedro Bial conversando com os "astros" do BBB. Ele falava com a Maria. E perguntou se o livro que ela estava lendo realmente conseguia fazer com que ela conquistasse os homens de acordo com a promessa do título. E ela respondeu que estava aprendendo a conquistar os homens, ao que o Bial observou sábiamente: "-É um bom começo." Conheci pessoalmente o Bial no Rio, no começo da década de 80. Fui passar minhas férias no Jardim Botânico, mais precisamente no Jornalismo da Globo. Peguntaram o que eu queria fazer além de ver o JN do estúdio. Respondi que queria sair com Pedro Bial em uma reportagem. Fui. Ele foi entrevistar, nos estúdios da Globo, o Jorge Fernando, na época diretor de de Guerra dos Sexos, explodindo de sucesso Brasil afora. Bial era um jovem inteligentíssimo, muito culto, bastante informado, respeitadíssimo nas redações do Rio. Praticamente um ídolo para mim. Quando vi ele noticiando a queda do muro de Berlim, fiquei extasiado. Hoje, ao ver o bom e velho Pedro Bial apresentando o BBB, fico meio encabulado. O dinheiro abundante e solto falou mais alto. Garante sua aposentadoria, é certo. Mas aquela aura de intelectual, cinéfilo, pensante, jornalista dos bons, cadê? O dinheiro está encobrindo. Teremos em breve, se já não temos - um milionário. Um pobre milionário.

Sequência de Fibonacci

domingo, 20 de março de 2011

Gérson, O Brasileiro.


Tá reclamando de quê?


" Tá" Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Collor? do Renan? do Palocci? do Delubio? da Roseanne Sarney? dos políticos distritais de Brasilia? do Jucá? dos mais 300 picaretas do Congresso?


E você?


Brasileiro Reclama De Quê?


O Brasileiro:

1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas. 2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas. 3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração. 4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, dentadura.

5. - Fala no celular enquanto dirige. 6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento. 7. - Para em filas duplas, triplas em frente às escolas. 8. - Viola a lei do silêncio. 9. - Dirige após consumir bebida alcoólica. 10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas. 11. - Espalha mesas e churrasqueira nas calçadas. 12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho. 13. - Faz "gato" de luz, de água e de tv a cabo. 14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.

15. - Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto. 16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas. 17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20. 18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.

19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.

20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado. 21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata. 22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.

23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.

24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.

25. - Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.

26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.

27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.

28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.

29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.

30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.









E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza-se com a farra das passagens aéreas...


Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal? E é a mais pura verdade, isso que é o pior!


Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!


Vamos dar o bom exemplo!


Espalhe essa idéia!



"Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos..."

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Amigos!

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A mudança deve começar dentro de nós, nossas casas, nossos valores, nossas atitudes!

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(autor desconhecido. Recebido via e-mail de Leoni Soares)

Olha a China aí, Obamaaaaaa!!!


Se você for a um restaurante com a família e ao pagar uma conta de R$ 99,00 com duas notas de R$ 50,00, vc exigiria o troco ou não faria questão, deixando R$ 1,00 de "caixinha" para o garçom? Pois é. A maioria das pessoas não faz questão desse 'um por cento' não é verdade? Fiquei boquiaberto ao saber que um por cento é tudo o que o Brasil consegue "abocanhar" do bolo do comércio mundial. Mudando de papaganz, a vinda do presidente norteamericano ao Brasil tem como um dos motivos, o fato de os EUA terem sido superados pela China na parceria comercial. Para lembrar como a China tem sido agressiva na sua estratégia de conquista de mercado, dias atrás vi um anúncio num site de um produto eletrônico com preço bem abaixo do que encontrara no mercado. Infelizmente, era uma venda direta da China e para piorar a desconfiança, o frete era via aérea e... de graça. Levantei um dia meio encapetado, querendo encontrar confusão. Entrei no tal do site, fiz a compra do tal produto, emiti, imprimi e paguei um boleto e sentei, esperando a óbvia decepção. Acabo de receber o produto, íntegro, funcionando, na caixa, 20 dias depois do pagamento. De duas uma: ou dei uma tremenda sorte, ou o presidente Obama sabe, realmente, qual é a da China e por isso correu para iniciar um trabalho de resgate da liderança em parcerias que está perdendo, inclusive a do Brasil.

sábado, 12 de março de 2011

O dia em que a cidade parou


Trabalhar numa grande rede de televisão é um privilégio de poucos e, de maneira geral, motivo de honra e orgulho, dado que as pessoas comuns costumam admirar e respeitar tais profissionais.

No subconsciente de todo estudante de jornalismo, mora o sonho de, um dia, trabalhar numa grande rede. E se, depois de formado um dia isso acontece, é motivo de comemoração com familiares, amigos, etc.

A coisa fica mais intensa, quando essa grande rede resolve abrir uma emissora regional. Aí, a coisa chega à beira do delírio.

Toda essa pompa e circunstância mexe com a personalidade de alguns, que passam a não mais ter um comportamento normal, não cumprimentam mais qualquer um, só conversam com quem acham importante no trabalho e por aí vai.

Essa chegada aos 'píncaros da glória' e esses efeitos colaterais no comportamento da tropa, acabam por gerar situações cuja comicidade supera a tragédia também presente.

Esse espírito acende o estopim de um impasse, quando chega à chefia de reportagem, à produção e, principalmente, ao setor de rádio-escuta, que é a ponte entre as fontes oficiais e a emissora.

Quando ocorre um fato relevante que envolva a necessidade da presença do Corpo de Bombeiros, a central dos homens do fogo toma todas as providências regulamentares e, em seguida, alguém liga para a imprensa, informando o ocorrido, quase sempre em tempo de uma cobertura imediata de um incêndio, por exemplo.
Na verdade, o procedimento correto é o pessoal de rádio escuta ligar o tempo todo, fazendo uma varredura nas fontes, para tentar 'pescar' uma notícia. No intervalo dessa varredura, as fontes costumam também ligar.

Ninguém me contou: presenciei esses acontecimentos, eu estava lá e assisti a tudo.

Vou pinçar um só exemplo da estupidez que acomete, de vez em quando, certas redações de televisões regionais:

Num plantão, eu dava bobeira na redação - estava de folga mas fui até la - o rádio escuta conversava com a mulher ao telefone. O chefe de reportagem simplesmente namorava uma repórter que estava em casa de folga, também por telefone.

Claro que sobrou para mim antender uma ligação. Era do corpo de bombeiros: um grave acontecimento na região. Não consegui interromper nenhum dos dois plantonistas.

Senti o bombeiro bastante desconfortável em ter que esperar. Mas esperou.


Quando o rapaz da rádio escuta afinal atendeu o bombeiro, perguntou onde era o ocorrido e anotou, dizendo logo em seguida: "-A gente já sabia!" claro que era mentira, sabia nada. E desligou o telefone com força, sem agradecer.

Esse fato me deixou preocupado, mas não a direção de jornalismo, encastelada no seu "aquário" apartado da redação e ainda assim nunca aos finais de semana ou feriados.

Um belo dia, descobriu-se que o jornalismo sofrera uma gigantesca "barriga". As rádios e os jornais foram avisados de um fato, mas a TV não. Acendeu-se um alerta geral na redação.

Apesar da orelha em pé, os fatos foram se sucedendo, com a TV alheia a tudo. Um amigo de um jornal passou a avisar quando havia um fato relevante, mas a polícia civil, a polícia militar, os bombeiros e uma boa parte da cidade que provia como fonte a TV com informações, calou-se.

Pior: o problema acontecendo, todos de rádio e jornal avisando a TV que estava acontecendo e a escuta, ao checar recebia sempre a mesma resposta: "Não há nenhum fato relevante, está tudo normal."

É óbvio que, cansadas de serem destratadas pelo pessoal do jornalismo, as fontes se conversaram e resolveram colocar a emissora fora do rol de redações para as quais todos ligavam quando acontecia alguma coisa.

Algum velho jornalista já disse e é verdade: jornalismo sem fonte, não é jornalismo.

Resultado: o diretor de jornalismo precisou, com o diretor geral da emissora a tiracolo, visitar todas as instituições da cidade que serviam de fonte à redação, pedir desculpas pelo mau tratamento que motivou esse lockout geral e pedir encarecidamente que o relacionamento fosse reatado.

Por incrível que pareça, isso aconteceu numa emissora regional de uma cidade média do interior de São Paulo e anos mais tarde, em outra, ocasiões e locais diferentes, mas motivos idênticos: a arrogância e desrespeito com que as supostas 'vestais' do jornalismo tratavam as suas fontes, motivando uma conspiração para provocar a volta da humildade à redação da TV.

Voltou.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Nhapecan

Em São José do Rio Preto, no começo da década de 90, fui morar do lado do aeroporto. E presenciava o trabalho de um bando de maníacos por voar, arrastando prá lá e pra cá os seus equipamentos sem motor. Caí na besteira de entrar no meio deles. Fui inoculado pelo vírus e passei a adorar voar de planador. Controlar o bicho que tem planeio maior do que o reboque e mante-lo abaixo, para que não provoque o pilonamento da aeronave de tração é algo fantástico. Depois que chega aos 600m, desliga-se a corda e fica-se apenas ouvindo o sibilar do vento, com aquela preocupação em encontrar logo aquela super-série de térmicas que poderá te levar a 2, 3 mil metros. Sabíamos que poderia curvar para subir, assim que uma térmica apertasse a nossa bunda no assento da máquina. Simples demais. Meu record foi 5 horas no ar e meu mais pífio desempenho foi 15 minutos para baixar de 600 para o nível da pista, num dia meio esquisito e sem térmicas. O equipamento era o Nhapecan biplace (2 lugares), com 400 kg de peso e um angulo de planeio de 30:1 - ou seja, a cada metro que desce, avança 30. Era uma delícia depois de ficar sob nuvens - jamais se deve entrar nelas com planador - fazer a volta de pista, pegar a perna do vento, aproximar da cabeceira com o freio aerodinâmico aberto, glissar um bocadito, nivelar o bicho a 1 metro do chão, fechar o freio aerodinâmico, botar o manche delicadamente para a frente e fazer o bicho enfrentar o floating e tocar com a roda no asfalto. Naquela época em Rio Preto, por ter que desocupar logo a pista em função dos aviões comerciais cujos pilotos infernizavam a vida das torres por causa dos planadores, todo mundo emagrecia um bocado com o esforço de empurrar, já que nem sempre tinha um veículo para rebocar na pista os Nhapecan.




















Nunca mais voei. Soube que em Jundiaí tem um pessoal que pratica volovelismo. Mas ando meio sem disposição para ir até lá.

Costumo ironizar meus problemas, mas esta profissional é insuperável:

clique na imagem para ampliar



Vida Louca

Meu pai foi na mosca, quando me visitou. Prevendo minha recusa em vir a Campinas ajudá-lo num trabalho de dois meses que tinha que realizar, na mesa do almoço tirou do bolso um pacote de dinheiro que eu nem mais me lembrava quando tinha visto um igual. Duro e endividado, apesar de trabalhar na Rádio Clube de Pouso Alegre no sul de Minas e ser dono do Serviço de Som da Rodoviária, não tive alternativa. Na época, (1978) a cidade tinha pouco mais de 60 mil habitantes e eu, muitos problemas. Claro que aceitei. Pedi para um amigo "gerenciar" o som e consegui uma licença não remunerada na rádio. Em Campinas, fui morar numa pensão no Guanabara. Era de um casal, Dona Paula e Seu Romeu. Num dos primeiros dias, fiquei um tempo sentado na sala vendo TV. No outro sofá, um homem de seus 30 anos, cabelo cortado à militar, prestava uma atenção danada na televisão. Num intervalo, ele olhou para mim e disse, com ar sério: "- Os homens estão chegando. Cuidado!" Sem entender, perguntei quem estava chegando e ele, fazendo cara de confidência, meio que assoprou: "-Os alienígenas! Os homens do espaço!" Percebi algo estranho, é claro, mas me calei. Dona Paula, que presenciou a conversa, logo que ele saiu da sala me chamou à copa e contou a incrível história desse homem. Era filho dela e se chamava Helio, ou melhor: Helinho. Funcionário da FEPASA, lotado na Capital, até alguns anos atrás. Tinha um bom cargo e acabara de ganhar uma promoção como chefe de um setor da Contabilidade da Empresa. Era bastante inteligente e competente, disse a mãe. Logo em seguida à promoção, ficou noivo. Muito trabalhador, fazia longos serões. Num sábado, avisou a noiva que não iria namorar, porque tinha que adiantar um trabalho até altas horas. Mas por volta de 9 da noite conseguiu terminar e resolveu passar na casa dela, apenas para dar um beijo e ir dormir. Helinho era de uma geração que nutria um grande respeito a tudo. Ao bater, ela não estava. "-Foi ao cinema" explicaram os familiares. Ele deu-se por contente e se despediu. Entretanto, o amor era mais forte e resolveu esperar na rua a noiva chegar do cinema, para lhe dar o tal beijo e ir embora de vez, descansar. Naquele tempo, a iluminação era fraca e havia muitas árvores frondosas na rua. Helinho ficou, discretamente, sob uma dessas árvores. Não demorou muito e a noiva chegou. Estava num táxi. Quando pensou em correr para abrir a porta, eis que percebeu que a moça estava beijando sofregamente o taxista. Hirto de surpresa, ficou sem reação, vendo o beijo evoluir para um coito apaixonado ali mesmo, dentro do carro. Antes do fato consumado, Helinho saiu discretamente e foi embora. No domingo, foi à casa da noiva, entregou a aliança, devolveu os presentes mais caros e encerrou o relacionamento ali mesmo.
Meses depois, em Campinas, num dia de Derbi (Ponte Preta x Guarani) em pleno estádio, Helinho começa a rasgar a própria roupa e a gritar o nome da ex-noiva. Estava rompido o contato do rapaz com a realidade, contato esse nunca mais refeito.

Anos depois de ir embora de Campinas, numa visita aos meus filhos, encontrei seu Romeu no Mercado da Barão de Jaguara. Perguntei de D. Paula. Ia bem. E perguntei de Helinho. Ao que ele respondeu: "- Descansou. Faz alguns meses que Helinho morreu." Apresentei meus sentimentos, me despedi do seu Romeu e fui embora, pensando: "Não, Helinho não morreu agora. Ele morreu naquela noite em São Paulo, naquela rua diante de um táxi." Vida louca!

terça-feira, 8 de março de 2011

A Síndrome de Jô Soares


Tenho visto com uma certa frequência, repórteres e entrevistadores com dificuldade de própria localização nas matérias ou entrevistas que realizam.

A gente aprende na teoria e na prática, que a coisa mais importante no jornalismo, é a informação.

O profissional que passa a informação, por importante que seja, jamais deverá pretender ser mais importante do que a notícia.

Desta maneira, quando ouço no rádio ou na TV um jornalista dizer "-Está aqui ao meu lado" ou "-Tenho aqui ao meu lado" um entrevistado qualquer, estranho bastante.
Quando isso ocorre, vejo que o jornalista está, mesmo sem querer, sendo inconveniente, uma vez que muito pelo contrário, todos nós sabemos qual a ordem correta e quem está ao lado de quem.
Ou seja, na verdade, é sempre e invariavelmente o repórter que está ao lado do entrevistado, nada mais.
Pode ser que o profissional em questão seja fã incondicional e assista muito ao programa do Jô Soares, que situa o entrevistado, seja ele um ilustre desconhecido, seja ele o Papa, assim:
"-Nesta bela noite no Vaticano, eu tenho aqui do meu lado, Sua Santidade..."
Aí pode, porque se proibirem o sensível, criativo e artístico Jô de fazer isso, com o ego que tem, ele certamente irá morrer de angústia.
Mas o jornalista, não!

Capricho

Da natureza ou do photoshop? Opine.

Olhar para o céu é olhar para Deus


Isso é uma nebulosa fotografada pelo telescópio Hubble. Nós viemos de uma assim, quando o sistema solar se formou. Em nosso conglomerado de estrelas ao qual os astrônomos chamam de galáxia ou via láctea, tem 170 bilhões (170.000.000.000) de estrelas iguais ao sol, na qual ele tem uma dimensão de 5a grandeza, ou seja, exitem estrelas com 20km de diâmetro e estrelas com 2.000 vezes o tamanho do sol. Veja na imagem abaixo, a comparação dos planetas do sistema solar.


Para saber mais:

Não me olhe assim! uh!

Aqui na Bela Vista o pessoal chama isso de "olhar pidoncho".

segunda-feira, 7 de março de 2011

Saiba como lidar com essa praga...

Hoax é uma informação distribuída por e-mail e outros meios, com conteúdo falso, por vezes alarmista, quase sempre apelando para emoção, geralmente pedindo a retransmissão do assunto para catálogo de endereços do destinatário.

Veja algo sobre o assunto AQUI.

E também AQUI.

Virtual Real? oh...


Quem disse que as amizades virtuais são frágeis e voláteis e que as pessoas que se encontram em sites de relacionamento nunca conhecem de verdade umas às outras?


Esse povo se reuniu recentemente no Boi na Brasa na República e é do YUBLISS !!!

domingo, 6 de março de 2011

O aprendizado do pensamento


Os ditadores do mundo devem estar perplexos diante de demonstrações cabais de povos inteiros de que, da mesma maneira que as pessoas não se sentem bem quando se lhes procura ensinar que a qualidade de uma poesia deve ser medida pelo volume de texto, também o sentimento de desejo de liberdade, igualdade e fraternidade não são meros ensinamentos escolares, mas um ideário inerente à Humanidade. A possibilidade de externar seus sentimentos cívicos de um lado com mais força e de outro com mais espontaneidade, é uma inovação propiciada pelo fato de que o mundo moderno está produzindo, a cada dia mais e mais, pessoas que aprendem a pensar e, com isso, desenvolvem dentro de si, diariamente, o indefectível e legítimo desejo de ser cidadão. O mundo de hoje, a exemplo do professor de "Sociedade dos Poetas Mortos" demonstra que deseja e está nos ensinando o que fazer através do pensamento.

Oportunidades & Determinação

O exemplo mais recorrente de inexorabilidade, é quando a mulher decide seduzir.
O exemplo mais recorrente de oportunismo, é quando o homem decide permitir.

sábado, 5 de março de 2011

Amizade



"Amigo é aquele que sabe tudo a seu respeito, e, mesmo assim, ainda gosta de você." (Kim Hubbard)

Shame

A exemplo de Eva Rosenberg, a personagem interpretada por Liv Ullmann no filme de Ingmar Bergman SKAMMEN (Vergonha) alguém, neste momento, em algum lugar do mundo, está perplexo por ter a sua condição humana afrontada pela guerra e justificando: "Nosso rádio vive quebrado..."

sexta-feira, 4 de março de 2011

Não acredito em E.Ts.



Eu não acredito em extraterrestres e um dia, ainda vou ter o prazer de dizer isso a um deles!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

fracos e fortes, vingança e perdão.


Às vezes eu me pergunto: onde está a sua tolerancia para com o erro alheio? Onde está a sua posssibilidade de conviver com a imperfeição do ser humano? Condenar é muito fácil. Principalmente quando o condenado, não somos nós e não é nada nosso. As pessoas que perdoam, independentemente do grau de gravidade daquilo que cometeu o perdoado, sobem na escala da vida e crescem rumo à emancipação. A vingança é um artifício dos fracos e impotentes. Os fortes e grandes, optam pelo perdão.

ocupação aleatória



Water can be a source of blessed life, or a punishment and death. It depends on the affection and respect that we dedicate not only her but all things of nature.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

La Traviata

A cidade se esparrama por sobre a serra, modorrenta, com um sol a pino a determinar o canto sincopado das galinhas poedeiras nos arborizados quintais. Na varanda, dona Amélia cuida dos detalhes de um complicado vestido, um porre para passar a ferro. Entretanto, na estante daquele galpão que é garagem e área de serviço, um rabo-quente, aqueles velhos mas honestos radinhos AMAdicionar imagem solta a quem quiser ouvir, Brindisi.O tenor e as sopranos enchem a tarde com suas notas melodiosas. La –lá, La-la-lá, lala-lá, lari lá larilá, larilá, lalá...A minha infância querida, foi marcada e bem marcada por Brindisi. Graças a Verdi e a Deus.

Apologia da Ignorância

Essas estruturas todas, colossais, celestiais, abissais, indevassáveis. Quando penso estar à margem, eis que me vejo no meio. Ao imaginar-me inserido, sou a exclusão. Me surpreendo raso, mas as pessoas me enxergam profundo. Mas quando me sinto largo, eis que me bate à porta a mais singela estreiteza. A oferta de pérolas precisa ser repensada, isso é ancestral. E toda certeza deve ser relativa. O sol nascerá hoje também, mas só para os vivos. Os mortos pouco se importarão com o sol. E há mortos e mortos. Vivos e vivos. E há vivos mortos e há mortos vivos. Com nenhum deles o sol se importa. Ele apenas nasce.
Quantos mistérios existem no sorriso da criança, no miado do gato, no por do sol, no barulho Da cachoeira, na trilha da formiga, no vôo do beija-flor, no gesto de carinho, no sorriso do olhar, na trilha da floresta, na rua deserta, na janela fechada, nas roupas do varal, no silêncio da garota, na pelada dos adolescentes na bucólica tarde da pracinha, nas minhas saudades, no futuro incerto, na esperança, nas minhas certezas e muito mais nas minhas dúvidas?
Houve uma época em minha vida, que eu queria saber de tudo. Tudo mesmo. O passar dos anos foi me ensinado, através de goles pequenos numa bebida amarga, que, por vezes – creio que a maioria delas – é bom não saber. Não há ignorante que sofra até que perca a inocência pura e galgue o honorável patamar da consciência. Talvez a ignorância em sua mais atávica manifestação, seja a forma mais pura e sublime de predisposição à felicidade. É certo que muitas vezes, é melhor nem saber das coisas, para poder melhor curtir o pouco que se sabe, com leveza e fidalguia.

Considerações sobre corpo e alma


Ela não dizia palavras, apenas. Ela se esfaqueava com elas. O sangue que corria era incolor e saia dos olhos. E o coração, já era de tempos um grande depósito de lágrimas. A despedida precisa de um céu gris, de um sol pálido, de um bocado de melancolia. Mas nada disso é capaz de separar junto com os corpos, as almas. A estrada, por longa que seja, é sempre menor do que a certeza do que ficou.


ENGENHARIA SOCIAL

-Pronto!
- Alô, é o senhor pedro?
- Sim, pois não?
- Senhor Pedro, bom dia, eu sou a Elisângela do Banco Babalú e gostaria de falar com o senhor a respeito de uma promoção onde o sr. indica pessoas para oferecer cartão de crédito adicional grátis por um ano inteiro!
- Querida, eu não me interesso pelo assunto.
- Mas o senhor não quer? O sr. não tem filho?
- Tenho 3.
- Todos maiores?
- Não, tem uma menor, a minha caçula.
- Ah, aqui só consta que o sr. tem um cartão adicional para a Janaína, confere?
- Sim.
- Ela é sua filha, não é mesmo?
- Não.
- Não, senhor pedro?
- Não, ela é minha amiga. Uma grande amiga.
- Não é sua filha, então?
- Não.
- senhor Pedro, que idade tem seus filhos?
- Bem, o Breno tem 24, o Caíque 22 e a Eridane 17.
- Olha, nós podemos oferecer um cartão adicional para cada um de seus filhos gratuitamente por um ano, o sr. concorda?
- Não.
- Não, seu Pedro? Mas consta aqui que o seu limite do cartão visa é de mil reais, confere?
- Mil? De onde vc tirou isso?
- Consta em nossos cadastros, senhor Pedro.
- Bem, preciso falar com o meu gerente, porque até onde eu sei o meu limite é cinco vezes e meia maior que isso em cada cartão, master e visa, no banco Babalú.
- Então, o sr. não quer mesmo oferecer um cartão adicional gratuito a cada um dos seus filhos?
- Não, querida. Já tive uma experiência parcial e quase fui à falência.
- Mas o sr. pode reduzir o limite de cada cartão a um mínimo de cem reais, senhor Pedro.
- É que vc não conhece a lábia dos meus filhos. Logo o limite estará em mil reais, deixa pra lá.
- Mas a sua renda lhe permite conceder três cartões adicionais grátis por um ano para cada um dos seus filhos no valor de mil reais, senhor Pedro?
- Claro que não, meu amor. Sou um proletário com pretensões a classe média num futuro distante.
- Então o sr. não quer mesmo oferecer os cartões grátis aos seus filhos, senhor pedro?
- Não, definitivamente não!
- Então o sr pode aguardar um pouco para que eu possa estar transferindo a ligação, senhor Pedro?(...)
- Senhor Pedro, bom dia, eu sou a Patrícia, do setor de atendimento do Banco Babalu, para onde o senhor deseja que eu mande os cartões, é para o endereço da consolação ou para o endereço da república?
- Meu bem, para começo de conversa, eu não tenho endereço algum na república e para finalizar eu não quero oferecer cartão de crédito adicional gratuito por um ano para ninguém.
- Nao,senhor Pedro? é de graça por um ano!
- É, eu sei. De graça por um ano e depois eu pago o olho da cara, né?
- Bem, já que o senhor, definitivamente, não deseja oferecer cartões de crédito adicionais a ninguém, nem aos seus filhos, eu sugiro que o senhor faça um seguro de seu carro ou de sua casa por um valor bem em conta, deseja?
- Meu amor, eu não tenho carro e moro em casa alugada, que diabo!
- O Banco Babalu agradece a sua atenção e lhe desjea um excelente dia, senhor Pedro. Meu nome é Patrícia e agradeço por sua atenção.
(é óbvio que o banco já tinha todas as minhas informações. As atendentes estavam apenas, sutilmente, checando cada uma.)

Lembranças


Como diria aquele personagem do saudoso Chico Anysio (A Globo matou ele em vida) "-tudo é muito relatiiiiivo." Me lembro que antigamente, as pessoas morriam de coisas pelas quais hoje já não se morre mais. Me lembro que a maioria (maioria sim) das crianças e até dos adolescentes, andava descalça, sapato era um troço prá lá de caro. Me lembro que só tinha asfalto ou rua pavimentada com paralelepípedos nos centros das cidades e saindo deles, era um buraco só, tudo na terra nua. Me lembro também que roupa era um troço muito caro. Tão caro, que o uniforme da escola era usado por todos da família até ficar todo rustido. Me lembro que a gente se reunia numa pequena multidão de 30 ou 40 pessoas de todo o bairro para assisitir televisão na casa do dono da mercearia, o único que teve cacife para comprar uma. Eram aquelas TVs Colorado, que de colorido só tinham o nome, uma vez que a imagem era em preto e branco mesmo. Me lembro de quando o fusca chegou. Achavam que ia ser o maior fiasco, por ser muito pequeno, apertado e desconfortável. Me lembro que as pessoas eram muito mais magras do que hoje. Comiam menos, talvez. E faziam mais esforço, não tinha nada automatizado. Me lembro que as casas tinham grandes quintais e que em muitas, o banheiro eram as belas e vistosas bananeiras, talvez adubadas à força com os dejetos das pessoas. Me lembro de muito mais. Me lembro que os carros quebravam muito, principalmente os sem partida, com manivela, tipo forde-bigode. Me lembro que a maior parte das cidades era iluminada a lampião, especialmente na periferia. Era um cheiro de querosene lascado. Me lembro que as casas tinham fogão a lenha e a cidade ficava com o céu cinza na hora das refeições, porque todo mundo aumentava o fogo para preparar comida. Me lembro que passar roupa com ferro a brasa era um tormento, tinha que balançar o ferro no braço para avivar as brasa dentro dele. Me lembro que rede de esgoto era um privilégio de alguns. Nas vilas e bairros mais distantes das cidades brasileiras, ele corria a céu aberto, era um forte cheiro de merda com urina no ar.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

NOMES ESTRANHOS
























Abaixo, estão relacionados alguns nomes estranhos de pessoas, registrados em cartórios de todo o Brasil. O objetivo não é de ridicularizar ninguém, mas sim de trazer uma pequena amostra da criatividade do povo brasileiro. Os nomes foram coletados a partir de listas públicas, como uma relação de segurados com nomes estranhos divulgada pelo extinto INPS na década de 80, e pesquisas em cartórios realizadas por autores de livros especializados. Vejamos os Nomes !


Abrilina Décima Nona Caçapavana Piratininga de Almeida
Acheropita Papazone
Adalgamir Marge
Adegesto Pataca
Adoração Arabites
Aeronauta Barata
Agrícola Beterraba Areia
Agrícola da Terra Fonseca
Alce Barbuda
Aldegunda Carames More
Aleluia Sarango
Alfredo Prazeirozo Texugueiro
Alma de Vera
Amado Amoroso
Amável Pinto
Amazonas Rio do Brasil Pimpão
América do Sul Brasil de Santana
Amin Amou Amado
Amor de Deus Rosales Brasil (feminino)
Anatalino Reguete
Antônio Americano do Brasil Mineiro
Antonio Buceta Agudim
Antonio Camisão
Antonio Dodói
Antonio Manso Pacífico de Oliveira Sossegado
Antonio Melhorança
Antônio Morrendo das Dores
Antonio Noites e Dias
Antônio P. Testa
Antonio Pechincha
Antônio Querido Fracasso
Antonio Treze de Junho de Mil Novecentos e Dezessete
Antônio Veado Prematuro
Apurinã da Floresta Brasileira
Araci do Precioso Sangue
Argentino Argenta
Aricléia Café Chá
Armando Nascimento de Jesus
Arquiteclínio Petrocoquínio de Andrade
Asteróide Silverio
Ava Gina (em homenagem a Ava Gardner e Gina Lolobrigida)
Bananéia Oliveira de Deus
Bandeirante do Brasil Paulistano
Barrigudinha Seleida
Bende Sande Branquinho Maracajá
Benedito Autor da Purificação
Benedito Camurça Aveludado
Benedito Frôscolo Jovino de Almeida Aimbaré Militão de Souza
Baruel de Itaparica Boré Fomi de Tucunduvá
Benigna Jarra
Benvindo Viola
Bispo de Paris
Bizarro Assada
Boaventura Torrada
Bom Filho Persegonha
Brandamente Brasil
Brasil Washington C. A. Júnior
Brígida de Samora Mora
Belderagas Piruégas de
Alfim Cerqueira Borges Cabral
Bucetildes (chamada, pelos familiares, de Dona Tide)Cafiaspirina Cruz
Capote Valente e Marimbondo da Trindade
Caius Marcius Africanus
Carabino Tiro Certo
Carlos Alberto Santíssimo Sacramento
Cantinho da Vila Alencar da Corte Real Sampaio
Carneiro de Souza e Faro
Caso Raro Yamada
Céu Azul do Sol Poente
Chananeco Vargas da Silva
Chevrolet da Silva Ford
Cincero do Nascimento
Cinconegue Washington Matos
Clarisbadeu Braz da Silva
Colapso Cardíaco da Silva
Comigo é Nove na Garrucha Trouxada
Confessoura Dornelles
Crisoprasso Compasso
Danúbio Tarada Duarte
Darcília Abraços
Carvalho Santinho
Deus Magda Silva
Deus É Infinitamente Misericordioso
Deusarina Venus de Milo
Dezêncio Feverêncio de Oitenta e Cinco
Dignatario da Ordem Imperial do Cruzeiro
Dilke de La Roque Pinho
Disney Chaplin Milhomem de Souza
Dolores Fuertes de Barriga
Dosolina Piroca Tazinasso
Drágica Broko
Ernesto Segundo da Família Lima
Esdras Esdron Eustaquio Obirapitanga
Esparadrapo Clemente de Sá
Espere em Deus Mateus
Estácio Ponta Fina Amolador
Éter Sulfúrico Amazonino Rios (socorro...)
Excelsa Teresinha do Menino Jesus da Costa e Silva
Faraó do Egito Sousa
Fedir Lenho
Felicidade do Lar Brasileiro
Finólila Piaubilina
Flávio Cavalcante Rei da Televisão
Francisco Notório Milhão
Francisco Zebedeu Sanguessuga
Francisoreia Doroteia Dorida
Fridundino Eulâmpio
Gigle Catabriga
Graciosa Rodela D'alho
Heubler Janota
Hidráulico Oliveira
Himineu Casamenticio das Dores Conjugais
Holofontina Fufucas
Homem Bom da Cunha Souto Maior
Horinando Pedroso Ramos
Hugo Madeira de Lei Aroeiro
Hypotenusa Pereira
Ilegível Inilegível
Inocêncio Coitadinho
Isabel Defensora de Jesus
Izabel Rainha de Portugal
Janeiro Fevereiro de Março Abril
João Bispo de Roma
João Cara de José
João Cólica
João da Mesma Data
João de Deus Fundador do Colto
João Meias de Golveias
João Pensa Bem
João Sem Sobrenome
Joaquim Pinto Molhadinho
José Amâncio e Seus Trinta e Nove
José Casou de Calças Curtas
José Catarrinho
José Machuca
José Maria Guardanapo
José Padre Nosso
José Teodoro Pinto Tapado
José Xixi
Jovelina Ó Rosa Cheirosa
Jotacá Dois Mil e Um Juana Mula
Júlio Santos Pé-Curto
Justiça Maria de Jesus
Lança Perfume Rodometálico de Andrade
Leão Rolando Pedreira
Leda Prazeres Amante
Letsgo Daqui (let's go)
Liberdade Igualdade
Fraternidade Nova York Rocha
Libertino Africano Nobre
Lindulfo Celidonio Calafange de Tefé
Lynildes Carapunfada Dores Fígado
Magnésia Bisurada do Patrocínio
Manganês Manganésfero Nacional
Manolo Porras y Porras
Manoel de Hora Pontual
Manoel Sovaco de Gambar
Manuel Sola de Sá Pato
Manuelina Terebentina
Capitulina de Jesus Amor Divino
Marciano Verdinho das Antenas Longas
Maria Constança Dores Pança
Maria Cristina do Pinto Magro
Maria da Cruz Rachadinho
Maria da Segunda Distração
Maria de Seu Pereira
Maria Felicidade
Maria Humilde
Maria Máquina
Maria Panela
Maria Passa Cantando
Maria Privada de Jesus
Maria Tributina Prostituta Cataerva
Maria-você-me-mata
Mário de Seu Pereira
Meirelaz Assunção
Mijardina Pinto
Mimaré Índio Brazileiro de Campos
Ministéio Salgado
Naida Navinda Navolta Pereira
Napoleão Estado do Pernambuco
Napoleão Sem Medo e Sem Mácula
Natal Carnaval
Natanael Gosmoguete de Souza
Necrotério Pereira da Silva
Novelo Fedelo
Oceano Atlântico Linhares
Olinda Barba de Jesus
Orlando Modesto Pinto
Orquerio Cassapietra
Otávio Bundasseca
Pacífico Armando Guerra
Padre Filho do Espírito Santo Amém
Pália Pélia Pólia Púlia dos Guimarães Peixoto
Paranahyba Pirapitinga Santana
Penha Pedrinha Bonitinha da Silva
Percilina Pretextata
Predileta Protestante
Peta Perpétua de Ceceta
Placenta Maricórnia da Letra Pi
Plácido e Seus Companheiros
Pombinha Guerreira Martins
Primeira Delícia Figueiredo Azevedo
Primavera Verão Outono Inverno
Produto do Amor Conjugal de Marichá e Maribel
Protestado Felix Correa
Radigunda Cercená Vicensi
Remédio Amargo
Renato Pordeus Furtado
Ressurgente Monte Santos
Restos Mortais de Catarina
Rita Marciana Arrotéia
Rocambole Simionato
Rolando Caio da Rocha
Rolando Escadabaixo
Rômulo Reme Remido Rodó
Safira Azul Esverdeada
Sansão Vagina
Sebastião Salgado Doce
Segundo Avelino Peito
Sete Chagas de Jesus e Salve Pátria
Simplício Simplório da Simplicidade Simples
Soraiadite das Duas a Primeira
Telesforo Veras
Tropicão de Almeida
Última Delícia do Casal Carvalho
Último Vaqueiro
Um Dois Três de Oliveira Quatro
Um Mesmo de Almeida
Universo Cândido
Valdir Tirado Grosso
Veneza Americana do Recife
Vicente Mais ou Menos de Souza
Vitória Carne e Osso
Vitimado José de Araújo
Vitor Hugo Tocagaita
Vivelinda CabritaVoltaire Rebelado de França
Wanslívia Heitor de Paula
Zélia Tocafundo Pinto

Os irmãos Cedilha, Vírgula, Cifra e Ponto

As irmãs Defuntina e Finadina.

As irmãs Dialinda e Noitelinda.

Os irmãos Rebostiana e Euscolástico.

Os irmãos Creio Em Deus Pai Kramer e Espírito Santo Riograndense Kramer.

O caso do pai Fredolino e do filho Merdolino.

O flamenguista fanático que batizou seus filhos com nomes do tipo: Flamena e Zicomengo.

E tem o caso dos dois irmãos chamados Zalboeno e Zauxijoane. "Zalboeno" foi montado através de combinações com o nome do Balboeno, ex-jogador de futebol da Argentina. E "Zauxijoane" é: Za (de Zalboeno), Auxi (Auxiliadora, a mãe), Joa (João, o pai) e Ne (Nordeste, a região onde nasceu).

Combinações estranhas são comuns.

Exemplos:
Kêmula Katrine, Liney Lindsay, Reimar Rainier...

E também combinações entre nomes de irmãos: Zigfrid, Zigfrida, Zingrid.

Nomes de personalidades também costumam batizar diversas pessoas pelo Brasil afora.

Exemplos:
Adolpho Hitler de Oliveira
Anjo Gabriel Rodrigues Santos
Charles Chaplin Ribeiro
Elvis Presley da Silva
Hericlapiton da Silva
Ludwig van Beethoven Silva
Maicon Jakisson de Oliveira
Marili Monrói
Marlon Brando Benedito da Silva
Sherlock Holmes da Silva

Na época do seriado Dallas, eram comuns nomes como: Pâmela, Suelen, Jotaerre, Biull...

Mas os próprios artistas não ficam atrás.

Os filhos da cantora Baby do Brasil (antigamente conhecida como Baby Consuelo) se chamam: Sarah Sheeva, Zabelê, Nana Shara, Kriptus Rá Baby, Krishna Babye e Pedro Baby.

E tem o caso de uma empregada doméstica, daquelas bem simples, deu à filha o nome de Madeinusa. Quando uma pessoa da casa foi perguntá-la o motivo do nome, ela respondeu inocentemente: É que eu estava pegando suas roupas para lavar e li na etiqueta de sua camiseta a palavra "Made in USA", eu achei tão lindo...

Ainda não acabou !!!...

Há também o casal Robeto Grosso e Patricia Pinto
A moça ficou com o nome de casada: Patricia Pinto Grosso

os irmãos: Epílogo, Verso, Estrofe, Poesia e Pessoína Campos;

os irmãos: Xerox, Autenticada e Fotocópia;

os irmãos: Zigfrid, Zigfrida, Zingrid, Ingrid;

os irmãos: Orlaneide Araújo Silva e Orlanílson Araújo Silva,

os irmãos: Phebo Lux Rochester (em homenagem aos sabonetes e ao laboratório)

e Godson ("filho de Deus", em inglês)

Sem falar numa família inteira, no Sul do Brasil, cujo sobrenome é Cachorroski.

No Rio Grande do Norte, há uma família cujos nomes dos filhos são os números em francês, na ordem de nascimento:
Un Rosado, Deux Rosado, Trois Rosado, Quatre Rosado, Cinq Rosado etc. Nossa fonte não sabe ao certo quantos são, mas tem conhecimento de um Vingt Un Rosado (21)...

E tem o caso do flamenguista fanático que batizou seus filhos com nomes do tipo: Flamena e Zicomengo.

E há os clássicos erros de cartório ou mesmo dos pais, que não sabem como se escreve o nome...Há, por exemplo, uma pessoa chamada Merco (era para ser Américo...).

E tem uma mulher chamada Jafa Lei. O diálogo no cartório: "Qual o nome?" "Já falei..."

E como é difícil acertar o nome Washington. Tem Uoston, Woxington e Oazinguiton...

Casamentos costumam render belos sobrenomes.

Uma moça da família Rego casou-se com um rapaz cujo sobrenome de família era "Barbudo".
Não deu outra: o sobrenome da moça ficou "do Rego Barbudo".

Tem um casal de nomes Adolfo Penteado e Elizabeth Rego, portanto os filhos são legítimos "Rego Penteado".

E há o caso de uma mulher que, depois de casado, ficou com o nome Cármem Melo Pinto.

Um outro casal, mais discreto, preferiu manter os nomes de solteiro, mesmo após o casamento.
Ele se chama José Francisco Pinto e ela, Maria José Brochado.

Na cidade de Mogi das Cruzes, uma das maiores colônias japonesas do Brasil, um casamento entre duas famílias tradicionais acabou se tornando em motivo de piada.
A moça se chamava Mitiko Kudo e o seu noivo, Jorge Endo.
Na euforia do casamento, esqueceram que o nome que seria adotado pela futura Sra. Endo traria sérios dissabores para a mesma.
Esqueceram e o nome da moça acabou ficando assim: Mitiko Kudo Endo.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

E pensávamos que era inofensivo!





Estudos europeus revelaram os efeitos da bebida. Existe a evidência de que: Vodka + Gelo = estraga os rins! Rum + Gelo = estraga o fígado! Whisky + Gelo = estraga o coração! Gin + Gelo = estraga o cérebro! Pelo que parece é que esse fdp do gelo é que estraga tudo!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Vá de Táxi


Em algumas capitais brasileiras é possível verificar o preço aproximado de corridas de taxi de onde vc está até onde pretende ir bem como a volta.

Meus amigos que detestam dirigir certamente irão usar. Mas o bom mesmo é para os que adoram uma cervejinha.

O endereço é este aqui.

sábado, 19 de junho de 2010