Todos nós temos nossos moinhos de vento, nossos gigantes para lutar. E sempre há um ou outro escudeiro para tentar nos alertar em vão de nossa tragédia mental, quando não vemos o óbvio e não temos a devida consciência de que o sonho que abraçamos é desmesuradamente maior do que a realidade. Entretanto, qual outra razão teria Alonso Quijano senão ter sua Dulcinéia e ser um cavaleiro para lutar contra gigantes, talvez o último, num mundo onde já não há mais cavaleiros? Pelo que se denota da vida, muitos homens de sucesso foram outrora insanos às voltas com moinhos de vento, que, por uma alquimia do destino, afinal acabaram estranhamente dando certo.
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sábado, 1 de agosto de 2009
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Em Busca do Pote de Ouro no Fim do Arco Íris
rá bom, se foi bom, ou até mesmo se foi. A racionalização por compulsão pode estragar muita coisa interessante em nossas vidas, desnecessariamente, por invadir situações e caminhos por onde não é necessário trilhar através da compreensão, da catalogação, da interpretação cognitiva. Quando Dom Quixote de La Mancha cavalga em direção ao Moinho de Vento, ele não avalia a possibilidade de tratar-se ele próprio de uma fantasia ambulante e muito menos tem condições de enxergar um sólido moinho de vento no lugar do dragão ou dos gigantes de pedra, sob a pena de pretender desestabilizar o argumento de seu próprio criador Cervantes. Essa loucura mesmo que imaginária, mesmo que ficcional, repele, dispensa, abomina qualquer tipo de compreensão ou análise lógica, filosófica, racional, interpretativa. Quixote, o ser de triste figura, não se enxerga assim e nem poderia. Ele é um cavaleiro de boa estirpe e um herói, em busca de sua amada num castelo perdido em meio à sua tresloucada imaginação. O que somos todos nós, boa parte de nossas vidas, senão caçadores de moinhos de vento? Senão os operários de "Tempos Modernos" atarrachando porcas entre engrenagens e esteiras rolantes, fazendo rir aos outros e a nós mesmos? tenho estas e muitas outras perguntas, muito embora já
saiba que o que me basta, é muito mais do que as respostas. A hiper-racionalização pode danificar nosso caminho em busca do pote de ouro no fim do arco-íris.coisas do Brasil:

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