segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

fracos e fortes, vingança e perdão.


Às vezes eu me pergunto: onde está a sua tolerancia para com o erro alheio? Onde está a sua posssibilidade de conviver com a imperfeição do ser humano? Condenar é muito fácil. Principalmente quando o condenado, não somos nós e não é nada nosso. As pessoas que perdoam, independentemente do grau de gravidade daquilo que cometeu o perdoado, sobem na escala da vida e crescem rumo à emancipação. A vingança é um artifício dos fracos e impotentes. Os fortes e grandes, optam pelo perdão.

ocupação aleatória



Water can be a source of blessed life, or a punishment and death. It depends on the affection and respect that we dedicate not only her but all things of nature.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

La Traviata

A cidade se esparrama por sobre a serra, modorrenta, com um sol a pino a determinar o canto sincopado das galinhas poedeiras nos arborizados quintais. Na varanda, dona Amélia cuida dos detalhes de um complicado vestido, um porre para passar a ferro. Entretanto, na estante daquele galpão que é garagem e área de serviço, um rabo-quente, aqueles velhos mas honestos radinhos AMAdicionar imagem solta a quem quiser ouvir, Brindisi.O tenor e as sopranos enchem a tarde com suas notas melodiosas. La –lá, La-la-lá, lala-lá, lari lá larilá, larilá, lalá...A minha infância querida, foi marcada e bem marcada por Brindisi. Graças a Verdi e a Deus.

Apologia da Ignorância

Essas estruturas todas, colossais, celestiais, abissais, indevassáveis. Quando penso estar à margem, eis que me vejo no meio. Ao imaginar-me inserido, sou a exclusão. Me surpreendo raso, mas as pessoas me enxergam profundo. Mas quando me sinto largo, eis que me bate à porta a mais singela estreiteza. A oferta de pérolas precisa ser repensada, isso é ancestral. E toda certeza deve ser relativa. O sol nascerá hoje também, mas só para os vivos. Os mortos pouco se importarão com o sol. E há mortos e mortos. Vivos e vivos. E há vivos mortos e há mortos vivos. Com nenhum deles o sol se importa. Ele apenas nasce.
Quantos mistérios existem no sorriso da criança, no miado do gato, no por do sol, no barulho Da cachoeira, na trilha da formiga, no vôo do beija-flor, no gesto de carinho, no sorriso do olhar, na trilha da floresta, na rua deserta, na janela fechada, nas roupas do varal, no silêncio da garota, na pelada dos adolescentes na bucólica tarde da pracinha, nas minhas saudades, no futuro incerto, na esperança, nas minhas certezas e muito mais nas minhas dúvidas?
Houve uma época em minha vida, que eu queria saber de tudo. Tudo mesmo. O passar dos anos foi me ensinado, através de goles pequenos numa bebida amarga, que, por vezes – creio que a maioria delas – é bom não saber. Não há ignorante que sofra até que perca a inocência pura e galgue o honorável patamar da consciência. Talvez a ignorância em sua mais atávica manifestação, seja a forma mais pura e sublime de predisposição à felicidade. É certo que muitas vezes, é melhor nem saber das coisas, para poder melhor curtir o pouco que se sabe, com leveza e fidalguia.

Considerações sobre corpo e alma


Ela não dizia palavras, apenas. Ela se esfaqueava com elas. O sangue que corria era incolor e saia dos olhos. E o coração, já era de tempos um grande depósito de lágrimas. A despedida precisa de um céu gris, de um sol pálido, de um bocado de melancolia. Mas nada disso é capaz de separar junto com os corpos, as almas. A estrada, por longa que seja, é sempre menor do que a certeza do que ficou.


ENGENHARIA SOCIAL

-Pronto!
- Alô, é o senhor pedro?
- Sim, pois não?
- Senhor Pedro, bom dia, eu sou a Elisângela do Banco Babalú e gostaria de falar com o senhor a respeito de uma promoção onde o sr. indica pessoas para oferecer cartão de crédito adicional grátis por um ano inteiro!
- Querida, eu não me interesso pelo assunto.
- Mas o senhor não quer? O sr. não tem filho?
- Tenho 3.
- Todos maiores?
- Não, tem uma menor, a minha caçula.
- Ah, aqui só consta que o sr. tem um cartão adicional para a Janaína, confere?
- Sim.
- Ela é sua filha, não é mesmo?
- Não.
- Não, senhor pedro?
- Não, ela é minha amiga. Uma grande amiga.
- Não é sua filha, então?
- Não.
- senhor Pedro, que idade tem seus filhos?
- Bem, o Breno tem 24, o Caíque 22 e a Eridane 17.
- Olha, nós podemos oferecer um cartão adicional para cada um de seus filhos gratuitamente por um ano, o sr. concorda?
- Não.
- Não, seu Pedro? Mas consta aqui que o seu limite do cartão visa é de mil reais, confere?
- Mil? De onde vc tirou isso?
- Consta em nossos cadastros, senhor Pedro.
- Bem, preciso falar com o meu gerente, porque até onde eu sei o meu limite é cinco vezes e meia maior que isso em cada cartão, master e visa, no banco Babalú.
- Então, o sr. não quer mesmo oferecer um cartão adicional gratuito a cada um dos seus filhos?
- Não, querida. Já tive uma experiência parcial e quase fui à falência.
- Mas o sr. pode reduzir o limite de cada cartão a um mínimo de cem reais, senhor Pedro.
- É que vc não conhece a lábia dos meus filhos. Logo o limite estará em mil reais, deixa pra lá.
- Mas a sua renda lhe permite conceder três cartões adicionais grátis por um ano para cada um dos seus filhos no valor de mil reais, senhor Pedro?
- Claro que não, meu amor. Sou um proletário com pretensões a classe média num futuro distante.
- Então o sr. não quer mesmo oferecer os cartões grátis aos seus filhos, senhor pedro?
- Não, definitivamente não!
- Então o sr pode aguardar um pouco para que eu possa estar transferindo a ligação, senhor Pedro?(...)
- Senhor Pedro, bom dia, eu sou a Patrícia, do setor de atendimento do Banco Babalu, para onde o senhor deseja que eu mande os cartões, é para o endereço da consolação ou para o endereço da república?
- Meu bem, para começo de conversa, eu não tenho endereço algum na república e para finalizar eu não quero oferecer cartão de crédito adicional gratuito por um ano para ninguém.
- Nao,senhor Pedro? é de graça por um ano!
- É, eu sei. De graça por um ano e depois eu pago o olho da cara, né?
- Bem, já que o senhor, definitivamente, não deseja oferecer cartões de crédito adicionais a ninguém, nem aos seus filhos, eu sugiro que o senhor faça um seguro de seu carro ou de sua casa por um valor bem em conta, deseja?
- Meu amor, eu não tenho carro e moro em casa alugada, que diabo!
- O Banco Babalu agradece a sua atenção e lhe desjea um excelente dia, senhor Pedro. Meu nome é Patrícia e agradeço por sua atenção.
(é óbvio que o banco já tinha todas as minhas informações. As atendentes estavam apenas, sutilmente, checando cada uma.)

Lembranças


Como diria aquele personagem do saudoso Chico Anysio (A Globo matou ele em vida) "-tudo é muito relatiiiiivo." Me lembro que antigamente, as pessoas morriam de coisas pelas quais hoje já não se morre mais. Me lembro que a maioria (maioria sim) das crianças e até dos adolescentes, andava descalça, sapato era um troço prá lá de caro. Me lembro que só tinha asfalto ou rua pavimentada com paralelepípedos nos centros das cidades e saindo deles, era um buraco só, tudo na terra nua. Me lembro também que roupa era um troço muito caro. Tão caro, que o uniforme da escola era usado por todos da família até ficar todo rustido. Me lembro que a gente se reunia numa pequena multidão de 30 ou 40 pessoas de todo o bairro para assisitir televisão na casa do dono da mercearia, o único que teve cacife para comprar uma. Eram aquelas TVs Colorado, que de colorido só tinham o nome, uma vez que a imagem era em preto e branco mesmo. Me lembro de quando o fusca chegou. Achavam que ia ser o maior fiasco, por ser muito pequeno, apertado e desconfortável. Me lembro que as pessoas eram muito mais magras do que hoje. Comiam menos, talvez. E faziam mais esforço, não tinha nada automatizado. Me lembro que as casas tinham grandes quintais e que em muitas, o banheiro eram as belas e vistosas bananeiras, talvez adubadas à força com os dejetos das pessoas. Me lembro de muito mais. Me lembro que os carros quebravam muito, principalmente os sem partida, com manivela, tipo forde-bigode. Me lembro que a maior parte das cidades era iluminada a lampião, especialmente na periferia. Era um cheiro de querosene lascado. Me lembro que as casas tinham fogão a lenha e a cidade ficava com o céu cinza na hora das refeições, porque todo mundo aumentava o fogo para preparar comida. Me lembro que passar roupa com ferro a brasa era um tormento, tinha que balançar o ferro no braço para avivar as brasa dentro dele. Me lembro que rede de esgoto era um privilégio de alguns. Nas vilas e bairros mais distantes das cidades brasileiras, ele corria a céu aberto, era um forte cheiro de merda com urina no ar.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

NOMES ESTRANHOS
























Abaixo, estão relacionados alguns nomes estranhos de pessoas, registrados em cartórios de todo o Brasil. O objetivo não é de ridicularizar ninguém, mas sim de trazer uma pequena amostra da criatividade do povo brasileiro. Os nomes foram coletados a partir de listas públicas, como uma relação de segurados com nomes estranhos divulgada pelo extinto INPS na década de 80, e pesquisas em cartórios realizadas por autores de livros especializados. Vejamos os Nomes !


Abrilina Décima Nona Caçapavana Piratininga de Almeida
Acheropita Papazone
Adalgamir Marge
Adegesto Pataca
Adoração Arabites
Aeronauta Barata
Agrícola Beterraba Areia
Agrícola da Terra Fonseca
Alce Barbuda
Aldegunda Carames More
Aleluia Sarango
Alfredo Prazeirozo Texugueiro
Alma de Vera
Amado Amoroso
Amável Pinto
Amazonas Rio do Brasil Pimpão
América do Sul Brasil de Santana
Amin Amou Amado
Amor de Deus Rosales Brasil (feminino)
Anatalino Reguete
Antônio Americano do Brasil Mineiro
Antonio Buceta Agudim
Antonio Camisão
Antonio Dodói
Antonio Manso Pacífico de Oliveira Sossegado
Antonio Melhorança
Antônio Morrendo das Dores
Antonio Noites e Dias
Antônio P. Testa
Antonio Pechincha
Antônio Querido Fracasso
Antonio Treze de Junho de Mil Novecentos e Dezessete
Antônio Veado Prematuro
Apurinã da Floresta Brasileira
Araci do Precioso Sangue
Argentino Argenta
Aricléia Café Chá
Armando Nascimento de Jesus
Arquiteclínio Petrocoquínio de Andrade
Asteróide Silverio
Ava Gina (em homenagem a Ava Gardner e Gina Lolobrigida)
Bananéia Oliveira de Deus
Bandeirante do Brasil Paulistano
Barrigudinha Seleida
Bende Sande Branquinho Maracajá
Benedito Autor da Purificação
Benedito Camurça Aveludado
Benedito Frôscolo Jovino de Almeida Aimbaré Militão de Souza
Baruel de Itaparica Boré Fomi de Tucunduvá
Benigna Jarra
Benvindo Viola
Bispo de Paris
Bizarro Assada
Boaventura Torrada
Bom Filho Persegonha
Brandamente Brasil
Brasil Washington C. A. Júnior
Brígida de Samora Mora
Belderagas Piruégas de
Alfim Cerqueira Borges Cabral
Bucetildes (chamada, pelos familiares, de Dona Tide)Cafiaspirina Cruz
Capote Valente e Marimbondo da Trindade
Caius Marcius Africanus
Carabino Tiro Certo
Carlos Alberto Santíssimo Sacramento
Cantinho da Vila Alencar da Corte Real Sampaio
Carneiro de Souza e Faro
Caso Raro Yamada
Céu Azul do Sol Poente
Chananeco Vargas da Silva
Chevrolet da Silva Ford
Cincero do Nascimento
Cinconegue Washington Matos
Clarisbadeu Braz da Silva
Colapso Cardíaco da Silva
Comigo é Nove na Garrucha Trouxada
Confessoura Dornelles
Crisoprasso Compasso
Danúbio Tarada Duarte
Darcília Abraços
Carvalho Santinho
Deus Magda Silva
Deus É Infinitamente Misericordioso
Deusarina Venus de Milo
Dezêncio Feverêncio de Oitenta e Cinco
Dignatario da Ordem Imperial do Cruzeiro
Dilke de La Roque Pinho
Disney Chaplin Milhomem de Souza
Dolores Fuertes de Barriga
Dosolina Piroca Tazinasso
Drágica Broko
Ernesto Segundo da Família Lima
Esdras Esdron Eustaquio Obirapitanga
Esparadrapo Clemente de Sá
Espere em Deus Mateus
Estácio Ponta Fina Amolador
Éter Sulfúrico Amazonino Rios (socorro...)
Excelsa Teresinha do Menino Jesus da Costa e Silva
Faraó do Egito Sousa
Fedir Lenho
Felicidade do Lar Brasileiro
Finólila Piaubilina
Flávio Cavalcante Rei da Televisão
Francisco Notório Milhão
Francisco Zebedeu Sanguessuga
Francisoreia Doroteia Dorida
Fridundino Eulâmpio
Gigle Catabriga
Graciosa Rodela D'alho
Heubler Janota
Hidráulico Oliveira
Himineu Casamenticio das Dores Conjugais
Holofontina Fufucas
Homem Bom da Cunha Souto Maior
Horinando Pedroso Ramos
Hugo Madeira de Lei Aroeiro
Hypotenusa Pereira
Ilegível Inilegível
Inocêncio Coitadinho
Isabel Defensora de Jesus
Izabel Rainha de Portugal
Janeiro Fevereiro de Março Abril
João Bispo de Roma
João Cara de José
João Cólica
João da Mesma Data
João de Deus Fundador do Colto
João Meias de Golveias
João Pensa Bem
João Sem Sobrenome
Joaquim Pinto Molhadinho
José Amâncio e Seus Trinta e Nove
José Casou de Calças Curtas
José Catarrinho
José Machuca
José Maria Guardanapo
José Padre Nosso
José Teodoro Pinto Tapado
José Xixi
Jovelina Ó Rosa Cheirosa
Jotacá Dois Mil e Um Juana Mula
Júlio Santos Pé-Curto
Justiça Maria de Jesus
Lança Perfume Rodometálico de Andrade
Leão Rolando Pedreira
Leda Prazeres Amante
Letsgo Daqui (let's go)
Liberdade Igualdade
Fraternidade Nova York Rocha
Libertino Africano Nobre
Lindulfo Celidonio Calafange de Tefé
Lynildes Carapunfada Dores Fígado
Magnésia Bisurada do Patrocínio
Manganês Manganésfero Nacional
Manolo Porras y Porras
Manoel de Hora Pontual
Manoel Sovaco de Gambar
Manuel Sola de Sá Pato
Manuelina Terebentina
Capitulina de Jesus Amor Divino
Marciano Verdinho das Antenas Longas
Maria Constança Dores Pança
Maria Cristina do Pinto Magro
Maria da Cruz Rachadinho
Maria da Segunda Distração
Maria de Seu Pereira
Maria Felicidade
Maria Humilde
Maria Máquina
Maria Panela
Maria Passa Cantando
Maria Privada de Jesus
Maria Tributina Prostituta Cataerva
Maria-você-me-mata
Mário de Seu Pereira
Meirelaz Assunção
Mijardina Pinto
Mimaré Índio Brazileiro de Campos
Ministéio Salgado
Naida Navinda Navolta Pereira
Napoleão Estado do Pernambuco
Napoleão Sem Medo e Sem Mácula
Natal Carnaval
Natanael Gosmoguete de Souza
Necrotério Pereira da Silva
Novelo Fedelo
Oceano Atlântico Linhares
Olinda Barba de Jesus
Orlando Modesto Pinto
Orquerio Cassapietra
Otávio Bundasseca
Pacífico Armando Guerra
Padre Filho do Espírito Santo Amém
Pália Pélia Pólia Púlia dos Guimarães Peixoto
Paranahyba Pirapitinga Santana
Penha Pedrinha Bonitinha da Silva
Percilina Pretextata
Predileta Protestante
Peta Perpétua de Ceceta
Placenta Maricórnia da Letra Pi
Plácido e Seus Companheiros
Pombinha Guerreira Martins
Primeira Delícia Figueiredo Azevedo
Primavera Verão Outono Inverno
Produto do Amor Conjugal de Marichá e Maribel
Protestado Felix Correa
Radigunda Cercená Vicensi
Remédio Amargo
Renato Pordeus Furtado
Ressurgente Monte Santos
Restos Mortais de Catarina
Rita Marciana Arrotéia
Rocambole Simionato
Rolando Caio da Rocha
Rolando Escadabaixo
Rômulo Reme Remido Rodó
Safira Azul Esverdeada
Sansão Vagina
Sebastião Salgado Doce
Segundo Avelino Peito
Sete Chagas de Jesus e Salve Pátria
Simplício Simplório da Simplicidade Simples
Soraiadite das Duas a Primeira
Telesforo Veras
Tropicão de Almeida
Última Delícia do Casal Carvalho
Último Vaqueiro
Um Dois Três de Oliveira Quatro
Um Mesmo de Almeida
Universo Cândido
Valdir Tirado Grosso
Veneza Americana do Recife
Vicente Mais ou Menos de Souza
Vitória Carne e Osso
Vitimado José de Araújo
Vitor Hugo Tocagaita
Vivelinda CabritaVoltaire Rebelado de França
Wanslívia Heitor de Paula
Zélia Tocafundo Pinto

Os irmãos Cedilha, Vírgula, Cifra e Ponto

As irmãs Defuntina e Finadina.

As irmãs Dialinda e Noitelinda.

Os irmãos Rebostiana e Euscolástico.

Os irmãos Creio Em Deus Pai Kramer e Espírito Santo Riograndense Kramer.

O caso do pai Fredolino e do filho Merdolino.

O flamenguista fanático que batizou seus filhos com nomes do tipo: Flamena e Zicomengo.

E tem o caso dos dois irmãos chamados Zalboeno e Zauxijoane. "Zalboeno" foi montado através de combinações com o nome do Balboeno, ex-jogador de futebol da Argentina. E "Zauxijoane" é: Za (de Zalboeno), Auxi (Auxiliadora, a mãe), Joa (João, o pai) e Ne (Nordeste, a região onde nasceu).

Combinações estranhas são comuns.

Exemplos:
Kêmula Katrine, Liney Lindsay, Reimar Rainier...

E também combinações entre nomes de irmãos: Zigfrid, Zigfrida, Zingrid.

Nomes de personalidades também costumam batizar diversas pessoas pelo Brasil afora.

Exemplos:
Adolpho Hitler de Oliveira
Anjo Gabriel Rodrigues Santos
Charles Chaplin Ribeiro
Elvis Presley da Silva
Hericlapiton da Silva
Ludwig van Beethoven Silva
Maicon Jakisson de Oliveira
Marili Monrói
Marlon Brando Benedito da Silva
Sherlock Holmes da Silva

Na época do seriado Dallas, eram comuns nomes como: Pâmela, Suelen, Jotaerre, Biull...

Mas os próprios artistas não ficam atrás.

Os filhos da cantora Baby do Brasil (antigamente conhecida como Baby Consuelo) se chamam: Sarah Sheeva, Zabelê, Nana Shara, Kriptus Rá Baby, Krishna Babye e Pedro Baby.

E tem o caso de uma empregada doméstica, daquelas bem simples, deu à filha o nome de Madeinusa. Quando uma pessoa da casa foi perguntá-la o motivo do nome, ela respondeu inocentemente: É que eu estava pegando suas roupas para lavar e li na etiqueta de sua camiseta a palavra "Made in USA", eu achei tão lindo...

Ainda não acabou !!!...

Há também o casal Robeto Grosso e Patricia Pinto
A moça ficou com o nome de casada: Patricia Pinto Grosso

os irmãos: Epílogo, Verso, Estrofe, Poesia e Pessoína Campos;

os irmãos: Xerox, Autenticada e Fotocópia;

os irmãos: Zigfrid, Zigfrida, Zingrid, Ingrid;

os irmãos: Orlaneide Araújo Silva e Orlanílson Araújo Silva,

os irmãos: Phebo Lux Rochester (em homenagem aos sabonetes e ao laboratório)

e Godson ("filho de Deus", em inglês)

Sem falar numa família inteira, no Sul do Brasil, cujo sobrenome é Cachorroski.

No Rio Grande do Norte, há uma família cujos nomes dos filhos são os números em francês, na ordem de nascimento:
Un Rosado, Deux Rosado, Trois Rosado, Quatre Rosado, Cinq Rosado etc. Nossa fonte não sabe ao certo quantos são, mas tem conhecimento de um Vingt Un Rosado (21)...

E tem o caso do flamenguista fanático que batizou seus filhos com nomes do tipo: Flamena e Zicomengo.

E há os clássicos erros de cartório ou mesmo dos pais, que não sabem como se escreve o nome...Há, por exemplo, uma pessoa chamada Merco (era para ser Américo...).

E tem uma mulher chamada Jafa Lei. O diálogo no cartório: "Qual o nome?" "Já falei..."

E como é difícil acertar o nome Washington. Tem Uoston, Woxington e Oazinguiton...

Casamentos costumam render belos sobrenomes.

Uma moça da família Rego casou-se com um rapaz cujo sobrenome de família era "Barbudo".
Não deu outra: o sobrenome da moça ficou "do Rego Barbudo".

Tem um casal de nomes Adolfo Penteado e Elizabeth Rego, portanto os filhos são legítimos "Rego Penteado".

E há o caso de uma mulher que, depois de casado, ficou com o nome Cármem Melo Pinto.

Um outro casal, mais discreto, preferiu manter os nomes de solteiro, mesmo após o casamento.
Ele se chama José Francisco Pinto e ela, Maria José Brochado.

Na cidade de Mogi das Cruzes, uma das maiores colônias japonesas do Brasil, um casamento entre duas famílias tradicionais acabou se tornando em motivo de piada.
A moça se chamava Mitiko Kudo e o seu noivo, Jorge Endo.
Na euforia do casamento, esqueceram que o nome que seria adotado pela futura Sra. Endo traria sérios dissabores para a mesma.
Esqueceram e o nome da moça acabou ficando assim: Mitiko Kudo Endo.


quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

E pensávamos que era inofensivo!





Estudos europeus revelaram os efeitos da bebida. Existe a evidência de que: Vodka + Gelo = estraga os rins! Rum + Gelo = estraga o fígado! Whisky + Gelo = estraga o coração! Gin + Gelo = estraga o cérebro! Pelo que parece é que esse fdp do gelo é que estraga tudo!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Vá de Táxi


Em algumas capitais brasileiras é possível verificar o preço aproximado de corridas de taxi de onde vc está até onde pretende ir bem como a volta.

Meus amigos que detestam dirigir certamente irão usar. Mas o bom mesmo é para os que adoram uma cervejinha.

O endereço é este aqui.

sábado, 19 de junho de 2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Visible Décadence



Fotos do Orkut (clique na imagem para ampliar)

Eu Finjo, Tu Finges, Ele Finge




(Armando Coelho Neto*)





É fingir ser sério e alguém acredita.

No último beijo, por exemplo, ele fingiu não ser mais um e ela fingiu acreditar.
Ele saiu com sentimento de culpa de que enganou, pois fingiu ser honesto, e ela ficou com a sensação de que o enganou ao fingir acreditar.

Não sei se houve sentimento de culpa por parte dela, mas não lhe custaria nada fingir que sim.

Para ele, melhor crer que foi o melhor homem na cama, que barriga de tanquinho é balela, que outros atributos são dispensáveis.

0 importante é a beleza interior, ainda que ninguém veja.

Eu também finjo que creio ou descreio nisso tudo, mas tenho de fingir que não finjo.

Sigo um caminho não escolhido, tão falso quanto uma nota de trinta reais.

Não abri o caminho, mas algum falso com discurso fingidamente sério mentiu tão bem que conseguiu sacramentar que a trilha que seguimos nos leva ou levaria a algum ponto importante.
Eis o caminho.

Tudo nele está falsamente pronto e acabado, com receita para tudo, desde a forma de sentar à mesa a como pegar o talher, do mastigar ao engolir.

Assim definido, as pessoas fingem sentir-se à vontade, e até tentam segurar o garfo com a mão esquerda.

Não custa elogiar a comida de que não gostei e, para quem a fez, não custa nada acreditar que fez sucesso.

Está tudo resolvido, inclusive as paixões mal resolvidas, como diz um amigo.

Assim, já se sabe quem tem o direito de ter bomba atômica e quem não tem; quem tem bomba para fins pacífico e quem não tem.

Alguém tem dúvida quanto à pureza de espírito, no discurso messiânico de quem tem bomba para proteger o planeta?
Divirto-me com a farsa.

Finjo que sou ou que existe autoridade e você finge que respeita. Professor finge que ensina, aluno finge que aprende. Está mantida a imagem do cidadão de bem.

Finjo que não vejo a placa de trânsito que me recomenda 80 km por hora, da mesma forma que finjo não saber que é minha obrigação estar atento a ela.
Mas, lá na frente, há uma câmara que finge não estar lá e me flagra. Queixo-me, pois, à Justiça.

Afinal, não fora eu informado de que a câmara existia.

Convenço o juiz, que acolhe meu pedido, pois ele também gostaria de ignorar a placa e depois ser avisado sobre a câmara.

Eu só não posso passar a mais de oitenta embaixo da câmara.

Posso, portanto, brincar de Senna, Rubinho ou Alonso.

Da mesma forma que Fernando Alonso pode ganhar a corrida na farsa, basta combinar uma batida para atrapalhar o concorrente.

Mutretas, mutretas, pontualmente tratadas como se fossem únicas.

Mas a Fórmula 1 finge que foi a primeira vez, finge que pune, que redimiu a imagem do esporte, o sacramental esporte, como o dopping nas Olimpíadas.

Em cadeia nacional de televisão, um juiz para jogadores por conta de um suposto impedimento, o adversário faz o gol, ele valida, o time segue em frente.

Ele finge que não viu, fingimos que aceitamos súmulas e comentaristas eufóricos que discorrem sobre a necessidade de seriedade, como se eles fossem sérios.

Mas logo se perdem com um gol de mão protagonizado por um francês que com isso garante a ida de seu país à Copa de 2014.

Penso que Maradona fez o mesmo, que o Peru abriu as pernas para dar a Copa aos argentinos em 78, que o jogador Paulo Rossi saiu da cadeia (problemas com o Imposto de Renda) para tirar o Brasil da Copa, mas, na seguinte, ele perde um pênalti e se redime.

Penso que Ronaldo, o fenômeno, nunca mais teve outra convulsão daquela que nos tirou da Copa e que o jogador Roberto Carlos nunca mais arrumou a meia na hora de um lançamento na área.
Finjo que foi acaso, que foi único.

Finjo.

Eu finjo, tu finges, ele finge.

Tão frugal quanto a farsa de um voto supostamente democrático.
Finjo acreditar que eleição eletrônica é honesta, mesmo sabendo que programas da NASA, da Casa Branca (EUA), de ltaipu são vulneráveis e já foram violados.

Tudo é torpe e imoral, baseado em regras compradas tão escroquemente produzidas como uma lei ou uma salsicha na periferia.
Finjo não saber que o voto é comprado, que políticos supostamente honestos se elegem com dinheiro que eles não sabem de onde vem e de repente aparecem entre meias e cuecas.

Portanto, leitores, finjam que leram este texto, finjam que gostaram.

Finja não saber que por trás do oh, oh, oh do Papai Noel ninguém está de olho no seu décimo terceiro salário.
Mas não finja para si mesmo nem na hora de dizer Feliz Natal!


(*)Armando Coelho Neto é formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, jornalismo pela USP e atualmente delegado da Polícia Federal.

(fonte: Revista Artigo 5o. 11a. Edição Novembro/Dezembro2009 Pág. 66)


Flagrantes da cidade:


Veja onde está o leitor de código de barras. Primeiro, os supermercados fazem um lobby para eliminar a exigência do preço no produto e conseguem. Depois, não se sentem na obrigação de colocar preço em todos os expositores, que ninguém é de ferro. Aí, colocam o leitor de código de barras que é para o freguês não ficar enchendo o saco perguntando o preço dos produtos. E de repente, vc encontra um carrinho de carga bem na frente do leitor. E vc olha em volta e não vê encarregado, gerente de seção, gerente geral, nada. Ninguém. Tá todo mundo ocupado fazendo não sei o que não sei onde. Imagina, ter que ficar no salão da loja! E depois, é uma das maiores redes de hipermercados do país. Aí, falam que o Brasil é uma enorme teta e ninguém concorda. Mas olha aí... Nem precisa trabalhar, cadê o povo? Cadê o serviço?

Essa foto foi tirada sem a permissão do supermercado, na loja EXTRA da Avenida Ricardo Jafet. Agora só falta, além de ser mal atendido, ser processado por causa da foto. Não duvido nada.

O Homem de Letras


Quadro Estranho


Efeito Borboleta (clique na imagem para ampliar)


sábado, 30 de janeiro de 2010

A Invasão

O homem branco expulsou o índio. Agora, quer expulsar a natureza.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O Silêncio dos Inocentes

Há um nítido mau-caratismo na maneira com que as pessoas interpretam as coisas.

Já bem disse Millôr Fernandes, "Democracia é quando eu mando e Ditadura, é quando você manda".

Esse cinismo é visível em São Paulo, com a atualização da planta genérica de valores do Município.

As pessoas admitem que seus imóveis valorizaram, mas não admitem que haja um reajuste no valor cobrado no IPTU, de acordo com a valorização.

Ou seja, para essas pessoas, o seu imóvel pode e deve valorizar, mas o imposto deve ser cobrado de acordo com o rendimento da família.

Assim, o IPTU tem que variar de acordo com a renda do proprietário, não com a valorização do imóvel.

Além do mais, se o imóvel valorizou 300 por cento, só será aplicada uma atualização de 30 por cento.

Desta maneira, 270 por cento, ficam por conta do abreu. Um mega-perdão.




A maioria de quem reclama, diz: '-Se a renda não aumentar, o IPTU não pode aumentar também.'

Neste ponto, a valorização do imóvel, por grande que seja, não conta.

E o tal do IPTU, que é uma taxa fixa e inalterada de um por cento sobre o valor venal do imóvel, cujo reajuste não é na taxa, nem no percentual, mas proporcional à valorização, passa a ser chamado por todos: imprensa, justiça, classe média e classe "A" de aumento.

Aliás, quem tem essa ótica marota, é exatamente quem tem imóveis supervalorizados pela natural melhoria no ambiente urbano onde eles se situam.

Como se isso não bastasse, tem essa brincadeira de 'valor venal' , que é simplesmente um valor fictício, para ser colocado na escritura do imóvel, bem abaixo do valor de mercado, visando pagar menos impostos. Se isso não for cinismo, não sei mais o que é.

Enquanto isso, a imensa maioria de mais de um milhão de proprietários que estavam ou passaram para a faixa de isenção de IPTU, fazem um silêncio pétreo. Não abrem a boca nem para agradecer. Esse, é o famoso 'mondo cane'.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Receita não ortodoxa para adquirir anticorpos

Na volta do dentista hoje, estava no metrô quando notei que uma garota dos seus cinco ou seis anos, enquanto a mãe conversava animadamente olhando para o outro lado, abocanhava o corrimão do vagão, como se chupasse um sorvete de baunilha. Preocupado, porque corrimão de metrô é igual pia de água benta na igreja, ou seja, todo mundo mete a mão - fiz sinal para ela tirar a boquinha dali. A princípio, ela atendeu. Mas de repente, voltou a colocar. A mãe, continuava na conversa animada e nem dava bola para a menina. (aliás, é assim que acontecem as mais incríveis tragédias com crianças) De novo, fiz sinal, com cara de bravo para ela tirar a boca dali. Ela me olhou desafiadora. Realmente tirou a boca daquele metal cromado seboso. Mas para meu espanto e indignação, ela olhava para mim, passava a mão no corrimão, colocava a língua para fora e passava a mão na língua, sob meu protesto, meus gestos desesperados para que ela não fizesse aquilo. E a mãe, numa conversa animadísssima, olhando para o outro lado. Em poucos minutos, o trem passou por mais estações, lotou e eu não vi mais a garotinha. Dessa maneira, pude refletir sobre o que acontecera. Aquela menina nem fazia idéia da imundície que era aquilo em que ela punha a boca, portanto, não sentia nojo. Em não sabendo exatamente porque eu gesticulava freneticamente para ela não fazer aquilo, indignou-se com a minha interferência. Ora, um tiozinho estranho mandando em mim! deve ter pensado ela. Já chega todo mundo lá em casa mandando em mim! E desaforentamente, passava a mão no cromado ensebado do corrimão e lambia de maneira generosa, com cara de prazer. É claro que a mão deveria estar com um gosto esquisito, o prazer era de me contrariar, não há dúvida. As vezes, dá para comparar o gesto da menina, com as reações de pessoas adultas quando instadas a colaborar com algo com o que não estão colaborando. Aí é que desandam mesmo, aí é que lambem a mão. As reações humanas são, por vezes, bem mais comuns do que posssamos imaginar. Eu tenho uma prima que aos 7 ou 8 anos, adorava comer sabonete. Outro dia, numa lanchonete da Praça da Árvore, um menino de seus 4 ou 5 anos comia grandes nacos de meleca do nariz, já verde e aparentemente dura, saindo por fora do narizinho. Talvez na minha infância eu também tenha tido a minha parcela de porcalhão. E não adianta fazer como eu fiz com a garotinha. Ela reagiu tentando me contrariar. Na verdade, segundo o pediatra de meus filhos me disse uma vez, certas coisas das crianças que chocam os adultos, são ótimas para desenvolver anticorpos. Amém, doutor.
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

A Sindrome de Cassandra

Cassandra era filha de Príamo, Rei de Tróia. Uma mulher cuja beleza impressionou o deus Apolo, que a pediu em casamento. Como dote, a donzela recebeu o dom da premonição. Na véspera, Cassandra arrependeu-se e não quis mais casar. Apolo, irado, percebeu que 'palavra de rei não volta atrás' e não podia cancelar o dote presenteado. Cassandra ficaria com o dom para sempre. Ardiloso, Apolo manteve realmente o dom, mas colocou uma condição: a de que ninguém iria acreditar em suas previsões. Assim foi com a invasão e derrota de Tróia. Ela implorou a Príamo para que não aceitasse o presente do cavalo de madeira proveniente dos gregos. Tudo o que ela previu na vida, teve o descrédito dos interessados, para seu desespero. Estava consumada a vingança de Apolo.
Pois é. Quando alguém avisa sobre algum acontecimento ruim que possa ocorrer, ninguém dá a menor confiança e ele acontece mesmo, dizemos que foi um caso da "sindrome de Cassandra".

Os geólogos avisaram reiteradas vezes de que o Haiti poderia ser vítima, como foi, de uma tragédia, mas ninguém deu a menor importância, ninguém se preparou.

Outro local com as mesmas características geológicas (estar ao lado de outra fenda tectônica, a de San Andreas) é o estado norteamericano da Califórnia.

sábado, 16 de janeiro de 2010

O Sapo e o Escorpião

O sapo se preparava para atravessar o rio. Exímio nadador, faria seu trajeto num minuto, apesar da largura do grande curso dágua. Nisso, se aproxima o escorpião, o pior nadador de todos os tempos e pede ajuda.
- Compadre sapo, será que me daria uma carona para a travessia do rio?
O sapo respondeu, desconfiado:
- Mas, compadre escorpião, vc pode me picar. Não dou carona não!
O escorpião, labioso, ponderou:
- Ah, compadre sapo, se eu fizer isso, morreremos os dois e eu quero ficar bem vivo.
Compreendendo a lógica do compadre, o sapo aceitou o pedido e lá foram eles pelo rio caudaloso e largo.
Bem no meio da travessia, o escorpião crava uma ferroada nas costas do sapo.
Já totalmente paralisado pelo veneno e afundando nas águas turvas do rio, o sapo pergunta:
- Por que você fez isso, compadre? Agora vamos morrer os dois.
Ao que o escorpião, consternado, responde:
- Sinto muito, compadre sapo. Mas é de minha natureza!

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Nem tudo está perdido

Taxista de NY devolve US$ 21 mil a passageira italiana
AE-AP - Agencia Estado

NOVA YORK - Um motorista de táxi de Nova York devolveu US$ 21 mil perdidos por uma passageira italiana. Felicia Lettieri, de 72 anos, esqueceu sua carteira no carro em Manhattan, na véspera do Natal. Ali estava o dinheiro para a viagem dela e de seis parentes.

Enquanto o dinheiro estava perdido, a polícia incentivou a italiana a não perder as esperanças. Enquanto isso, o motorista Mukul Asaduzzaman dirigiu cerca de 80 quilômetros até Long Island, em um endereço que encontrou na carteira de Felicia. Como ninguém estava em casa, ele deixou seu número de telefone e mais tarde voltou com o dinheiro.

A filha da passageira, Maria Rosaria Falonga, declarou ao jornal "Newsday", de Pompeia, na Itália, que o motorista ainda deixou um bilhete, dizendo: "Não se preocupe, Felicia. Vou mantê-lo em segurança". Asaduzzaman devolveu a quantia e ainda recusou uma recompensa.

Os cegos e o elefante

Certo dia, um príncipe indiano mandou chamar um grupo de cegos de nascença e os reuniu no pátio do palácio.

Ao mesmo tempo, mandou trazer um elefante e o colocou diante do grupo.

Em seguida, conduzindo-os pela mão, foi levando os cegos até o elefante para que o apalpassem.

Um apalpava a barriga, outro a cauda, outro a orelha, outro a tromba, outro uma das pernas.

Quando todos os cegos tinham apalpado o paquiderme, o príncipe ordenou que cada um explicasse aos outros como era o elefante.
Então, o que tinha apalpado a barriga, disse que o elefante era como uma enorme panela.

O que tinha apalpado a cauda até os pelos da extremidade discordou e disse que o elefante se parecia mais com uma vassoura.

"Nada disso ", interrompeu o que tinha apalpado a orelha. "Se alguma coisa se parece é com um grande leque aberto".

O que apalpara a tromba deu uma risada e interferiu: "Vocês estão por fora.

O elefante tem a forma, as ondulações e a flexibilidade de uma mangueira de água...".

"Essa não", replicou o que apalpara a perna, "ele é redondo como uma grande mangueira, mas não tem nada de ondulações nem de flexibilidade, é rígido como um poste...".

Os cegos se envolveram numa discussão sem fim, cada um querendo provar que os outros estavam errados, e que o certo era o que ele dizia.
Evidentemente cada um se apoiava na sua própria experiência e não conseguia entender como os demais podiam afirmar o que afirmavam.
O príncipe deixou-os falar para ver se chegavam a um acordo, mas quando percebeu que eram incapazes de aceitar que os outros podiam ter tido outras experiências, ordenou que se calassem.
"O elefante é tudo isso que vocês falaram.", explicou.
"Tudo isso que cada um de vocês percebeu é só uma parte do elefante.
Não devem negar o que os outros perceberam.
Deveriam juntar as experiência de todos e tentar imaginar como a parte que cada um apalpou se une com as outras para formar esse todo que é o elefante."


Algumas conclusões sobre essa história...


A experiência das coisas que cada homem pode ter é sempre limitada. Por isso, a sensatez obriga a levar em conta também as experiências dos outros para se chegar a uma síntese.

A pessoa, o ser humano, apresenta muitas facetas. Existe o risco de polarizar a atenção em algumas delas, ignorando o resto. Fazendo isso, estaríamos repetindo os cegos da parábola. Cada um ficaria com uma visão unilateral e parcial.

Para obtermos uma visão o mais integral possível do que é uma pessoa, devemos reunir, numa unidade, os numerosos aspectos que podem ser observados no ser humano.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Penas ao vento


Em uma pequena cidade, um homem, arrependido por ter falado mal de um conhecido, foi até a casa de sua vítima, para apresentar o seu pedido de desculpas, manifestar o quanto injusto ele tinha sido e dizer do seu arrependimento.


O ofendido atendeu-o civilizadamente, aceitou suas desculpas, mas ao ser perguntado se havia alguma coisa que seu detrator arrependido pudesse fazer para se redimir aquele grave erro, além de pedir desculpas, ele fez uma pausa, colocou a mão no ombro do homem e disse calmamente:


- Só quero que você realize uma tarefa. Vai pegar um travesseiro de penas, levá-lo até o ponto mais alto da cidade. Em lá chegando, você deverá rasgar o travesseiro, soltando todas as penas ao vento, sem deixar nenhuma para trás.


O homem não entendeu o motivo do pedido, mas como tinha sinceridade em seu arrependimento, nada questionou, executando fielmente o que lhe fora determinado.


Retornando, ao comunicar a realização plena da tarefa, o ofendido observou:


- Há mais uma coisa que quero que vc faça agora.


- Sim, respondeu o outro. Faço qualquer coisa para compensar o meu erro.


Ao que o bom homem lhe pediu:


- Agora você volta e recolhe todas as penas,sem deixar uma só para trás.


- Impossível! Bradou o arrependido. Não tem como fazer isso!


- Pois é, ponderou o seu interlocutor. Assim também são as calúnias. Depois que as proferimos, inútil tentar desmenti-las, pois são como penas ao vento: irrecuperáveis.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Nunca desista. Lute!

Politicômetro


O Carvalho e o Junco


Próximo de um campo de milho havia um grande carvalho, era uma planta magnífica.

Tinha um grande tronco robusto e maciço, uma espessa folhagem muito verde que se via à distância.

Perto do carvalho, crescia um junco alto e fino, com as longas folhas em forma de lança, de uma pálida cor verde-prateada.

Um dia, o carvalho, majestoso, dirigiu a palavra ao junco:
"- Eu morro de pena de você, coitadinho, o destino não lhe foi generoso, não é? É tão fraquinho, que não pode aguentar nem o peso de um passarinho, e o mínimo de sopro de vento o faz abaixar até o chão.

Olhe para mim: nos meus galhos, ao contrário, há ninhos em quantidade e alegres cantos de pássaros cruzam-se ao meu redor, do amanhecer ao pôr-do-sol. O mais forte temporal nunca me tirou do lugar."

O junco escutava, atento "- Se pelo menos - retomou o carvalho - você tivesse nascido e crescido ao meu lado! Eu o teria abrigado e protegido. Mas você esta aí, ao sabor das intempéries!"

"- As suas palavras são ditadas pelo bom coração e eu lhe agradeço, grande carvalho - rebateu imediatamente o junco -. Mas o meu destino não é assim tão amargo como você fala. O vento maltrata-me, mas não me consegue quebrar e, assim que ele vai embora, eu levanto a cabeça de novo."

"- Bobagens!" - resmungou o carvalho. E sacudiu a grande folhagem verde, aborrecido por ter sido contrariado por aquela plantinha insignificante.

Dali a pouco o céu começou a cobrir-se de nuvens ameaçadoras, ficou escuro como a noite e irrompeu a mais assustadora tempestade que se possa imaginar, com rajadas de vento violentíssimas.


Atingido em cheio por aquela fúria descontrolada, o grande carvalho caiu no chão com um estrondo, a sua folhagem verde foi arrastada para longe e espalhou-se, as raízes foram arrancadas da terra.

Levado pelas águas, o Carvalho cruza-se com alguns Juncos, e em tom de lamento exclama:

"- Gostava de ser como vocês, que de tão esguios e frágeis, não são de modo algum afetados por estes fortes ventos."

E os juncos responderam:
"- Você lutou e competiu com o vento, por isso mesmo foi destruído. Nós, ao contrário, nos curvamos, mesmo diante do mais leve sopro da brisa, e por esta razão permanecemos inteiros e a salvo. "

Presença de Espírito


Um homem entrou numa agência bancária, dirigiu-se ao caixa e disse à moça:

- Eu quero abrir uma porra de uma conta nessa merda desse banco.

A moça do caixa, totalmente atônita, respondeu:

- O senhor me perdoe, mas eu acho que não entendi direito.

O que o senhor disse? Poderia repetir, por favor?

- Vê se ouve dessa vez, cacete! Eu disse que quero abrir uma porra de uma conta nessa merda de banco !

Ela pediu licença e dirigiu-se ao gerente, para informá-lo da situação francamente desagradável.

Ele concordou que ela não era obrigada a ouvir palavreado tão chulo.

O gerente se dirigiu, junto com ela, ao caixa e falou:

- Senhor, o que está ocorrendo? Algum problema?

- Não tem merda de problema nenhum, porra! Eu acabei de ganhar R$ 58 milhões na mega-sena e quero abrir uma porra de uma conta nessa merda de banco!

e o gerente:

- Sei, sei, entendo.... e essa vagabunda está lhe dificultando...???!!!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

A Caipirinha de Vodka


- Amor, vamos fazer uma coisa diferente neste sábado? Tá tão parado, tá tudo tão igual...
- Fazer o quê, meu bem?
- Ah, sei lá...
- Tem alguma sugestão? A idéia é sua, sugira aí!
- Já sei! O Pedro Paulo disse que foi com a Soraya num motel lindão lá perto da saída para Moji-Mirim.
- E daí?
- Sabe, eu gostaria de conhecer.
- Bem, vamos. Fiquei curiosa agora.
O casal de pombinhos pega o carro e sai para mais uma aventura.
Já no destino, nenhuma surpresa: uma fila de uns 30 carros, entrando pelo motel, dando a volta completa pelo pátio interno. Sábado é o dia nacional do sexo. Depois de meia hora na fila, a fila andando, o carro fica cara-a-cara com a copa do estabelecimento.
- Amorzinho, vamos esticar as pernas. Desce um pouco. tem sorvete ali, quer?
- Quero sim, tem de massa?
- Vai escolhendo aí que eu vou pedir uma bebidinha que ninguém é de ferro aqui na boqueta da cozinha. Vc bebe alguma coisa?
- Paixão, eu quero um suco de laranja sem açúcar e com bastante gelo.
- A senhora ouviu o pedido dela, né? Agora para mim eu quero uma caipirinha de vodka...
Nisso a voz de uma mulher lá de dentro da cozinha interrompe gritando:
- Já sei, com bastante açúcar do jeito que o senhor gosta!

Elegância

As pessoas geralmente se preocupam com a aparência física e se esmeram para mostrar certa elegância, de acordo com suas possibilidades.

Isso é natural do ser humano.

Tanto que muitos buscam escolas que ensinam boas maneiras.

No entanto, existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento.


É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.


É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quando não há festa alguma nem fotógrafos por perto.


É uma elegância desobrigada.


É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.


Nas pessoas que escutam mais do que falam.


E quando falam, passam longe da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.


É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas.


Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros.


É possível detectá-la em pessoas pontuais.


Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que promete e, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunte antes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.


Oferecer flores é sempre elegante.


É elegante não ficar espaçoso demais.


É elegante, você fazer algo por alguém , e este alguém jamais saber o que você teve que se arrebentar para o fazer...


É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro.


É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.


É elegante retribuir carinho e solidariedade.


" É elegante o silêncio, diante de uma rejeição... "


Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do Gesto.


Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.


É elegante a gentileza,.atitudes gentis falam mais que mil imagens...


...Abrir a porta para alguém...é muito elegante (Será q ainda existem homens assim?)... .


..Dar o lugar para alguém sentar...é muito elegante...


...Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma...


...Oferecer ajuda...é muito elegante... .


..Olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante...


Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo.


A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social:


é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, que acha que "com amigo não tem que ter estas frescuras".


Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la.


Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.




(texto creditado a Martha Medeiros)