As pessoas de bom caráter tem a vantagem
da visibilidade sobre as demais.
É muito fácil reconhecer uma pessoa
assim. A gente tem dificuldade mesmo,
é de reconhecer as pessoas de
mau caráter.
Muitas vezes, o fazemos tarde demais.
domingo, 4 de maio de 2014
Empatia
lamento muito por quem não me tenha ouvido.
Mas lamento mais ainda, por quem tenha deixado
de me compreender.
Postura
Por vezes, os bons sentimentos não conseguem
modificar o mundo da mesma maneira que os maus.
Mas confesso que se não puder melhorar as coisas
prefiro ficar de lado.
Constatações inúteis, mas interessantes.
Nunca fiz amor com alguém a quem eu tivesse que
dizer que queria fazer isso.
Trairagem Potencial
O aperto de mão é algo muito revelador.
Cuidado com as pessoas que ao apertar
a sua mão, deixam a delas languida, mole.
Muito cuidado.
Cuidado com as pessoas que ao apertar
a sua mão, deixam a delas languida, mole.
Muito cuidado.
sábado, 3 de maio de 2014
blsprscovortls!!!
Acho muito gozado o locutor que faz a advertência final nos
anúncios de medicamentos na TV.
As ruas são dos 300 mil.
A segurança pública tem um problema insolúvel em todo o Brasil.
O sistema carcerário esta superlotado porque construir estádios
é mais importante. Existem mais de 300 mil mandados de prisão
não cumpridos em todo o pais.
O sistema carcerário esta superlotado porque construir estádios
é mais importante. Existem mais de 300 mil mandados de prisão
não cumpridos em todo o pais.
MARKETING PESSOAL
A minha amiga Andy me contou uma vez
que em seu grupo de amigos, tinha um cara
muito culto e, por isso, admirado por todos.
Ele tinha uma especialidade: em todo
logradouro público no qual o grupo passava,
o rapaz contava em detalhes da vida e
o motivo do local receber o nome
do homenageado. Até que um dia
passaram em uma rua cujo nome era
de um antepassado de um membro do grupo,
o qual constatou que toda a história relatada
pelo sabichão não tinha nada a ver com a real
história do seu tataravô.
Por inferência, o pessoal chegou a conclusão
de que as mentiras eram recorrentes.
Não é preciso dizer que foi uma decepção geral
e fim de carreira do jovem no grupo.
A Ditadura do Poder Econômico
Na sociedade capitalista, toda pessoa é livre para viajar pelo
mundo todo, comprar o que quiser em qualquer lugar no país
ou no exterior: mansões, iates, fazendas, casas de praia cinematográficas.
Agora, se vc disser que é impedido de ser livre por não ter
dinheiro suficiente para exercer a sua liberdade, que diferença
tem essa condição da do habitante de um país com fronteiras
fechadas e restrições internas ao direito de ir e vir?
Dorgas off
Se o Brasil deseja realmente combater o tráfico de drogas de
forma séria e responsável, ao invés de liberar a maconha,
deveria criminalizar o consumo. Qualquer outra medida será
totalmente desprovida da devida seriedade.
forma séria e responsável, ao invés de liberar a maconha,
deveria criminalizar o consumo. Qualquer outra medida será
totalmente desprovida da devida seriedade.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Palavras
Quando existe interação entre as pessoas, as palavras
costumam ser inúteis. Quando não existe, também.
costumam ser inúteis. Quando não existe, também.
Quanto pior melhor?
Enquanto manifestantes
e vândalos por todo o país
queimam ônibus a granel,
as fábricas de ônibus
dão férias coletivas.
Pode isso, Arnaldo?
Uma vez macaquitos...
Efeitos colaterais da colonização:
Diz a maldição
que um maledeto dum filme yankee trash
com título mal traduzido,
transformou motosserra em serra elétrica
e nunca mais
chamaremos motosserra de... motosserra!
Diz a maldição
que um maledeto dum filme yankee trash
com título mal traduzido,
transformou motosserra em serra elétrica
e nunca mais
chamaremos motosserra de... motosserra!
A dura pena da lei
O roubo no Brasil pode render
um problema muito grande para o ladrão,
exclusivamente se o objeto do delito for
um pote de margarina,
uma galinha ou uma melancia.
sábado, 19 de abril de 2014
Medos
A gente nunca sabe como será o amanhã. Durante toda a minha vida, eu me preocupei com o amanhã. Não o meu, mas o dos meus filhos. Da minha família. Sempre tive muito receio de deixar faltar alguma coisa em casa. O pessoal do trabalho mais proximo a mim, sempre lembra de como eu comprava e acumulava as coisas na dispensa de casa. As pessoas riam, porque eu não comprava pacote de papel higiênico. Comprava grandes fardos. Óleo de soja era de caixa fechada. O mesmo com leite. Arroz. Feijão. Tudo por receio do futuro. E meu receio não era infundado. As coisas não andaram do jeito que era preciso. Tive vários casamentos, três filhos. Não tive o prazer de estar com todos os meus filhos o tempo todo. E lamento profundamente por isso. Um famoso psicólogo me disse que meu problema renal crônico se associa a "medo". Hoje, com o meu prazo de validade de vida ainda vigindo, mas em fase final, olho para as fotos de meus filhos, meus netos. Todos sãos, sadios, fortes, felizes e depois de tudo, eles passaram pelo "olho do furacão" incólumes. De um jeito meio atrapalhado, de uma forma não muito honrosa, aos pedaços, mas a missão foi cumprida. Eles alcançaram a maioridade, a emancipação e estão aí, prontos para a vida. .E já cuidando da própria. Não preciso mais ter receio de nada. Creio que daqui para a frente, meus rins se acalmarão em sua furiosa faina de produzir cálculos. E no ocaso da vida, finalmente, posso concluir que não há mais nada a temer. Sou, afinal, dos meus medos, um homem livre.
Foco
A vida pode ser uma delícia. Depende da maneira com que a encaramos. As boas coisas servem para nos recompensar, as más para nos fortalecer. Os jovens reclamam da idade, sem se atinar para o vigor e o tanto que ainda tem para viver. Os adultos estão muito ocupados para parar um momento e apreciar uma flor delicada, um por do sol, um pássaro em um galho qualquer de uma árvore qualquer. Os mais velhos se queixam das dores e temem a proximidade da morte, sem se atinar para o que o tempo lhes fez, o quão melhores estão em comparação a décadas atrás, o que, de per si, já lhes dá condições de aproveitar muito mais o pouco tempo que lhes resta. Enfim, a infelicidade e tristeza são o resultado do foco que fazemos de dentro de nossas almas em direção ao mundo lá fora. Ele é, reconheço, terrível. Mas uma fera, como um tigre, por exemplo, por ser feroz, não deixa de ser belo.
sábado, 5 de abril de 2014
Ceu
Por vezes, na calada da noite, lua alta, escancarada de cheia, meu quintal todo ele silencioso me recebe para apreciar o céu do jeito que gosto. O céu. Nada mais misterioso, fantástico do que o céu. Morada de Deus. Um pano escuro todo salpicado de pontos cintilantes como meus sonhos. Meus desejos. Minhas divagacoes. Olho para o ceu cheio de perguntas e ele me devolve indagacoes. Nada mais instigante aa reflexao do que ele. Ali, estatico. A vesper de um lado, as tres marias de outro, a via lactea unindo todos. E eu aqui, perplexo diante de uma grandiosidade que nao compreeendo e quase nao percebo. As nuvens estao de folga, hoje. O ceu esta de uma limpidez impecavel. Troco olhares com ele. Ele, enigmatico. eu, encantado.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
Tempos Bicudos
Como diria aquele protagonista do mensalao ao protagonista do propinoduto do metro, no congresso suprapartidario: "Nos dias de hoje, jah nem se pode mais ganhar a vida desonestamente!"
Expectativas
Dificil evitar falsas expectativas quanto a pessoas queridas. E quando a expectativa falha, fico decepcionado comigo mesmo, mas nao mudo a minha atitude. Quando se gosta, nem sempre o imperio eh o da logica.
Cegueira
Ontem, folheando uma revista sobre pesquisa cientifica, vi uma reportagem sobre as celulas tronco retiradas de dentes de leite humanos que servem para recuperar a visao de cegos congenitos ou nao. A pesquisa esta na fase de transicao de experimentos em animais irracionais para racionais. Gostaria muito que a tecnica se consolidasse logo. Imagino o quao terrivel deve ser a cegueira. Se bem que a pior mesmo, eh aquela de quem tem olhos sadios, enxerga bem, mas nunca ve nada.
segunda-feira, 31 de março de 2014
SER
Acima de nossas cabecas, o infinito. Seres com existencia efemera, temos dificuldade de lidar com o sempre. Ele e demais para nossa percepcao. Toda a nossa existencia, para a eternidade, seria como que um piscar de vagalume na natureza. Unzinho so. A Terra e um grao de poeira suspenso num firmamento que ostenta grandiosidade de dificil compreensao e misterios insondaveis. Sob um ceu de profundidade incompreensivel, dado que infinita, costumamos nos voltar para a superficie. Afinal, isso e um legado de nossos ancestrais, os vermes. Que vivem da poeira que comem e se fixam a ela, por instinto. E que nao querem saber de mais nada, por natureza. Assim, seguimos existindo, muitos de nos, com a curiosidade de saber o que estamos fazendo aqui, de onde viemos, quem somos e para onde vamos. Mas o grosso de nossa especie, esta mais preocupado comtrivialidades. Com a lama e o po da superficie. Por natureza. A eternidade realmente nos massacra. A realidade tambem. Vivemos muito mais daquilo em que acreditamos, do que realmente, daquilo que de fato existe. Somos sonhos ambulantes. Quando nos confundimos, somos aberracoes moveis. Mal entendidos que se movem. Equivocos humanos pululam no Universo. Este que vos dirige a palavra, por exemplo. Na natureza, nem tudo que e lucido, predomina. A insanidade e poderosa. E tem um apreco sincero por esse poder.
Erasmo ja disse que os loucos precisam existir, para poupar a natureza desse tipo nao muito honroso de qualidade. Reich defendeu a necessidade de se tratar clinicamente e psicologicamente a figura do paciente mental, da sociedade doente,dos mal amados, dos reprimidos, dos desviados, dos desvairados, cujas tristezas sao motores de mazelas, gestando nazi, fasci e outra patologias sociais.Esporadicamente, vem algum discreto cidadao alertar aos demais que ha excessos, que ha distorcoes, que ha necessidade de ser repensado o status quo, repensados os rumos, a mentalidade, a cultura. Mas a maioria silenciosa segue seu rumo, ainda que errado, ainda que equivocado, ainda que incerto, ainda que catastrofico.
Erasmo ja disse que os loucos precisam existir, para poupar a natureza desse tipo nao muito honroso de qualidade. Reich defendeu a necessidade de se tratar clinicamente e psicologicamente a figura do paciente mental, da sociedade doente,dos mal amados, dos reprimidos, dos desviados, dos desvairados, cujas tristezas sao motores de mazelas, gestando nazi, fasci e outra patologias sociais.Esporadicamente, vem algum discreto cidadao alertar aos demais que ha excessos, que ha distorcoes, que ha necessidade de ser repensado o status quo, repensados os rumos, a mentalidade, a cultura. Mas a maioria silenciosa segue seu rumo, ainda que errado, ainda que equivocado, ainda que incerto, ainda que catastrofico.
terça-feira, 11 de março de 2014
Unidos venceremos
A grande vantagem do medíocre sobre a pessoa de talento, é que o medíocre é unido e solidário, age em bloco e geralmente é quem se empodera do comando e dá as cartas em muitos contextos. As pessoas de talento são por demais autônomas e confiantes, o que as mantém isoladas. Os medíocres sabem da própria condição e se buscam, para enfrentar aquilo que não são. Geralmente, com um baita sucesso.
sábado, 22 de fevereiro de 2014
Definicoes democraticas
“A democracia é um erro estatístico, porque na democracia decide a maioria e a maioria é formada de imbecis.”
Jorge Luis Borges
Jorge Luis Borges
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
A Vingança do Usuário
Esta piada foi idealizada por um morador de São José do Rio Preto. É uma pequena obra de total ficção, qualquer semelhança com pessoas, nomes e fatos da vida real, é mera coincidência.
Dono da Santa Luzia, voltando de seu haras no Mato Grosso, morre em função de uma pane no helicóptero que o transportava. Ao ir para o céu, foi pensando, esperançoso: "Poxa, eu, um empresário dos transportes, sempre facilitando a vida das pessoas, levando e trazendo a população em seu dia a dia, do trabalho para casa, de casa para o trabalho, nos feriados e finais de semana para o lazer... Bem que mereço mesmo um lugarzinho no céu". São Pedro revirou a lista com nomes. Nada de encontrar o dele. "Desce!" concluiu o santo porteiro. Lamentando o ocorrido, o empresário desce. Ao chegar na porta do inferno, um movimento descomunal. Diabão porteiro olha na lista e sem dificuldade, vê o nome do empresario logo no começo. E diz: "Tá vendo aquele banco ali no corredor? Sente-se lá por favor e aguarde." Em meio aquela movimentação toda, notou que as pessoas chegavam, davam o nome, o diabo conferia e já entravam imediatamente, sem maiores problemas. Leu a Veja inteirinha, fumou um maço de cigarros e nada. Resolveu tirar limpo. Se aproximou do diabão e com a indignação de quem está sendo preterido, disse: "Poxa, eu, um empresário dos transportes, sempre facilitando a vida das pessoas, morro, vou para o céu e sou rechaçado, venho para cá o meu nome é o primeiro da lista, mas estou há horas esperando para entrar!" O diabo, com a calma dos bons porteiros, apascenta o falecido: "- Meu senhor, o senhor é um hóspede especial. E não entrou ainda, porque não vai ficar aqui, aqui no inferno. O senhor vai para os quintos dos infernos e lá é muito longe. Por isso, contratamos uma empresa de onibus lá de Rio Preto, para fazer o transporte, mas ela tem uns onibus velhos, caquéticos, com motorista e cobrador muito mal educados que vivem atrasando e até mesmo matando rodada, é um inferno!
Dono da Santa Luzia, voltando de seu haras no Mato Grosso, morre em função de uma pane no helicóptero que o transportava. Ao ir para o céu, foi pensando, esperançoso: "Poxa, eu, um empresário dos transportes, sempre facilitando a vida das pessoas, levando e trazendo a população em seu dia a dia, do trabalho para casa, de casa para o trabalho, nos feriados e finais de semana para o lazer... Bem que mereço mesmo um lugarzinho no céu". São Pedro revirou a lista com nomes. Nada de encontrar o dele. "Desce!" concluiu o santo porteiro. Lamentando o ocorrido, o empresário desce. Ao chegar na porta do inferno, um movimento descomunal. Diabão porteiro olha na lista e sem dificuldade, vê o nome do empresario logo no começo. E diz: "Tá vendo aquele banco ali no corredor? Sente-se lá por favor e aguarde." Em meio aquela movimentação toda, notou que as pessoas chegavam, davam o nome, o diabo conferia e já entravam imediatamente, sem maiores problemas. Leu a Veja inteirinha, fumou um maço de cigarros e nada. Resolveu tirar limpo. Se aproximou do diabão e com a indignação de quem está sendo preterido, disse: "Poxa, eu, um empresário dos transportes, sempre facilitando a vida das pessoas, morro, vou para o céu e sou rechaçado, venho para cá o meu nome é o primeiro da lista, mas estou há horas esperando para entrar!" O diabo, com a calma dos bons porteiros, apascenta o falecido: "- Meu senhor, o senhor é um hóspede especial. E não entrou ainda, porque não vai ficar aqui, aqui no inferno. O senhor vai para os quintos dos infernos e lá é muito longe. Por isso, contratamos uma empresa de onibus lá de Rio Preto, para fazer o transporte, mas ela tem uns onibus velhos, caquéticos, com motorista e cobrador muito mal educados que vivem atrasando e até mesmo matando rodada, é um inferno!
O Acidente do Pedreiro Português
Uma companhia de seguros portuguesa estranhou que um operário tivesse sofrido tantas fraturas em um determinado acidente e solicitou que o mesmo justificasse claramente o que havia acontecido. Dizem que o fato é verídico e que esta narrativa foi obtida através de cópia dos arquivos da tal companhia seguradora envolvida.
"Excelentíssimos. Senhores,
Em resposta ao seu gentil pedido de informações adicionais, esclareço que no quesito número 3 da comunicação do sinistro mencionei "estar tentado fazer todo o trabalho sozinho" como causa do meu acidente. Em vossa carta V. Sas. me pedem uma explicação mais pormenorizada, pelo que espero sejam suficientes os seguintes detalhes:
Sou assentador de tijolos e no dia do acidente estava a trabalhar sozinho num telhado de um prédio de seis (seis) andares. Ao terminar meu trabalho, verifiquei que havia sobrado 250 kg de tijolos. Em vez de os levar a mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi colocá-los dentro de um barril, e, com ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada em um dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar), descê-lo até o térreo.
Desci até o térreo, amarrei o barril com uma corda e subi para o sexto andar, de onde puxei o dito cujo para cima, colocando os tijolos no seu interior. Retornei em seguida para o térreo, desatei a corda e segurei-a com força para que os tijolos (250kg) descessem lentamente.
Surpreendentemente, senti-me violentamente alçado do chão e, perdendo minha característica presença de espírito, esqueci-me de largar a corda. Acho desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade.
Nas proximidades do terceiro andar dei de cara com o barril que vinha a descer. Ficam, pois, explicadas as fraturas do crânio e das clavículas.
Continuei a subir a uma velocidade um pouco menor, somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na roldana. Felizmente, nesse momento já recuperara a minha presença de espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a corda. Simultaneamente, no entanto, o barril com os tijolos caiu ao chão, partindo seu fundo. Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente 25kg.
Como podem imaginar comecei a cair vertiginosamente, agarrado à corda, sendo que, próximo ao terceiro andar, quem encontrei? Ora, pois, o barril que vinha a subire. Ficam explicadas as fraturas dos tornozelos e as lacerações das pernas.
Felizmente, com a redução da velocidade de minha descida, veio minimizar os meus sofrimentos quando caí em cima dos tijolos embaixo, pois felizmente só fraturei três vértebras.
No entanto, lamento informar que ainda houve agravamento do sinistro, pois quando me encontrava caído sobre os tijolos estava incapacitado de me levantar, porém pude finalmente soltar a corda. O problema é que o barril, que pesava mais do que a corda, desceu e caiu em cima de mim, fraturando-me as pernas.
Espero ter fornecido as informações complementares que me haviam sido solicitadas. Outrossim, esclareço que este relatório foi escrito por minha enfermeira, pois os meus dedos ainda guardam a forma da roldana.
Atenciosamente,
Antonio Manuel Joaquim Soares de Coimbra."
Em resposta ao seu gentil pedido de informações adicionais, esclareço que no quesito número 3 da comunicação do sinistro mencionei "estar tentado fazer todo o trabalho sozinho" como causa do meu acidente. Em vossa carta V. Sas. me pedem uma explicação mais pormenorizada, pelo que espero sejam suficientes os seguintes detalhes:
Sou assentador de tijolos e no dia do acidente estava a trabalhar sozinho num telhado de um prédio de seis (seis) andares. Ao terminar meu trabalho, verifiquei que havia sobrado 250 kg de tijolos. Em vez de os levar a mão para baixo (o que seria uma asneira), decidi colocá-los dentro de um barril, e, com ajuda de uma roldana, a qual felizmente estava fixada em um dos lados do edifício (mais precisamente no sexto andar), descê-lo até o térreo.
Desci até o térreo, amarrei o barril com uma corda e subi para o sexto andar, de onde puxei o dito cujo para cima, colocando os tijolos no seu interior. Retornei em seguida para o térreo, desatei a corda e segurei-a com força para que os tijolos (250kg) descessem lentamente.
Surpreendentemente, senti-me violentamente alçado do chão e, perdendo minha característica presença de espírito, esqueci-me de largar a corda. Acho desnecessário dizer que fui içado do chão a grande velocidade.
Nas proximidades do terceiro andar dei de cara com o barril que vinha a descer. Ficam, pois, explicadas as fraturas do crânio e das clavículas.
Continuei a subir a uma velocidade um pouco menor, somente parando quando os meus dedos ficaram entalados na roldana. Felizmente, nesse momento já recuperara a minha presença de espírito e consegui, apesar das fortes dores, agarrar a corda. Simultaneamente, no entanto, o barril com os tijolos caiu ao chão, partindo seu fundo. Sem os tijolos, o barril pesava aproximadamente 25kg.
Como podem imaginar comecei a cair vertiginosamente, agarrado à corda, sendo que, próximo ao terceiro andar, quem encontrei? Ora, pois, o barril que vinha a subire. Ficam explicadas as fraturas dos tornozelos e as lacerações das pernas.
Felizmente, com a redução da velocidade de minha descida, veio minimizar os meus sofrimentos quando caí em cima dos tijolos embaixo, pois felizmente só fraturei três vértebras.
No entanto, lamento informar que ainda houve agravamento do sinistro, pois quando me encontrava caído sobre os tijolos estava incapacitado de me levantar, porém pude finalmente soltar a corda. O problema é que o barril, que pesava mais do que a corda, desceu e caiu em cima de mim, fraturando-me as pernas.
Espero ter fornecido as informações complementares que me haviam sido solicitadas. Outrossim, esclareço que este relatório foi escrito por minha enfermeira, pois os meus dedos ainda guardam a forma da roldana.
Atenciosamente,
Antonio Manuel Joaquim Soares de Coimbra."
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
Analfabetismo Político
Dizem que Pelé fala muita asneira. Quase deportaram o rei quando ele disse que brasileiro não sabe votar. Adivinha quem colocou todos (EU DISSE TODOS) esses corruptos provocadores de escandalos por desvio de dinheiro publico no poder inclusive por diversas vezes? Quem? Quem? Ah, sim. Foram os norteamericanos, os franceses, os ingleses... Talvez os marcianos ou criptonianos, quem sabe? Aí eu grito:BRASILEIRO, FDP!!! aprende logo a votar, garay!!!
Sutíleza das diferenças
"Talento é quando um atirador atinge um alvo que os outros não conseguem. Gênio é quando um atirador atinge um alvo que os outros não vêem."
(Schopenhauer)
(Schopenhauer)
Balística
O maior problema é que as pessoas precisam entender um pouco de balística e lembrar que o desvio de uma fração de grau na partida pode levar um foguete para bem longe de seu alvo. Da mesma maneira, as grandes soluções na maior parte das vezes dependem integralmente de minúsculos ajustes.
Prós e contras
A idiotice não é um mal em si. Até eu sou idiota diariamente, mesmo que por momentos. Tenho amigos completamente idiotas a quem venero e respeito. O problema só existe, quando o seu amigo idiota resolve ser idiota contra você.
know-how
Ser chamado de tio para alguns amigos meus é uma ofensa. Eu já não ligo. Apenas fico na minha. Entretanto, é bom lembrar que na balada, se a arrogante porque bonita moça da mesa 12 tivesse uma minima ideia do quanto o velhinho da mesa 16 sabe sobre tecnicas de excitação e orgasmo, seguramente mudaria a sua postura e teria uma atitude mais, digamos... sábia!
quinta-feira, 30 de maio de 2013
O Seguro das Roupas de Morzin
Coitada da minha mulher. Ela é uma pessoa pura e ingênua. A semana passada eu disse a ela. "-Faça um seguro para as suas roupas. É mais prático e mais barato! Do jeito que vc está fazendo, está jogando dinheiro fora!" Mas ela não me ouve. Imagina! Quinta feira foi a terceira vez que encontro um sujeito dentro do guarda roupas. E ela não aprende. Cada dia um homem diferente. Pudera! O ambiente é escuro, quente, insalubre. Não adianta contratar seguranças para vigiar as roupas dela, tem mesmo é que fazer um seguro! No lugar deles eu também me sentiria mal e não ficaria mais que um dia, ou talvez horas. Estou insistindo na tese do seguro, vamos ver se essa cabecinha dura muda de opinião. Mas não está sendo fácil.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
Aquela senhora da foice...
sábado, 25 de maio de 2013
Boa Noite, Cinderela!
Estava de castigo no Hospital do Servidor Municipal. Cólicas renais me obrigaram a ficar no soro. E quando eles passam soro, é soro pra paciente nenhum botar defeito. Litros e litros. Certa manhã, entrou no PS uma garota muito bonita, vestida com umas roupas esquisitas e chorando muito. Ela chorava, arqueava o corpo (sentada) e apertava a barriga. E nada de ser atendida. Fiquei com dó e puxei conversa. E ela começou a contar. Queria ir numa balada. Uma amiga convidou para ir na Love Story, ali na República. Foram. Lá, se deixou encantar pela gentileza de um rapaz que ofereceu um gole de bebida para ela. E apagou. Voltou a si em frente ao Pronto socorro, dia amanhecendo, com uma terrível dor na barriga e sem saber o que aconteceu. Ela chorava, puxava as roupas para mostrar e dizia: "Olha aqui essas roupas horríveis. elas não são minhas. eu só uso roupa de marca e não essa porcaria." e chorava copiosamente, sempre se arcando de dor na barriga. Aí eu disse a ela: Minha filha, você foi vítima do "boa noite cinderela". Você nunca deve aceitar nem bebida nem comida de estranhos na noite de São Paulo. Eles colocam uma droga que se dá para pessoas que vão operar. Você continua falando, mas fica como se estivesse bêbada e depois, não lembra de nada nem do que fez, nem do que fizeram com você. É preciso muito cuidado com essas coisas. Eles poderiam até ter matado você! Nisso chega a mãe. Vê a filha naquele estado e começa a chorar. Como eu tenho uma filha da mesma idade, senti na alma aquele drama da mãe e chorei junto, mas quieto no meu canto. Depois fiquei imaginando o perigo de DST, gravidez indesejada e o trauma que fica. E pela dor que ela sentia na barriga, ou a droga que eram a ela detonou o estômago, ou o pior mesmo pode ter acontecido. Em seguida ela foi atendida e não mais a vi. Ficou só aquela angústia que ela me passou de não saber o que tinha acontecido, quem eram as pessoas com quem ela estava e o que fizeram com os pertences e a roupa dela. E pensei com os meus botões: hoje em dia, coisas aparentemente inocentes podem ser extremamente perigosas. E a garota deveria, sim, estar muito feliz por ter sido deixada toda arrebentada por dentro na porta do hospital, mas - viva!
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quinta-feira, 23 de maio de 2013
O Tarado do Carnaval
Vinte e poucos anos, os hormônios efervescendo nas veias, peguei a loirinha e levei para o covil. O covil era um lugar alocado por um amigo, que pertencia à família dele, mas era abandonado e só a gente tinha a chave da porta da frente, em plena cidade. Em lá chegando, fui beijando aquela maravilha de menina. Seus também vinte e poucos anos, magrinha mas gostosa, me levaram à loucura. Quando comecei a entrar para as vias de fato, ela começou a soluçar e dizer:
"-O que que é isso que vc está fazendo comigo? Eu nunca fiz isso!"
De um lado fiquei mais excitado por saber que ela era virgem, mas de outro, minha consciência começou a me detonar. Vesti a roupa e fui embora.
Acabara-se o meu carnaval. Onde já se viu, um sujeito como eu, ser canalha a ponto de tirar a virgindade de uma garota só porque era uma baile de carnaval? Para mim, o carnaval acabou. A minha consciência determinara: "vc é um canalha, fique no seu lugar, na sua insignificância, seu tarado!"
Passado o carnaval, estou sentado no banco da praça da matriz, vendo o movimento. Vejo uma criança dos seus dois anos correndo pelas pedrinhas portuguesas do calçamento da praça; e de repente, ouço uma voz meio conhecida. "-Filhinho, não corre que você cai." Olhei. Era a loirinha virgem que eu evitara de desvirginar dias antes. Eu tinha contado a história para os meus colegas que estavam na praça naquele momento. Foi a salvação. Quando levantei para dar umas porradas nela, me seguraram. Meus amigos riam demais e isso me irritava sobremaneira. E ela foi embora, levando o pequerrucho que hoje, deve ter mais de 40 anos.
Ação e Reação
Estava sentado na sala, assistindo televisão. Alguém chamou pelo nome do lado de fora da casa. Quando olhou, levou um tiro fatal no meio da cara. Até hoje, um crime não solucionado. Sem testemunhas. Sem provas. Sem nada.
Ele era um cara ousado. De uma pequena empresa, fez um império. E para isso, comprou muito de um só fornecedor. Ficou amigo íntimo do diretor da multinacional que lhe fornecia mercadoria. Iam pescar no Araguaia juntos. Para as praias do nordeste juntos. E ele sempre gentil, sempre amigo, sempre leal, sempre legal. O norteamericano não sabia do perigo. Um dia, uma mega-compra de mercadoria. É arriscado, mas o amigo merecia essa moção de confiança. E concedeu o crédito. Milhões em mercadoria. Não deu outra. Todo o estoque foi vendido e nenhum tostão foi pago. O amigo gringo foi sumariamente demitido e voltou para os EUA. E a rede de lojas se consolidara com esse golpe monstruoso.
Ao comentar essa morte, um amigo conta outra história. "Ah, ele era assim mesmo. Meu velho pai é marceneiro. Ele pediu uma cozinha completa em fórmica. Meu pai fez. Quando entregou, ele disse que não iria pagar o preço combinado. Diante da insistência de meu pai, dizendo que se endividara nas lojas comprando material para fazer a cozinha, ele concordou em pagar a metade e mais nada."
Pensando com os meus botões, logo em seguida, cheguei a uma sombria conclusão. É claro que aquele assassinato era algo lamentável. Mas foi um fim muito procurado pela própria vítima.
quinta-feira, 16 de maio de 2013
Vidas Pilotadas
Um projeto de vida é como uma carta de navegação feita por um piloto de avião. Ele planeja tudo. De onde vai sair, onde vai chegar, pontos de apoio, alternativas, velocidade de cruzeiro, duração da viagem, quantidade de combustível e outros detalhes. Depois de partir, em pleno vôo, se ele programou ir para NE e defronte se forma uma grande tempestade, ele tem duas opções: ou escolhe um aeroporto alternativo, aterrissa e espera a tempestade passar, ou desvia fazendo um semi-círculo, à esquerda ou direita, para contornar a tempestade. Na vida, as coisas também são assim. O que planejamos para nós, são objetivos passíveis de adequações de percurso. E sonhos adiados são verdadeiras fatalidades: acontecem mesmo. Mudanças de rumos, troca de objetivos, saídas radicais, são também opções válidas nesse vôo gigantesco que é a nossa vida. E nessa pilotagem, há que se ter bom senso, paciência, saber renunciar momentaneamente a coisas programadas que não acontecerão e muita fibra, tenacidade, para não desistir e fazer um pouso forçado em meio a uma plantação qualquer. É preciso chegar ao aeroporto enunciado na nossa carta de vôo.
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sexta-feira, 10 de maio de 2013
A importância do Doutorado
QUANDO SE TEM DOUTORADO
O dissacarídeo de fórmula C12H22O11, obtido através da fervura e da evaporação de H2O do líquido resultante da prensagem do caule da gramínea Saccharus officinarum, (Linneu, 1758) isento de qualquer outro tipo de processamento suplementar que elimine suas impurezas, quando apresentado sob a forma geométrica de sólidos de reduzidas dimensões e restas retilíneas, configurando pirâmides truncadas de base oblonga e pequena altura, uma vez submetido a um toque no órgão do paladar de quem se disponha a um teste organoléptico, impressiona favoravelmente as papilas gustativas, sugerindo impressão sensorial equivalente provocada pelo mesmo dissacarídeo em estado bruto, que ocorre no líquido nutritivo da alta viscosidade, produzindo nos órgãos especiais existentes na Apis mellifera.(Linneu, 1758) No entanto, é possível comprovar experimentalmente que esse dissacarídeo, no estado físico-químico descrito e apresentado sob aquela forma geométrica, apresenta considerável resistência a modificar apreciavelmente suas dimensões quando submetido a tensões mecânicas de compressão ao longo do seu eixo em conseqüência da pequena capacidade de deformação que lhe é peculiar.
QUANDO SE TEM MESTRADO
A sacarose extraída da cana de açúcar, que ainda não tenha passado pelo processo de purificação e refino, apresentando-se sob a forma de pequenos sólidos tronco-piramidais de base retangular, impressiona agradavelmente o paladar, lembrando a sensação provocada pela mesma sacarose produzida pelas abelhas em um peculiar líquido espesso e nutritivo. Entretanto, não altera suas dimensões lineares ou suas proporções quando submetida a uma tensão axial em conseqüência da aplicação de compressões equivalentes e opostas.
QUANDO SE TEM GRADUAÇÃO
O açúcar, quando ainda não submetido à refinação e, apresentando-se em blocos sólidos de pequenas dimensões e forma tronco-piramidal, tem sabor deleitável da secreção alimentar das abelhas; todavia não muda suas proporções quando sujeito à compressão.
QUANDO SE TEM ENSINO MÉDIO
Açúcar não refinado, sob a forma de pequenos blocos, tem o sabor agradável do mel, porém não muda de forma quando pressionado.
QUANDO SE TEM ENSINO FUNDAMENTAL
Açúcar mascavo em tijolinhos tem o sabor adocicado, mas não é macio ou flexível.
QUANDO NÃO SE TEM ESTUDO
Rapadura é doce, mas não é mole não!!!!!
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Contos de Fadas Repaginados
O Ministério
Público, através da Promotoria da Infancia e da Juventude, vai ouvir na semana
que vem, o sudito que desobedeceu a ordem da madrasta má e poupou a vida da
menina Branca de Neve. Os promotores querem saber as circunstancias em que a
ordem para matar a garota foi dada e se houve aí um agravante do crime doloso. Segundo um
promotor que nâo quis ter seu nome publicado, a madrasta de Branca de Neve pode
ser enquadrada em vários artigos do ECA, Estatuto da Crianca e do Adolescente.
Ja o servidor que a deixou sozinha na floresta e matou um veado em seu lugar, deve responder por abandono de menor e também
por maus tratos e morte de animal da fauna silvestre, crime inafiançável. Além
disso, consta que corre em paralelo uma investigação no DEIC, porque o servo da
madrasta má não tinha porte de arma e nem registro da espingarda com a qual
cometeu o crime. Os anões estão em tratamento psiquiátrico, porque todos eles
ficaram com transtorno bipolar ao terem que ceder Branca de Neve em casamento para
o Príncipe.
Branca de Neve, que
desde esses eventos já tem numerosa família, cuida de uma ONG de preservação da
fauna silvestre e promove grandes festas beneficentes no palácio. E contrariando
o lugar-comum dos contos de fadas, o colunismo social comenta em todos os blogs
de fofocas, que Branca está traindo o Príncipe com seu personal-trainer. E para finalizar, a semana que vem também,
algumas Ongs GLBT intimarão os descendentes dos Irmãos Grimm, para saber se o
veado da história pode ser substituído por outro animal. As Ongs alegam que
tudo é válido, "desde que seja em prol da preservação da boa imagem da categoria,
dado que esse tipo de conto estimula a violência contra minorias."
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contos de fadas repaginados,
sete anões
sexta-feira, 5 de abril de 2013
segunda-feira, 25 de março de 2013
Suprimentos de Escritório
Por um breve período, fazendo um
bico durante o dia enquanto trabalhava na TV à noite, dentre outras atribuições cuidei da papelaria da
empresa. Ao assumir, comecei a fazer 4, até 5 orçamentos de fornecedores diferentes, para submeter à
aprovação do meu diretor. Um dia, estava
em sua sala e tive oportunidade de matar uma enorme curiosidade. Vendo uma
brecha na conversa, perguntei. Chefe, o senhor me pede para fazer vários
orçamentos para compra de material de escritório, mas nunca aprova os mais em
conta, os valores menores. Eu não entendo isso! E ele, do alto de sua experiência de vida, me
explicou então. Disse: "- Os orçamentos mais altos, são de empresas que
querem nos explorar. Os mais baixos, de empresas que possivelmente nos
fornecerão um produto de baixa qualidade ou simplesmente não conseguirão
entregar o que prometeram. Então,
ficamos com as propostas médias, que não são nem altas, nem baixas, mas teremos
a certeza de que não estão nos explorando e confiança na qualidade do que compramos e de sua respectiva entrega. Naquele momento, vi o quanto estava distante
da realidade de algo tão simples e banal como o controle de estoque de material
para escritório!
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o barato sai caro
domingo, 24 de março de 2013
terça-feira, 19 de março de 2013
Um Lugar
Eu quero um lugar onde eu possa afagar um gato meu, sem me preocupar com coisas e pessoas que invadem a nossa vida fazendo exigências. Uns, querem que nos engajemos na luta contra a corrupção. Outros, querem que ajudemos a salvar o animal em extinção. Outros ainda, querem que nos alinhemos contra o sistema financeiro internacional. E todos nos cobram para que saiamos da imobilidade e ajamos como gente grande. Muito nobre, essa posição. Muito procedente essa cobrança. Apenas quero lembrar a todos, que o meu objetivo de vida, é poder afagar um dos meus gatos serenamente, vendo o ocaso, da varanda da minha casa, em algum lugar deste enorme pais. Não me considero uma pessoa que tenha vindo ao mundo para realizar grandes feitos, nem para participar de sagas em prol do bem e da felicidade dos homens. Lembrem-se: quero apenas afagar meu gato em paz. Talvez não se perceba e nem seja de alguma importância aos grandes salvadores do mundo, da pátria e das instituições carcomidas e podres, o fato de eu não ter tido, nos ultimos anos, nenhum gesto para prejudicar seriamente um semelhante meu. Talvez não seja importante a ninguém, que eu tenha procurado ajudar, na medida de minhas condições e posses, a alguém menos favorecido ou a alguém em situação desfavorável, recuperando a sua autoestima e vigor de viver. Talvez isso não importe nem um pouco - e o que queiram é que eu me alinhe aos grandes manifestantes em prol das grandes causas, querendo grandes resultados, procurando saídas espetaculares para a miséria humana. Desculpem. Meu maior objetivo neste momento, é afagar o meu gato, olhando o horizonte e pensando sobre a grande tragédia que é o equívoco recorrente nas relações humanas.
domingo, 3 de março de 2013
visões de mundo
Em algum lugar do céu, vi rolar uma estrela. Ela rolou e sumiu. Foi há 54 anos. Eu estava na sacada do sobrado em que nasci, na esquina da Xavier Ribeiro com Barão de Mota Pais, sentado no colo de dona Mariquinha, minha bisavó. Esqueci quase tudo de minha infância, mas dessa figura da estrela, me recordo sempre. Talvez tenha sido nesse dia, que apareceu a minha permanente curiosidade com relação ao mundo em que vivo e ao Universo que o acolhe. Essa pequena estrela-rolante estartou dentro de mim a necessidade de saber dos fenômenos da superfície, mas também do céu. Que céu era aquele, todo negro e iluminado apenas por aquela miríade de pontinhos cintilantes? Até onde ele ia? Aonde ele nos levava? Cinco décadas depois, tenho a mesmíssima curiosidade ao olhar o céu. As mesmíssimas dúvidas e interrogações. Mas adquiri, entretanto, algumas certezas. A de que não somos nada diante da criação. Que o globo terrestre é apenas um grão de poeira estelar e que há mundos gigantescamente maiores e profundamente diferentes do nosso. Que embora não tenhamos a explicação, há um sentido e uma inteligência coordenando tudo isso e que, diante da eternidade do tempo e do espaço, poderíamos aproveitar melhor as nossas brevíssimas existências, tornando-as mais dignas e mais justas do que realmente são.
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